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Redenção: A Verdade Por Trás das Acusações de Abuso Sexual Contra MJ - Legalmente Falando Continuação


O Resultado da Audiência do Tribunal

 

Em 23 de novembro de 1993, o tribunal ouviu a proposta de Preferência de Julgamento, a Moção para Suspensão da Instrução e Julgamento, a Moção para Obrigar o Depoimento de Michael Jackson, e o Pedido do Réu para Ficar Suspensa a Decisão. O Tribunal decidiu da seguinte forma:

 

(Chandler) Moção de Preferência de Julgamento.... Concedido

(M. Jackson) Moção para Obrigar a Deposição .....Negado e/ou Prejudicado

(Chandler) Moção para Obrigar o Depoimento de Michael Jackson.... Concedido

(M. Jackson) Pedido para Permanecer Suspenso.... Negado

 

Michael Jackson perdeu todas as quatro moções. Era óbvio, do ponto de vista legal, que a balança da justiça não estava apontando a favor dele. Em vez disso, ela estava pesando fortemente em favor do menino de 13 anos. Os advogados de Michael Jackson estavam se referindo a leis precedentes que foram aplicados em uma bateria de casos sexuais semelhantes. Pacers Inc. v. Tribunal Superior declarou especificamente que é invasão indevida dos direitos constitucionais do réu a não suspensão do processo civil, onde uma investigação criminal esteja em curso. Mas o Sr. Feldman tinha um trunfo que era, “a memória de uma criança está se desenvolvendo”, e a incapacidade dele de “se lembrar como um adulto”. Esta lei foi projetada para proteger a capacidade de uma criança pequena em recordar por períodos prolongados de tempo depois de ser vítima e / ou testemunha de um crime. Neste caso, no entanto, envolveu um garoto de 13 anos, que estava prestes a ter 14.

 

Johnnie Cochran se junta à equipe Legal

Imediatamente após a equipe de advogados de Michael Jackson perder moções cruciais, que teriam dado a ele a chance de ganhar esse processo, Johnnie Cochran Jr. chegou como advogado associado em 13 de dezembro de 1993. Johnnie Cochran não perdeu tempo em apresentar de uma Moção de Ordem de Proteção, proibindo as partes, os advogados e agentes de divulgar as informações obtidas através da instrução nesse caso a ninguém mais do que as partes e os advogados delas e representantes autorizados. O Sr. Cochran afirmou que uma ordem de proteção era necessária para proteger:

1) o direito de Michael Jackson à privacidade e a não constrangimento indevido e aborrecimento, 2) o direito dele a receber um julgamento justo; 3) e os direitos das testemunhas a não constrangimento indevido e aborrecimento.

 

Na moção do Sr. Cochran, ele afirmou ainda que, se a medida cautelar não fosse concedida, Michael Jackson iria exigir uma suspensão da ação civil por causa da expressa intenção das autoridades em usar a produção de provas no processo civil como parte da investigação. O Sr. Cochran afirmou que a polícia e promotoria iriam atrasar as investigações delas a fim de obter informações solicitadas através dos esforços de descobertas deles. Essa é precisamente a razão pela qual o Sr. Feldman tentou obter uma Suspensão da Instrução e Julgamento para evitar que as informações obtidas no processo civil fossem usadas na investigação criminal.

A introdução da moção do Sr. Cochran para uma ordem de proteção alegou que a divulgação de informações pelo advogado requerente seria contrário ao direito de Michael Jackson e o privaria de um julgamento justo. O Sr. Cochran eloquentemente destacou que a medida cautelar não era necessária apenas para o melhor interesse de Michael Jackson, mas também era necessário para proteger a vida das testemunhas. Ele queria que nenhuma parte divulgasse qualquer informação revelada através da instrução do processo para a mídia ou para a polícia e promotoria.

O Sr. Cochran também afirmou que a medida cautelar era necessária para não só proteger a privacidade do menor de 13 anos, mas a privacidade das outras crianças envolvidas no caso. Originalmente, os advogados chegaram a um acordo mútuo de não revelar nada para a mídia sobre o caso. O Sr. Feldman repudiou o acordo afirmando que ele já não podia honrar qualquer acordo com relação à publicidade por causa da família de Michael Jackson estar declarando a inocência dele.

