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Michael Jackson Sob Julgamento Novamente - Parte 1

Michael Jackson Sob Julgamento Novamente 



Por Barbara Kaufman
Traduzido por Daniela Ferreira


No "julgamento do século", a acusação descansou, a defesa descansou, o júri pode descansar agora que eles estão dispensados. Quando é que Michael Jackson começa a descansar? Para a mídia isso não foi o julgamento de homicídio de Conrad Murray, foi "O Julgamento da Morte de Michael Jackson". E grande parte do tempo, Michael Jackson, apesar de morto, estava em julgamento.

Michael Jackson não foi tratado como um ser humano, mas como uma vaca de dinheiro. Sua morte não mudou isso. A exploração de Jackson foi feita por legiões. Por conhecidos, ajuda contratada, colegas, a indústria da música, o sistema de justiça, por famílias que procuram bolsos profundos, por bajuladores, bajuladores e, especialmente, pela mídia. Milhões foram arrancados da marca Jackson. O que o público não sabe, é quão cínica e deliberada a exploração era. O autor, Joe Vogel, escreveu sobre o abuso cultural generalizado de Jackson em um artigo recente intitulado “Eu Sou A Besta Que Você Visualizou?"

A última traição é um documentário de Conrad Murray, o próprio médico condenado por matar Jackson. Murray, acusado de homicídio culposo, fechou um acordo dois anos atrás com October Filmes para um documentário sobre o relacionamento dele com Jackson e os últimos dias do cantor. A família e os fãs estão perguntando como poderia a NBC, em sã consciência, produzir e transmitir um filme que explora Jackson, mais uma vez, após a morte e pela própria pessoa responsável por essa morte? Murray fechou um contrato quando Jackson ainda estava sendo colocado para descansar.

O documentário inclui cenas de "quartos particulares" na casa de Jackson, com clipes reconhecidos como fotos de Neverland Ranch, tiradas em 2003, após os assistentes do xerife a terem invadido e vasculhado. As mesmas fotos, originalmente usadas para induzir a opinião sobre os hábitos particulares de Jackson, fizeram o caminho delas no "documentário" de Murray, juntamente com alguns comentários artificiais projetado para denegrir Jackson, enquanto elevava Murray. Quão honesto é um filme e as intenções dele, quando habilmente editados para o impacto e as classificações? Reminiscência do Living With Michael Jackson, de Martin Bashir, transmitido pela MSNBC, outro filme inteligentemente editado chamado de “paródia de sucesso” que foi cinicamente produzido para avaliações e lucro e foi refutado posteriormente pela equipe de cinegrafistas do próprio Jackson, que gravou as imagens simultaneamente com a equipe de Bashir. O documentário de Murray contornou o sistema de justiça, permitindo o testemunho que ele se recusou a dar no tribunal, apesar da busca frenética de uma família por respostas sobre o que aconteceu com um dos entes queridos, morto, deles: Michael.

O julgamento de Conrad Murray, por homicídio culposo, tornou-se "O Julgamento da Morte de Michael Jackson”, porque a mídia há muito tempo aprendeu que ligar o nome de Jackson a qualquer coisa, aumenta os lucros. Pessoas promovendo as próprias marcas, ainda cinicamente ligam-se a Jackson sabendo que estórias negativas sobre ele aumenta a atenção. Repórteres inventaram estórias e não ficaram de fora do jogo com fins lucrativos, a mainstream mídia logo seguiu o exemplo. Um grande segmento da população ainda acredita na caricatura tabloide de Jackson e nas acusações das quais ele foi exonerado.

E eles erroneamente acreditam nos autoproclamados "especialistas em Michael Jackson", que nunca sequer conheceram o homem e têm um interesse e uma razão para perpetuar a caricatura mítica, para evitar de serem exposto pelas traições passadas deles, usam um ser humano para obter lucro e para futuras carreiras. A propaganda sobre Jackson diz mais sobre o escritor que sobre o assunto sobre o qual ele escreve. Nick Davies, na exposição Flat Earth News, afirmou que o público ficaria enojado com a tática cínica da mídia e como eles manipulam para que o á la jornalismo tabliodiano torne-se mainstream.

Fãs de Michael Jackson, que têm tentado alertar os consumidores durante anos sobre os motivos racistas e exploração da mídia sobre Jackson, emitiram um comunicado esta semana: "Os fãs de Michael Jackson tiveram o bastante. Ridicularizam-nos, se você deve, chamem-nos nomes, dizem-nos que somos os únicos que pensam em Michael como um ‘ídolo’, mas não somos nós que estamos a vender a memória dele, fazendo dele um objeto e arrancando dinheiro dele.” Eles pediram um boicote à NBC e aos patrocinadores dela.

Murray pode ter administrado a dose fatal de veneno, mas o envenenamento da opinião pública sobre Jackson, pela mídia, foi implacável e prolongado. Será que a mídia torturou um homem até à morte por nada mais do que classificações e lucro? O homem mais famoso do mundo foi também o mais ameaçado. A campanha tabliodiana de exploração e linchamento de Jackson foi sem precedentes e durou décadas. Exploradores de Jackson vêm de todas as posições possíveis, desde faxineiras aos médicos e um rabino, guia espiritual, que publicou gravações de sessões privadas de Jackson, tudo para fazer um dinheirinho com a marca dele.

Médicos ficaram ultrajados pelo tratamento negligente de Murray e a violação dele às leis HIPAA e à confidencialidade do paciente. Eles consideraram inacreditável que um médico, agora criminoso condenado, contornasse ambas as leis; não tenha testemunhado no tribunal e planeja um documentário para lucrar com o próprio homem que ele matou.

Os fãs, ciente de que a opinião pública sobre eles também tem sido manipulada, estão preocupados que o público continue a permitir a obscena exploração da mídia contra figuras públicas e continuem enganados inconscientemente. Um fã escreveu:

"Nossas salas de estar não deviam ser bombardeadas por materiais obscenos que tiram do ser humano não apenas a dignidade dele, mas a própria humanidade. E as nossas no processo. Onde está o clamor público que diz ‘basta, isto basta? ’ As pessoas ficaram indignadas quando o escândalo de Rupert Murdoch, sobre grampear telefones para conseguir informações sensacionalistas, surgiu nas manchetes de primeira página; onde eles estão agora? Transmitir esse documentário é vergonhoso.”

O jornalista britânico, Charles Thomson escreveu sobre a irresponsabilidade vergonhosa da mídia durante a cobertura do julgamento de Jackson em 2005, em uma peça chamada "Um Dos Mais Vergonhosos Episódios na História Jornalística".

Talvez valha a pena ponderar por que um homem que parecia ter tudo necessitava de tais medidas extremas para dormir. Por que ele precisava de medicação que não apenas o ajudasse a dormir, mas o deixasse inconsciente durante toda a noite, para descansar? Como é que um vegetariano e purista que odiava as drogas passou a contar com elas? Lembre-se, Jackson foi considerado inocente da acusação de explorar crianças, mas a acusação iria para sempre manchar o legado dele.

No entanto, o julgamento de Murray apresentou, nas palavras do próprio Jackson, o sonho dele de construir um hospital infantil. O advogado dele, Thomas Mesereau, expressou preocupação sobre a imprudência de uma mídia tendenciosa, que capitaliza e exagera o drama para o lucro e avaliações, ele é acompanhado por outros advogados, como Matt Semino e Mark Geragos, que temem que o cultismo às celebridades e a manipulação da opinião pública pela mídia antecipe a justiça.

A autora Aphrodite Jones em Conspiracy: The Michael Jackson Story, Jermaine Jackson em You Are Not Alone: Michael Through a Brother's Eyes, e Joe Vogel com Man in the Music: The Creative Life and Work of Michael Jackson, assim com s Armond White e outros, tentam esclarecer os relatos, contando a história verdadeira de Jackson com novos livros que refutam o lixo dos tabloides e as estórias fictícias.

Mesmo hoje em dia, poucas pessoas estão conscientes de que em ambos os casos acusando Jackson de prejudicar crianças, os mesmos jogadores aparecem: o promotor público apelidado de "Cachorro Louco", o mesmo advogado que recrutou e representou ambas as famílias de acusadores, o mesmo psiquiatra que relatou as acusações. Poucas pessoas percebem que essa gangue ainda socializam juntos. Tanto o FBI e os assistentes sociais investigaram Jackson e não encontraram nenhuma irregularidade.

Poucos entendem o que realmente aconteceu com Jackson, porque a desumanização dele nos tabloides foi tão deliberada e a caricatura pintada tão profundamente. A ruína dele causada pela opinião pública e pela mídia foi tão desanimadora, a violação dos direitos civis dele pela polícia tão abrangente que isso deixou Jackson tão desanimado e desiludido que ele deixou a terra natal dele, o lugar onde um garotinho negro do interior foi para Hollywood.