O Código que o Sr. Cochran utilizou como base para a posição legal dele foi o Código de Processo Civil, seção 2025 (i), que afirma que: o Tribunal, por justa causa, pode invocar qualquer ordem que a justiça requeira para proteger qualquer parte, depoente, ou outro, de constrangimento, aborrecimento ou opressão. Além disso, a seção 2017 (c) se aplica à instrução geral; seção 2031 (e) aplica-se à produção de documentos e seção 2033 (e) se aplica ao pedido de admissão.

O Sr. Cochran ainda citou que uma ordem de proteção era necessária para proteger os direitos de terceiros à privacidade, e litigantes de aborrecimento ou constrangimento injustificado. Boler v S. Ct. Of Solano County, 201 CaI.App.3d 467, 475, 247 Cal.Rptr. 185 (1987). O juiz tem poder discricionário para ordenar que as informações obtidas através da produção de provas não sejam divulgadas e sejam arquivadas sob o selo de confidencialidade. Coalizão Contra Abuso Policial v. S.Ct, 170 Cal.App.3d 888,216 Cal.Rptr. 614 (1985).

Por causa das sinistras alegações contra Michael Jackson, o Sr. Cochran sentia que as questões perguntadas aos menores e aos pais deles seriam muito embaraçosas, pessoais e privadas. Ele também sentia que, por causa dos atuais comentários do advogado do reclamante sobre a informação colhida durante a descoberta, ele  gostaria de acrescentar ao frenesi da mídia e exacerbada invasão maciça de privacidade na vida de Michael Jackson. Informações pertencentes especialmente sobre a residência, rotinas, hábitos e segurança dele, que estão sendo reveladas e divulgadas publicamente, viola o direito de Michael Jackson à privacidade. Na Constituição da Califórnia, artigo I, seção 16, diz que: "O réu tem direito a um julgamento civil justo, por um júri imparcial." Dorshkind v Harry N. Koff Agency, Inc., 64 Cal.App.3d, 302, 308,134 Cal.Rptr. 344 (1976). O Sr. Cochran afirmou que o circo da mídia já impediu o direito de Michael Jackson a um julgamento justo e que a ordem de proteção iria minimizar evidências de serem espalhadas por todo o mundo pelo advogado do autor.

A promotoria havia ameaçado intimar a instrução tomando a ação civil para usá-la na investigação criminal deles. A posição do Sr. Cochran foi de que a instrução não deveria ser uma ferramenta para promover a investigação da Promotoria. A ordem de proteção, na opinião dele, iria impedir que as informações reveladas através da produção de provas fossem usadas em prol da investigação pendente, das mesmas acusações de aplicação da promotoria e polícia, que daria ao Estado uma vantagem injusta. A promotoria, de fato, pediu aos advogados do requerente uma cópia da transcrição do depoimento, após o depoimento ser tomado na ação civil. Quando o advogado do requerente se recusou a fornecer uma cópia do depoimento, um promotor-adjunto informou ao Sr. Feldman, "que eles poderiam se servir de um mandado de busca, se necessário".

Em Pacers Inc. v. Superior Court, afirma ainda que "a acusação não deve ser capaz de obter, por meio de processo civil, informação de que não tinha direito, segundo as regras da Instrução Criminal..." A Instrução deve ser privada. É tomada a portas fechadas na presença de um relator certificado da corte, na presença de apenas a parte que irá depor, os advogados e, às vezes, um terceiro mediador.

A transcrição não é normalmente apresentada ao Tribunal, exceto em casos de recurso, moções ou quando é usado como uma exposição. Os interrogatórios, respostas, produção de documentos e admissões também não são arquivados com o tribunal, exceto pelas mesmas razões. O ponto do Sr. Cochran foi que a mídia não tinha mais direito, sob a Primeira Emenda, de acessar informações reveladas através da Instrução Civil mais do que os cidadãos privados.

O Sr. Feldman concordou com a entrada de uma ordem de proteção estipulada, mas tomou exceção de ser capaz de responder a alegações falsas e de fornecer informações para a polícia e promotoria

 

Oposição à Ordem de Proteção pela Times Mirror Company

O Times Mirror Company, o editor do Los Angeles Times, registrou queixa em oposição à moção para a ordem de proteção, contestando a ordem pública de acesso restrito a quaisquer processos judiciais, incluindo a instrução realizada. A oposição dele foi de que a mídia tinha o direito de intervir em ações civis e criminais em curso, para levantar a objeção dela a uma ordem de proteção e exigir o acesso. Public Citizen v Liggett Group, Inc., 858 F2d, 775, 783 ^ 84 (1 Cir. 1988), cert denied, 488 EUA 1030 (1989).