O último insulto veio do tabloide Sun, de Rupert Murdoch, que publicou a foto de Jackson morto na primeira página na Grã Bretanha, com a alcunha racista "Jacko", cuja origem descreve macacos e pode ser um insulto usado para aqueles de ascendência africana. Dentro de horas após a publicação dessa foto no HLN, extremamente sádicos e crueis bullies enviaram uma cópia para os filhos de Jackson com a mensagem "Do Papai, com amor."
A segunda geração de Jacksons, incluindo os filhos de Michael Jackson, foram elas próprias vítimas de bullying, as vidas deles, relacionamentos e paternidade serviram de fontes para fofocas dos tabloides, aparentemente porque os repórteres rejeitam a legitimidade da adoção ou técnicas de fertilização para as famílias sem filhos, e consideram a paternidade alternativa e pais, de alguma forma, aberrante. Máscaras em público os impediram de ser reconhecidos em playgrounds, mais tarde, quando acompanhados por guarda-costas que substituíram um pai incapaz de acompanhá-los em passeios recreativos sem causar um circo na mídia e problemas de segurança para a polícia. No entanto, a opinião pública ridicularizou Jackson por proteger os filhos dele do mal.

Há aqueles que parecem insistir que as figuras públicas e as vidas delas pertencem ao público, em vez de a si mesmas, que esperam estar a par de toda e qualquer informação privada, que sentem que as celebridades não têm direito aos mesmos direitos civis dos quais todo mundo goza. E há aqueles que contribuem para estas compulsões e servem sujeira, verdadeira ou não, para as classificações e os lucros, fazendo isto com grampos ilegais em telefones, o jornalismo vendido e pagando grandes somas por estórias. Quanto mais obscena a estória, mais zeros nos cheques para as estórias que lincham e destroem pessoas reais em primeiras páginas. Por lucro.

Adultos se perguntam em voz alta, onde as crianças recebem as ideias que parecem tão cruéis e sem coração. Enamoradas pela celebridade, as crianças imitam os mais populares e estão conscientes dos valores apresentados pelos adultos ao redor delas. A nova geração apenas tem redescoberto Michael Jackson depois do falecimento dele. Você acha que eles ingenuamente perderam o espancamento de Michael pelos tabloides? Onde é que eles aprendem bullying? Eles estão assistindo na mídia e nos observando!



Fonte:
http://www.huffingtonpost.com/rev-barbara-kaufmann/michael-jackson-trial-media_b_1093132.html





























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Michael Jackson Sob Julgamento Novamente - Parte 2


Michael Jackson Sob Julgamento Novamente




Escrito por Barbara Kaufmann
Traduzido por Daniela Ferreira


O Julgamento de Conrad Murray por homicídio culposo, previsivelmente tornou-se um julgamento sobre  Michael Jackson, em vez do médico dele, porque o uso de Propofol era incomum e o paciente era famoso. No tribunal, a exibição das garrafas de medicamentos foi um grande drama e a mídia aproveitou e correu para publicar sobre o “vício de Michael Jackson”.

É perfeitamente razoável que o rosto de Michael Jackson fosse tratado e remodelado, ele ganhava a vida no palco.

Esse mesmo médico também ofereceu a hipótese de que o uso noturno de Propofol foi responsável pela má condição dos pulmões de Jackson,  enquanto  era bem conhecido por pessoas próximas, que Michael Jackson tinha uma Deficiência Sintetase Triptofano, que é uma doença pulmonar caracterizada pela falta de proteína para lubrificação. Fãs de Michael Jackson poderiam ter esclarecido qualquer uma dessas cabeças falantes, mas na verdade eles nem checam, não fazem perguntas aos fãs. Se você quiser saber algo sobre um figura do esporte ou  da cultura pop, pergunte  aos fãs, que sabem tudo sobre eles.

Um olhar mais atento sobre as datas, o número de comprimidos prescritos, medidos  em relação ao número de ingeridos,  o número deixado e o espaço de tempo que as pílulas estiveram no quarto, provam não que Jackson era um viciado, mas que ele era, na verdade, tolerante aos medicamentos que lhe foram prescritos. Mas isso não é sexy; e tudo isso é sobre sexy e ganhar  telespectadores  para um julgamento que estava previsto para ser “maior que o caso do julgamento de Anthony Casey”. Só que não era. Histeria cansativa, talvez? Tivemos o suficiente?

Especialistas no HLN pareciam empurrar o  rótulo de “viciado”, porque isso era do interesse deles para promover livros e carreiras.  “Michael Jackson” tem promovido muitos livros e carreiras, involuntariamente, pois as pessoas associam o nome dele ao propósito delas próprias. O HLN não foi exceção.

Um médico especialista em dependência saltou sobre o nome “viciado” apesar de as informações conflitantes entre o vício, rótulos de frascos e uso; apesar de que os registros médicos que foram admitidos como evidência não estarem assinados e serem confusos. Registros questionáveis ​​do médico foram autorizados no tribunal, mas o médico não foi; e ele não foi capaz de explicar o  tratamento  de Jackson, com procedimentos faciais para reconstruir o rosto dele. Jackson tinha Vitiligo e Lúpus Eritematoso Discoide. A mesma doença que deixou o  cantor Seal, com cicatrizes faciais.

Para ser justa com os especialistas, a cobertura poderia ter sido muito pior e  os fãs poderiam ter sido retratados em uma luz muito mais pobre ou mais escura. Infelizmente a orla de elementos fanáticos receberam destaques e isso inclui os teóricos da conspiração que creditam que Jackson está vivo e escondido. E, na maior parte, os fãs se comportaram bem, exceto por uma briga ocasional.

Os mainstream fãs de Jackson que recebem menos atenção do que a orla falante, são articulados, pensativos, brilhantes; e  interessados ​​em justiça e vingança. Muitos são profissionais que contribuem para a sociedade, pagam seus impostos e criam filhos nos subúrbios e cidades. Eles têm uma história interessante para contar à sociedade, que ninguém nunca quer ouvir. O que eles têm a dizer é chocante.

O julgamento, ao que parece foi todo sobre Michael Jackson, apesar dos namoricos de Murray ser tão bem conhecidos (sete filhos com seis mulheres),  a metodologia dele, mesmo na clínica dele, pareceu imprudente para outros médicos e alguém  arriscou: “A única coisa mais perigosa que Murray poderia ter feito era empurrar  Jackson de um avião sem paraquedas.” “E que médico envia um estoque de medicamentos para uma residência privada? Qual o médico que usando uma droga perigosa não tem o equipamento de emergência adequado, necessário para  a segurança e para a ressuscitação, quando ele é o único lá, no caso de algo acontecer com o paciente?”.

Os rótulos dos medicamentos  exigem isso  como protocolos. Uma  simples bomba  reguladora que poderia ter salvado a vida de Jackson, regulando o fluxo de Propofol de acordo com o peso e as orientações de dosagem, teria custado 1.500 dólares de um salário mensal cem vezes maior.  Murray era dono de uma clínica, se ele podia comprar Propofol em massa, ele podia comprar equipamentos médicos que teriam salvado a vida de Jackson.

Sim, era o julgamento de Michael Jackson porque mais uma vez, Jackson foi levado a julgamento, mesmo  após a morte. E é irônico que a peça mais convincente de evidências não veio do Ministério Público ou da defesa, mas do próprio Michael Jackson.

Jackson, a quem uma enfermeira anestesista disse soar como se ele estivesse  sob a influência do Propofol,  sem câmeras filmadoras, nenhuma mídia presenciando, foi claro sobre a motivação, a intenção e os planos futuros dele, mesmo nesse estado sedado. Ele disse:

“Elvis não fez. Os Beatles não fizeram. Quando as pessoas deixarem meu show, eu quero que eles digam 'Eu nunca vi nada parecido em minha vida. Vai. Vai. Eu nunca vi nada parecido com isso. Vai.. é incrível. Ele é o maior artista do mundo.’ Estou ganhando esse dinheiro...um milhão de crianças, um hospital infantil, o maior do mundo. Hospital Infantil de Michael Jackson. Vai ter uma sala de cinema, sala de jogos. As crianças estão deprimidas ...nos hospitais, não há nenhuma sala de jogos, cinema. Eles  estão doentes porque estão deprimidos, a mente deles os estão deprimindo. Eu quero dar isso a eles. Eu me preocupo com os anjos. Deus quer que eu faça isso. Deus quer que eu faça isso. Eu vou fazê-lo, Conrad. Não têm esperança suficiente; não mais esperança. Essa é a próxima geração que vai salvar o nosso planeta começando com...bem falar sobre isso. Estados Unidos, Europa, Praga, meus bebês. Eles andam por aí com nenhuma mãe. Elas os abandonaram, elas se foram... uma degradação psicológica ...isso. Eles se aproximam de mim... por favor, leve-me com você. Eu quero fazer isso por eles. Eu vou fazer isso por eles. Isso será lembrado mais que minhas performances. Minhas performances vai estar lá em cima ajudando minhas crianças  e sempre será meu sonho. Eu as amo. Eu as amo, porque eu não tive uma infância. Eu não tinha infância. Eu sinto a dor delas. Eu sinto dor delas, eu posso entender isso. 'Heal the World', 'We are the World’ , ‘Will You Be There?’  ‘The Lost Children’. Estas são as canções que eu escrevi porque eu sofro, você sabe, eu sofro.”

Um hospital infantil ou  centro de cura era o sonho de Michael Jackson. E esta não é a primeira vez que o assunto  tratamento médico e cura de crianças surgiu no legado de Michael Jackson. Quando a declaração atrapalhada de Jackson foi relatada pela primeira vez, Jane Velez Mitchell, da HLN declarou no ar, que esta gravação de Jackson prova o que os fãs de Michael Jackson têm dito o tempo todo: que Michael foi mal interpretado e descaracterizado e o rancho Neverland foi deturpado para o público. Ela chamou a conversa de vingança para Michael Jackson. Ela só disse isso uma vez, pois assim que, no mesmo dia, pessoas que fazem dinheiro com as “obras biográficas de sucesso delas”  castigaram-na no twitter,  ela ficou em silêncio.

Conrad Murray não é a primeira nem a última pessoa a ficar a par do sonho de Michael Jackson para as crianças. Em um artigo da jornalista italiana, Silvia Bizio, Anjelica Huston que contracenou com Jackson no filme Captain EO, para a Disney, acidentalmente, encontrou Michael Jackson, cerca de um mês antes de ele morrer. Eles se abraçaram, agacharam-se em um quarto juntos e se prenderam na vida um do outro.

Huston lembrou-se de Michael como sendo terno e frágil, com problemas para reunir a ira suficiente para realizar o papel dele em  Captain EO, com a tripulação da espaçonave  que canta "Estamos aqui para mudar o mundo." Ela disse que era como se a raiva não vivesse no DNA dele. Ele precisava dela ali, com o traje e zombando das formas delas para trazer para fora o caráter vilão dela. Huston disse que ele parecia ainda mais frágil emocionalmente, especialmente, durante o  breve encontro deles. Ela colocou os braços ao redor dele, ela diz:

"Nós conversamos sobre como ele se sentiu humilhado pela acusação de abuso sexual e sobre a tristeza pela perda de Neverland, onde viveu muitos anos, eu me lembro das palavras dele: ‘Eles arruinaram meu sonho, eu tive esse sonho, talvez infantil e tolo, um lugar concebido para celebrar a inocência da  infância que eu nunca tive, e eles tomaram isso de mim. Eu amo crianças, eu nunca poderia fazer  mal a elas. Passei toda a minha vida amando-as e tentando fazer coisas boas para elas. A calúnia de prejudicar uma criança... que quebra meu coração é uma dor insuportável, essas acusações são injustas e terríveis... ’  Quando ele disse essas coisas, ele começou a chorar. Eu o segurei em  meus braços... Ele era tão magro e frágil.”

Jackson contou a  ela que estava se preparando para os concertos, em Londres. Ela lembra:

“Ele estava ensaiando duro porque ele não teria ‘mais nenhuma esperança de ser amado de novo’. Ele queria ser levado de volta para o coração do público após o linchamento público que ele sofreu, com o que um júri de iguais concordou. Houston continua: “Ele era magro e pálido, eu podia sentir  muita dor nele pelo passado e muita ansiedade e incerteza pelo  futuro.”

Quando perguntada por Bizio, “O que você acha que realmente matou Michael Jackson?” Anjelica Huston não hesitou: “Michael tinha um coração partido. Por  isso, ele morreu. A verdade é que eles partiram o coração dele.”


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Um dos Mais Vergonhosos Episódios na História do Jornalismo

O Texto que se segue é um artigo escrito pelo jornalista, Charles Thompson, em 13 de junho de 2010, com algumas notas minhas.