Ele afirmou ainda que os astros de grandes organizações de notícias em todo o mundo haviam se concentrado na investigação das acusações de abuso infantil contra Michael Jackson e que o interesse e atenção do público foram pregados sobre as acusações. Ele também afirmou que Michael Jackson e o investigador público aceitaram a vantagem da mídia para emitir declarações diversas para o público e que, agora, porque ele não queria publicidade negativa, buscou uma ordem para fechar o cobertor. Ele solicitou que o Tribunal negasse a moção de Michael Jackson e permitisse o acesso público a informações sobre esse assunto que era de grande interesse público.

Argumentou ainda mais de que as ordens de mordaça são concedidas apenas por uma boa causa e que nenhuma foi mostrada nesse caso. Ele também afirmou que as alegações do Sr. Cochran sobre o direito do réu a um julgamento justo foram prejudicadas pela publicidade de pré-julgamento, invasão de privacidade, e que a posição do Sr. Cochran acerca das testemunhas e terceiros estarem em perigo, perseguidos, e o governo estar aproveitando das informações civis em um processo criminal eram infundadas. Em essência, a Times Mirror disse que os advogados de Michael Jackson não tinham mostrado um bom motivo para afirmar as preocupações da Primeira Emenda. A Suprema Corte dos Estados Unidos reconheceu que ordens de proteção num pré-julgamento estão sujeitas ao escrutínio sob a Primeira Emenda, e deve ser feita dentro da Regra 26 (c), que exige uma demonstração de boa-fé. Ele também afirmou que há um direito presumido a materiais da instrução. Public Citizen v Leggett, supra.

A Regra Federal de Processo Civil 26 (c) afirma: Após uma moção pela parte ou pela pessoa de quem a produção de provas está sendo solicitada, por uma boa causa, podem fazer qualquer ordem que exige justiça para proteger a parte de aborrecimento, constrangimento, opressão, ou ônus indevido ou despesa. O Times Mirror discordou da declaração do Sr. Cochran de que a publicidade pudesse impedir Michael Jackson de receber um julgamento justo.

O Times Mirror continuou afirmando que havia 2.900.000 possíveis jurados no condado de Los Angeles, que são extraídos de registros do banco de dados do Departamento de Veículo a Motor. Uma ordem de proteção, na opinião dele, iria manter a informação confiável longe do público, permitindo que informações não confiáveis ​​ fossem relatadas, e que Michael Jackson não tinha o direito de estar livre de publicidade negativa.
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Redenção: A Verdade por Trás das Acusações de Abuso Sexual Contra MJ - Parte 5: Legalmente Falando


PARTE 5
LEGALMENTE FALANDO
5.1
A Ação Judicial
 
 
Um processo civil é qualquer processo que não seja um processo criminal.
Muitos rumores circularam após a ação civil ter sido resolvida – a de que Michael Jackson tinha comprado o caminho para fora de um indiciamento criminal. O acordo da ação judicial não tinha nada a ver com a investigação criminal. A minha esperança é que este capítulo lhe dê uma compreensão mais clara dos processos civis que cercam este caso e como o acordo não teve efeito sobre o resultado da investigação criminal.
 