Hoje fazem cinco anos que doze jurados, por unanimidade, absolveram Michael Jackson de várias acusações de abuso sexual infantil, conspiração e fornecer álcool a um menor. É difícil saber como a história vai se lembrar do julgamento de Michael Jackson. Talvez como o epítome da obsessão de celebridades ocidentais. Talvez como um linchamento do século 21. Pessoalmente, eu acho que vai ser lembrado como um dos episódios mais vergonhosos da história jornalística.

Não é, até você se encontre escavando os arquivos de jornais e reassistindo todas as horas de cobertura televisiva, aí você realmente compreende a magnitude das falhas da mídia. Era de toda a indústria. Sem dúvida, houve alguns repórteres e até mesmo certas publicações e emissoras de TV que favoreceram abertamente a acusação, mas muitas das deficiências dos meios de comunicação foram institucionais. Em uma mídia obcecada com soundbites, como você reduz  oito horas de depoimento em duas frases e eles permanecem precisos? Em uma era de notícias circulantes e “ blogagens” instantâneas, como você resisti à tentação de correr para fora da sala do tribunal, na primeira oportunidade,  para dar fursos de notícias das últimas alegações obscenas, mesmo que isso signifique perder uma fatia do depoimento do dia?
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Intimação de Ray Chandler, parte 4 "Pronto para fazer algumas revelações?"

Intimação de Ray Chandler: pronto para dizer até algumas verdades par não ter de testemunhar


by vindicatemj , em 06/08/2010
Traduzido por daneJackson

Eu sei que os posts sobre a intimação  de Ray Chandler estão se tornando muito numerosos, mas há  muitos documentos feitos por advogados  de Ray Chandler para salvá-lo da intimação de Michael Jackson que o seu número por si só mostra a ferocidade da oposição dele a ela. Alguém poderia pensar que ele está lutando por sua vida ...
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Michael Jackson Sob Julgamento Novamente - Parte 3


Michael Jackson Sob Julgamento Novamente






Escrito por Barbara Kaufmann
Traduzido por Daniela Ferreira




Quando Michael Jackson, em um alterado estado de consciência, induzido por drogas, com fala enrolada, falou sobre a construção de um hospital para crianças, não foi a primeira vez que Michael Jackson tinha falado sobre a construção de instalações médicas para crianças doentes. Ele equipou uma ala para queimados no Brotman Medical Center, em Culver City e construiu uma ala de 19 leitos no Mont Sinai Hospital, em Nova York.

O artista David Nordahl, amigo de Michael Jackson há mais de 20 anos, e cujo trabalho foi encomendado para Neverland Ranch, recentemente compartilhou algumas lembranças de Jackson:

"Essa conversa que eles mostraram no tribunal foi tão Michael. Cuidar de crianças doentes é o que ele falava em todas as conversas que já tivemos Ele cuidou de crianças doentes em todo o mundo. Ele pagou por um fígado para Bela Farcas; o custo era 125.000 dólares e quando eles descobriram que Lisa Marie Presley e Michael Jackson decidiram dividir o custo, o preço pulou para um quarto de milhão. Bela teve o fígado dela.”

“Eu não fiz apenas pinturas para Michael; ele me pediu para fazer esboços para brinquedos que ele inventou em Neverland e os desenhos para condomínios que ele planejava construir para crianças gravemente doentes e as famílias delas. Ele sabia que as crianças criticamente doentes curam-se melhor em um ambiente de esperança e pensamentos positivos, risos e magia. A escura e silenciosa sala de doentes favorece a depressão, não a alegria; e a alegria cura, de acordo com Michael. Os condomínios tinham grandes janelas na frente, para que se olhar através delas, como em casas de árvore na floresta.”




"Ele queria as janelas grandes, porque ele sabia que as crianças muito doentes, muitas vezes, não consegue dormir e acordam, à noite, com medo, então ele construiu um teatro ao ar livre para executar desenhos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para que, se as crianças acordassem, elas fossem capazes de ver os desenhos animados da janela." 

Nordahl falou sobre o amor mal interpretado de Michael pelas crianças. Como ele ficou durante esse tempo, quando ele foi acusado, eu queria saber.

"Michael sabia, eu quero dizer, absolutamente sabia... sem nenhuma dúvida, que o destino pessoal dele era curar crianças. Era a vocação dele. Ele visitou orfanatos em todo o mundo, construiu alguns, construiu alas infantis em hospitais, enviou médicos para os Balcãs e até mandou um 737 com suprimentos médicos para Sarajevo.”