A Queixa Civil
 
O Dr. Chandler contratou o Sr. Feldman, que era um advogado civil de ponta e que tinha trabalhado como chefe da Associação de Advogados de Julgamento de Los Angeles. Em 14 de Setembro de 1993, Feldman entrou com uma ação de trinta milhões de dólares no Tribunal Superior de Los Angeles, vara de Santa Monica, contra Michael Jackson por:
1) agressão sexual; 2) agressão: 3) sedução;. 4) conduta dolosa; 5) imposição intencional de sofrimento emocional; 6) fraude e 7) negligência.
A queixa foi mostrou (o menino de 13 anos) um menor, por e através dos Guardiões Ad Litem dele: E. Chandler e J. Chandler, como reclamantes, contra o réu Michael Jackson.
A causa da ação fala por si. No entanto, a queixa era gráfica na descrição detalhada dos atos que alegaram que Michael Jackson teria cometido contra a menor. A queixa alegava que tais atos ocorreram no condado de Los Angeles, Estado da Califórnia, e em outros locais dentro e fora do Estado da Califórnia.
A queixa também alega que Michael Jackson cometeu, repetidamente, agressão sexual contra o menor. O alegado dano causado ao menor foi descrito como: lesão à saúde, força e atividade dele, prejuízo para o corpo e choque e lesões ao sistema nervoso, todos os quais têm causado e continuado a causar ao reclamante grande dor mental, física e nervosa, sofrimento emocional.
A denúncia alegava, ainda, que os presentes, férias e viagens que Michael Jackson disponibilizou para o menor era a maneira de forçá-lo a aceitar, como já dito, as demandas sexuais e sedução ao menor. Apesar de Michael Jackson tenha disponibilizado a muitos amigos menores viagens com presentes e brinquedos, nenhum deles corroboraram com a alegação de abuso sexual do menino de 13 anos.
O ajuizamento do processo civil foi feito enquanto a investigação criminal ainda estava em curso. Geralmente, o processo civil não é iniciado antes de o processo criminal ser resolvido. A ação civil permite que rumores e evidências circunstanciais sejam admitidos, enquanto o processo criminal não. Portanto, a apresentação prematura de um processo civil, enquanto a investigação criminal está em andamento, pode fazer com que o réu seja prejudicado ou sofrer autoincriminação se for indiciado em uma causa criminal.
 
Resposta à Queixa
 
O escritório do senhor Fields apresentou a resposta à queixa em 29 de outubro de 1993. Assim que a queixa é apresentada e o réu responde à denúncia, eles têm o direito de iniciar a fase de descoberta da ação. O estágio de descoberta permite que cada parte pergunte questões chamadas: Deposições, das partes ou das testemunhas em um caso, requerer documentos (Pedir por Produção de Documentos), admissão de certos fatos (Pedido de Admissões) e requisição a perguntas de questões padrões chamadas de Formulário de Interrogatórios. Os tribunais têm um limite no número de interrogatórios ou documentos que podem ser solicitados, mas através da obtenção de uma ordem do tribunal eles podem exceder esse limite. Além disso, uma parte pode registrar uma ordem de proteção bloqueando ou limitando os pedidos, ou limitar as informações solicitadas.
 
Requerimento para Suspensão da Instrução e Julgamento
 
Concomitante com a apresentação da resposta à denúncia, o escritório de Fields também entrou com um pedido de suspensão da instrução e julgamento, até o estatuto de limitações (prazo prescricional) expirar na investigação criminal envolvendo as mesmas acusações. O estatuto de limitações para esse tipo de caso é de seis anos. Uma moção é um veículo através do qual você pode se dirigir ao tribunal dentro de um curto período de tempo (geralmente de 14 a 28 dias) para obter uma ordem sobre um assunto específico. A moção foi criada para uma audiência em 19 de novembro de 1993 às 13:00.
No Memorando de Pontos e Autoridades do Sr. Fields (essa é a seção da moção que declara a lei que se aplica a este caso, ou como ela foi aplicada em casos semelhantes anteriores), ele alegou que: "as alegações nasceram unicamente de uma tentativa do Dr. Chandler, pai do menino, e o advogado do pai, Barry Rothman, em extorquir 20 milhões de dólares de Michael Jackson”. Ele afirmou ainda que: "quando o réu se recusou a pagar o dinheiro da chantagem, o Dr. Chandler induziu o filho a fazer as falsas alegações de abuso sexual contra Michael Jackson".
O Sr. Fields declarou que a razão para a apresentação do pedido da moção para parar a suspensão da instrução e julgamento era em razão de que, quando um réu civil enfrenta possibilidade de processo criminal pelas mesmas alegações factuais alegadas na ação civil, de acordo com a lei federal e da Califórnia, o réu tem o direito a ter a instrução e o julgamento em processo civil suspenso até que o estatuto de limitação expire no caso criminal. A lei que o Sr. Fields cita é, Pacers, Inc. v. Tribunal Superior, 162 Cal.App.3d 686, 208 Cal.Rptr. 743 (1984).
 
Citações de Pacers Inc. v. Tribunal Superior se lê o seguinte:
 
"Uma ordem para parar Suspensão até a expiração permitiria aos reclamantes preparar a ação deles, enquanto alivia os réus civis da difícil escolha entre se defender no processo civil ou criminal."
 
Em Pacer, Inc. v, Superior Tribunal, os réus se recusam a responder perguntas durante o depoimento deles baseados no fato de possíveis processos criminais. Por causa da recusa em responder às perguntas na deposição, o Tribunal Superior concedeu uma ordem proibindo os réus de depor no julgamento. O Tribunal de Apelações reverteu a dita ordem e argumentou que a acusação não deve ser capaz de obter, através de processos civis, informação a que não tenha direito, segundo as regras das instruções criminais. Aqui, apesar de os réus não serem réus criminais, eles foram ameaçados com um processo criminal, como neste caso. Pacers Inc. v. Tribunal Superior afirmou ainda que para permitir que os promotores acompanhem o processo civil para obter o testemunho incriminatório dos réus por meio do processo civil “prejudicaria o privilégio da Quinta Emenda e violaria os conceitos da justiça fundamental”.
 
A Quinta Emenda diz que:
 
Nenhuma pessoa deve ser detida para responder por um crime capital, ou qualquer outra forma de crime infame, a não ser em uma denúncia ou acusação de um Grande Júri, exceto nos casos decorrentes de forças terrestres ou navais, ou na Milícia, quando em serviço ativo em tempo de Guerra ou perigo público; tampouco qualquer pessoa deve se submetida pela mesma ofensa, para ser colocada duas vezes em risco de vida ou saúde; nem ser obrigada, em qualquer processo criminal, a ser testemunha contra si mesma, nem ser privada da vida, liberdade ou propriedade, sem o devido processo legal, nem a propriedade privada poderá ser expropriada para uso público, sem a correta indenização.
O caso Federal decidiu que, "quando ambos os processos, criminal e civil, surgirem das mesmas ou relatadas transações, o réu tem direito a ter a instrução e julgamento na ação civil suspensos, até que a questão criminal seja totalmente resolvida". Casos citados: Campbell v. Eastland, 307 F.2d 478, cert, denied, 371 U.S. 955, 83 S.Ct. 502, 9 L.Ed. 2d 502 (5th Cir. 1962); Perez v. McQuire 36 F.R.D. 272 (S.D.N.Y. 1964); Paul Harringan & Sons, Inc. v. Enterprise Animal Oil Co., Inc. 14 F.R.D. 333 (E.D. Pa. 1953).
Fields também citou outros casos apoiando a moção dele da seguinte forma: Dustin W. Brown v. Corte Superior. Esse caso afirmou um privilégio contra a autoincriminação da Constituição dos EUA, a Quinta Emenda. O Tribunal considerou que o privilégio era disponível para os réus, mesmo em uma ação civil.
Dwyer v. Crocker National Bank. Esse caso invocou o privilégio contra a autoincriminação em depoimento e recusa em produzir documentos. O Tribunal de Apelações afirmou que o tribunal corretamente impediu o reclamante de usar o privilégio de autoincriminação como um escudo e uma espada.
Patterson v. White, 551 So. 2d 923; 1989 Ala. Esse caso afirmou que o pedido de instrução violou o privilégio contra a autoincriminação. White apresentou respostas e levantou o privilégio da Quinta Emenda como incriminatória. Em uma Petição para o Mandado do Tribunal Superior, ele argumenta que a proteção constitucional contra a autoincriminação não pode ser dispensada apenas por não apresentar as objeções ou respostas aos interrogatórios civis dentro do tempo permitido. Ele sustenta que, ao responder, se renuncia ao privilégio. O teste para a renúncia é: "o fracasso em fazer uma objeção oportuna para os interrogatórios ou pedido de produção não constitui uma renúncia ao privilégio constitucional contra a autoincriminação". A Suprema Corte Judicial de Maine decidiu, em Huot v Gendron, 284 A.2d 899, 901 (Me. 1971), que "a falta em apresentar as objeções pontuais não constitui uma renúncia ao privilégio contra a autoincriminação".
 