“Michael amava as crianças, ele viveu para crianças. Elas eram a coisa mais importante na vida dele, na verdade, elas eram a razão de viver dele. Todos os trabalhos de Michael foi dedicado às crianças. Para as crianças do mundo todo ou para a criança em todos nós. Neverland Ranch foi dedicada às crianças e estava sempre em construção. A semelhança dela com Disneyland foi intencional. Michael via ajudar as crianças neste mundo como a missão de vida dele. Ele viajou pelo mundo defendendo as crianças e contribuindo com uma grande fortuna pessoal para causas infantis. Era a vida dele e foi a razão de viver dele. Você pode imaginar como era para ele ser acusado de prejudicar crianças?”

A história contada é que como Michael fez amizade com uma família divorciada com um menino diagnosticado com câncer e os trouxe para Neverland, porque as crianças eram curadas lá de todos os tipos de problemas e ferimentos, ele entrou em contato com o pai do menino que acreditava-se ser criativo e um talento reconhecido como dramaturgo. Devastado por uma doença mental e propenso à ilusões, o pai acreditava que ele iria se tornar parceiro de Jackson na companhia de produção cinematográficas dele, a Lost Boys Productions. Jackson, com US$ 40 milhões para dar início à companhia cinematográfica dele, encomendou a Nordahl a concepção de alguns logos para o projeto. Antes que a pintura secasse, o pai do menino percebeu que ele nunca ia ser parceiro de Jackson no empreendimento, e exigiu metade do dinheiro. Quando Jackson recusou-se, o resto tornou-se fácil: fazer uma acusação e arrancar os 20 milhões de dólares destinados para o cinema, a paixão de Jackson e próximo empreendimento.

Infelizmente Jackson nunca chegou a realizar o sonho dele de fazer filmes. A reputação dele sofreu e alguns vão sempre pensar que ele era culpado de um crime quando o único crime dele foi ser "diferente". Mas gênios geralmente são excluídos de seus pares e da cultura. E podemos adivinhar, dadas às vezes, que mais do que um pouco do que aconteceu com Michael Jackson teve motivações raciais.

Eu pontuei a Nordahl que o plano para os condomínios em Neverland incluíam cascatas que produzem íons negativos, que são edificantes e fazem as pessoas se sentirem bem, ele tinha de saber sobre endorfinas.

"Claro que ele sabia, tinha música ambiente em Neverland para as flores porque ele sabia que as encorajava a crescer", Nordahl respondeu: “Michael lia o tempo todo. Ele sabia muito sobre a cura. Sabia que alegria e prazer tinham um efeito sobre os hormônios e o humor. Queria que algumas das construções em Neverland fosse segredo, para que as crianças que visitassem não soubessem antes do tempo, tudo que eles encontrariam lá, para que houvesse a alegria da surpresa. Ele sabia como ele iria deliciá-los e fazê-los sentirem-se.”

"Mas a magia de Michael tinha ido embora. Michael amava magia; ele pediu por isso em pinturas. Ele via o mundo dessa forma e ele deliberadamente olhou através dos olhos mágicos de uma criança, porque ele preferia isso. é verdade que ele sentiu a perda da infância, mas mais do que isso, Michael gostava de ver o mundo através de jovens não doutrinados e jovens olhos, por isso ele escolheu isto. Olhando com aqueles olhos e através das lentes da inocência permitia que a criatividade dele fluísse livremente e ferozmente como um rio. Quando as acusações vieram, especialmente a última, rio de criatividade dele foi represado e secou.”

A mídia, num frenesi, usou Jackson para vender os produtos dela, as manchetes dos tabloides, as fotos roubadas e pouco lisonjeiras. Ele passou a usar uma máscara para desencorajá-los. Fortunas foram feitas em estórias de ficção e biografias não autorizadas, por pessoas que nunca o conheceram ou conheciam-no apenas à margem da órbita dele.

Os mais altos detratores de Jackson são frequentemente os mais culpados do uso de Jackson e causar a histeria em torno dele para lançar e sustentar carreiras "reportando" sobre a vida de Michael Jackson. Essas mesmas pessoas sabem que sensacionalismo vende e conscientemente contribuíram para isso. Eles ainda seguem o rastro dele, mesmo na morte, remoendo os crimes sempre na frente de uma câmera e afirmando a culpa até hoje, apesar de uma montanha de evidências em contrário e um veredicto de inocência (14 acusações). Eles não podem permitir que sejam expostos pelo bullying deles, por isso que eles teimosamente ocupam a posição deles.