Os Depoimentos
 
O escritório do Sr. Feldman não perdeu tempo em avisar sobre o depoimento de Michael Jackson, sabendo muito bem que ele estava em turnê fora do país. Depoimentos são ajuizados por advogados que representam uma das partes na ação, portanto, mesmo que Michael Jackson estivesse fora do país, era o trabalho do advogado dele se certificar de que ele participou do depoimento (ou reagendar para uma data mutuamente aceitável por todas as partes envolvidas).
Se, no entanto, as partes não comparecerem ou se recusarem a participar do depoimento tratado, eles estão autorizados a uma moção de ajuda no Tribunal, para obtenção de uma ordem para a presença deles ser obrigada.
O escritório do Sr. Feldman comunicou os depoimentos de Michael Jackson e 11 testemunhas terceiras como se segue: custódia de registros de Investigações de Pellicano, custódia de registros de Anthony Pellicano, Phillip Le Marque, Stella Le Marque, Gary Hearne, Janelle Wahl, Gayle Goforth, Evangilcan Aquilizor, Anthony Pellicano, LaToya Jackson, Blanca Francia. Os advogados de Michael Jackson comunicaram os depoimentos de: o reclamante, o menino, Barry Rothman, June Schwartz (Chandler) e David Schwartz.
O escritório do Sr. Feldman pediu a investigação de Michael Jackson como segue: Formulário de Interrogatórios, Primeira Série de Interrogatórios Especiais, Primeiro Conjunto de Pedido de Apresentação de Documentos, Segundo Conjunto de Pedido de Apresentação de Documentos e Segundo Conjunto de Interrogatórios Especiais.
Os advogados de Michael Jackson não se recusaram a apresentá-lo no depoimento dele, mas continuaram sem determinar a data. Eles finalmente apontaram uma data para a apresentação de Michael Jackson para depoimento em algum momento de janeiro, mas afirmaram que a data de janeiro era a mais breve de que ele poderia se apresentar por estar fora do país em turnê. O escritório do Sr. Feldman estava tão ansioso para tomar o depoimento de Michael Jackson, que estava mesmo disposto a viajar para fora do país em um local mutuamente aceitável apenas para tomar o depoimento dele antes de janeiro.
Havia moção para obrigar o depoimento de Michael Jackson enquanto o escritório do Sr. Fields estava tentando conseguir uma suspensão para a instrução e da data do julgamento. O escritório do Sr. Feldman, por outro lado, apresentou uma moção para obrigar o depoimento de Michael Jackson e para produzir documentos para inspeção.
O Sr. Feldman estava tendo um momento difícil para Michael Jackson depor. Ele e os advogados dele responderam a todas as solicitações de inspeção de documentos para fazer valer os direitos dele garantidos pela Quinta Emenda.
 
 
Movimento para Obrigar a Deposição de Michael Jackson
 
 Enquanto o escritório do Sr. Fields estava tentando conseguir uma suspensão da Intrução e da data do julgamento, o escritório do Sr. Feldman, por outro lado, apresentou uma moção para obrigar a deposição de Michael Jackson e para produzir documentos para inspeção. Feldman estava tendo um momento difícil em depor Michael Jackson. Michael Jackson e os advogados dele responderam a todas as solicitações de inspeção de documentos por fazer valer os direitos dele a Quinta Emenda.
 
O Sr. Fields afirmou que o motivo dele em recusar a moção do Sr. Feldman foi baseado no fato de que isso prejudicaria os direitos constitucionais de Michael Jackson até que o tratamento por dependência de drogas fosse concluído. Ele ainda complementou que o depoimento de Michael Jackson não deveria ser tomado até que a ameaça de processo penal estivesse acabada e até que a condição médica dele fosse resolvida.
O Sr. Feldman declarou, em resposta, que a continuada estratégia de Michael Jackson era atrasar, atrasar, e mais atrasar mais. Ele também manteve a afirmação de que a memória de um menor é crucial se a vítima esta processando com sucesso uma ação por abuso infantil. Ele afirmou ainda que a dependência de drogas de Michael Jackson não o impediu de dar um depoimento de 8 a10 horas na Cidade do México, em 8 de novembro de 1993, em um caso de violação de direitos autorais durante a turnê.
A advogada de Michael Jackson, Eve H. Wagner, afirmou que ele não poderia depor por causa do vício em drogas. Ela o descreveu como estando com os olhos vidrados, que mal conseguia ficar acordado, tendo dificuldade para segurar objetos físicos, estava fala arrastada e estava incapaz de se concentrar em questões.
O médico de Michael Jackson, em Londres, o Dr. Beauchamp Colelough, emitiu uma declaração, em 20 de novembro de 1993, validando a condição de Michael Jackson. Ele afirmou que David Forecast, médico clínico de Michael Jackson, na Cidade do México, e a Senhora Elizabeth Taylor o trouxeram para ele em 12 de novembro de 1993 para participar de um programa de 6 a 8 semanas pela dependência em analgésicos.
Foi o Dr. David Forecast que recomendou que Michael Jackson cancelasse o restante de sua turnê. O Sr. Fields falou com o Sr. Forecast pelo telefone, onde ele informou que Michael Jackson iria cancelar a turnê, o que lhe custou milhões de dólares e que seria colocado em cuidados profissionais. Ele se recusou a revelar onde Michael Jackson estaria recebendo o tratamento por causa da atenção que a mídia iria dar, o que destruiria a possibilidade dele receber o cuidado adequado.
A lei que Fields citou na resposta dele foi que não havia direito constitucional a uma Permanência. U.S. v. Kordel, 397 U.S. 1, 90 S. Ct. 763 25 L.Ed.2d 1 (1970); People v. Coleman, 13 Cal.3d. 867 (1975).
Uma vez que o direito contra a autoincriminação tem sido invocado, uma Permanência não é obrigatória, mas fica a critério do Tribunal. Fed. S&L Ins. Corp. v. Molinaro, 889 F.2d 899 (9th Cir. 1989). O Tribunal de Apelações considerou que o privilégio contra a autoincriminação pode ser invocado não só por um réu criminal, mas também por partes ou testemunhas em uma ação civil.
No entanto, enquanto o privilégio de um acusado criminal é absoluto, em um processo civil, uma testemunha ou uma parte pode ser exigida a abrir mão do privilégio ou aceitar as consequências civis do silêncio se o exercer. Há uma ampla gama de sanções civis que pode ser imposta sobre um litigante civil que invoca o direito à Quinta Emenda.
Embora não possa ser penalizado por fazer valer o privilégio contra a autoincriminação, é responsabilizado pelas consequências que resultam diretamente das afirmações.
A oposição do Réu à moção para obriga-lo argumentou que o depoimento dele deveria ser adiado até que a ameaça de processo penal estivesse descartada e até que o atual tratamento médico do réu estivesse concluído.
No Código de Processo Civil, seção 36, é obrigatório em requerer que se dê preferência, em ações como o caso em questão, quando autor tem menos de 14 anos.
 
Moção Para Obrigar Mais Respostas
 
O Sr. Cochran se opôs à moção do Sr. Feldman para obrigar mais respostas por escrito à Instrução, afirmando que "irá violar os direitos constitucionais de Michael Jackson." "Que a Michael Jackson seria dado o mesmo direito de ter o depoimento ouvido pela primeira vez no julgamento, sem medo de que a acusação tentasse impugnar a credibilidade." O Sr. Cochran afirmou que, "as autoridades de aplicação da lei pediram e obtiveram acesso a todas as descobertas desta ação”. Ele também se opôs ao pedido devido ao fato de ser excessivamente amplo, buscando informações não relacionadas ao apelo de abuso sexual do autor, e a informação procurada estava protegida por produto de trabalho do privilégio advogado / cliente, e o pedido de informação financeira era prematuro.
Ele também afirmou que, por causa da mudança de circunstâncias, Michael Jackson não deveria ser obrigado a responder à Instrução até a conclusão da investigação criminal pendente, e que o autor não deve ser autorizado a usar a Instrução civil para assediar e intimidar terceiros.
 
Moção de Preferência de Julgamento
 
O Sr. Feldman os atingiu com outro golpe pela apresentação de uma Moção de Preferência de Julgamento. Esse é um pedido especial para que o julgamento seja ouvido dentro de 120 dias após a moção ser deferida. Esse pedido é geralmente dado a crianças com idade abaixo de 14 anos e idosos, devido à incapacidade de se lembrar de detalhes depois de um período prolongado de tempo. A Moção de Preferências foi criada para ser ouvida em 16 de novembro de 1993, e uma data para o julgamento em 16 de março de 1994 foi solicitada.
O Sr. Feldman afirmou na Moção de Preferência de julgamento que o sistema projetado para proteger uma criança do constrangimento e do ridículo de ser vítima deste tipo de crime fracassou totalmente devido à publicidade mundial vazar o relatório do Departamento de Serviços Infantil. O Sr. Feldman, obviamente, bom em pintar quadros de desespero, alegou, ainda, que um atraso, neste caso, enviaria uma mensagem ao mundo de que nenhuma criança estaria segura de alguém com um status de astro como Michael Jackson. Ele concluiu que o cliente dele, o menino de 13 anos, tinha o direito de viver o resto da infância dele sem uma nuvem sobre a cabeça dele de que ele era um chantagista e mentiroso. (Ele se referia as declarações que o Sr. Pellicano fez à imprensa que foram televisionadas, afirmando que o Dr. Chandler e o Sr. Rothman eram chantagistas e mentirosos). O Sr. Pellicano apresentou uma declaração ao Tribunal refutando a alegação do Sr. Feldman e afirmou que os comentários dele foram direcionados ao Dr. Chandler e ao Sr. Rothman e nunca foram direcionados ao garoto de 13 anos de idade.
A lei que o Sr. Feldman utilizou como base para o pedido de preferência de julgamento foi o Código Civil, seção 36, que exige que a uma das partes de uma ação civil por danos pessoais, que tem menos de14 anos seja fornecido uma data de julgamento rápido dentro de 120 dias. O Sr. Feldman afirmou ainda que o pedido iria permitir que o cliente dele se retirasse dos holofotes da mídia e retornasse a uma vida normal. Ele argumentou que os esforços do cliente dele em deixar esse caso para trás estavam sendo sufocados por táticas de atraso e manipulação da mídia por Michael Jackson, os advogados dele, investigadores e jornalistas.
 