Eles cometeram bullying contra ele por causa da cor de pele dele, clareada pela doença Vitiligo; por causa da paternidade dos filhos dele, apesar de adoções modernas e métodos de fertilização para casais incapazes de conceber, por causa das cirurgias em uma cultura que venera a juventude e rejeita os “dinossauros do rock”. Bolsos profundos e motivos racistas explicam muito, porque Jackson nasceu e cresceu em uma cultura racista e se casou com mulheres brancas. O resto é explicado pelo ego que: vê as pessoas não como quem são, mas como que você está sendo.

“Alguns chamaram Neverland de um imã para criança", Nordahl me lembrou. "E foi realmente; isso foi foi deliberado. Mas Michael não tinha as intenções que disseram que ele tinha. O interesse dele não era ferir crianças, o único objetivo dele era levar alegria e magica para as crianças. Eu o observei fazer isso por mais de 20 anos. O próprio Michael tinha uma espécie de atração mágica. Crianças apenas o seguiam. Fomos uma vez na Toys-R-Us, loja onde Michael estava comprando brinquedos para as crianças e eu virei para encontrar um mar de crianças nos seguindo. E Michael estava disfarçado. "
"As pessoas diziam que ele era um recluso, ele não era. Ele apenas sempre atraiu multidões. Havia algo sobre ele; Observar as pessoas se atirando sobre ele era como assistir a uma onda bater à costa. Ele teve que sair de qualquer peça de roupa. rapidamente, porque as pessoas em torno dele entraram em uma espécie de frenesi. Ele poderia sair de roupas mais rápido do qualquer um que eu já vi."

Nordahl lembra também, a solidão que Michael sofreu.

"Antes e durante o julgamento, ele se sentiu abandonado. Ele estava sendo condenado no tribunal da opinião pública e ele estava preocupado em obter um julgamento justo. Ele se preocupava com o que aconteceria com os filhos dele, se ele fosse para a prisão. Ele tinha problemas para dormir. Nós estávamos hospedados na casa de praia de um amigo, no oceano, e eu disse a ele que se ele não conseguisse dormir para descer e visitar-me. Ele estava preocupado que tivesse de me manter acordado, mas eu não me importava; eu sabia que ele estava solitário e preocupado. Passamos longas horas conversando e, por vezes, andamos na praia à espera do nascer do sol. Ele não conseguia dormir. Quando você tira de alguém a razão para viver, a razão para vida dele, o que resta?"

Eu queria saber se David Nordahl estava assistindo ao julgamento.

"Claro, é difícil porque você sabe que eles tinham que fazer isso por Michael. Eu queria que o mundo pudesse conhecer o verdadeiro Michael. Michael sempre disse que, se você falou sobre o bem que você fez no mundo, você cancelou a beneficência do dom, então ele era muito reservado sobre o trabalho humanitário dele. Ninguém nunca vai saber o quanto ele fez por este mundo e para as crianças. O mundo nunca saberá o que perdeu tiraram Michael do trabalho e assim, não apenas trapacearam com ele quanto ao futuro dele, mas trapacearam a todos nós."

O artista David Nordahl vive e trabalha em Santa Fe, Novo México, onde ele está atualmente se preparando para um show em Tucson, Arizona, na Galeria Settler West, em 19 de novembro de 2011 e em Las Vegas, em um hotel em uma movimentada avenida, em abril.



Nota da tradutora: pessoal, desculpem por isso. Barbara Kaufmann fez uma tremenda confusão entre os casos Chandeler e Arvizo e eu penso que devo esclarecer isso. Michael nunca entrou em contato com o pai de ninguém, em ambos os casos, foram as famílias que o procuraram, isso é bem sabido. Não era David Arvizo, pai do menino com câncer, quem sofria de distúrbio bipolar e se considerava um grande dramaturgo, mas Evan Chandler e foi Evan quem pensou que se tornaria sócio de Michael no estúdio cinematográfico dele. Por sinal eu tenho o áudio de uma entrevista entre David Nordahl e Deborahl Kunesh, do Refelction On The Dance, onde ele conta essa estória.



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