A oposição à Proposta de Preferência de Julgamento
 
Os pontos e autoridades registradas pelo Sr. Fields em oposição à moção do reclamante para a preferência de julgamento, afirmou que a moção de preferência de julgamento deve ser negada porque o Código de Processo Civil, seção 36, não se aplica nesse caso. Ele afirmou, ainda, que julgar o caso antes do depoimento no caso criminal poderia prejudicar os direitos constitucionais de Michael Jackson e seria contrário à jurisprudência neste estado.
O Sr. Feldman foi persistente em pintar a imagem da alegação de que o menino de 13 anos estava sendo atraído e seduzido por atos de bondade e muitos presentes de Michael Jackson e viagens que ele derramou sobre ele.
O Sr. Fields também era eloquente em afirmar que a conduta do menino de 13 anos em aceitar os muitos presentes e continuar a amizade com Michael Jackson mostrou uma vontade de se envolver na amizade e, portanto, não constitui como consentimento ilegal.
O Sr. Feldman apresentou uma declaração do Dr. Evan Chandler em apoio à Proposta de Preferência de julgamento, que teve uma declaração: a de que a criança estava com menos de 14 anos. E era isso! O Dr. Chandler não declarou nada a mais na declaração dele, que é uma declaração por escrito, sob juramento, declarando afirmar a verdade. Eu nunca vi uma declaração relativa a um caso importante tão curta em toda a minha carreira jurídica. Um declarante geralmente atesta vários fatos, especialmente sobre um caso importante como esse. Eles também declaram que disseram os fatos verdadeiros e corretos e declaram a vontade de serem chamados para serem capazes de depor sob penalidade de perjúrio. É possível que a informação que o Dr. Chandler declarou fosse a única informação que poderia ser capaz de depor sob penalidade de perjúrio?
O Sr. Feldman apresentou um memorando suplementar de Pontos e Autoridades em apoio à moção de preferência de julgamento apenas um dia antes de 23 de novembro de 1993, data da audiência. Ele apresentou um histórico legislativo completo da Seção 36, que apresentou ao Tribunal com base no pedido do reclamante para a preferência. Ele declarou, especificamente, que a Seção 36 se destina a aplicar a ações como a presente, de agressão sexual, e as relatadas causas de ações, porque a memória de uma criança está se desenvolvendo e, portanto, não se lembra como um adulto. Ele também afirmou que as memórias das crianças são frágeis.
 
Aplicação de ex parte para a Ordem do Acordo ficar Descoberta
 
O Sr. Fields apresentou um pedido judicial para Aplicação Ex Parte de uma Ordem Provisória para suspender a Produção de Provas pedida pelo autor da ação até que o tribunal julgasse a moção do réu para Produção de Provas e o Julgamento. Essa mudança foi necessária para evitar a Produção de provas que foi proposta pelos reclamantes antes do tribunal julgar a moção do réu para Suspensão da Instrução e Julgamento. A audiência ex parte  foi ouvida em 5 de novembro de 1993, e o Tribunal ordenou que toda a Produção de Provas fosse suspensa até 23 de novembro de 1993, a audiência da moção para ficar suspenso foi ouvido no tribunal.
A oposição do Sr. Feldman para a Aplicação Ex Parte foi a de que eles teriam que remarcar e voltar a observar os depoimentos de 11 testemunhas apartidárias e que esta era um anova tática e artimanha de atraso pelo réu. Nesse ínterim, o Tribunal permitiu ordenar os depoimentos do Sr. Pellicano, Phillip Le Marque, Stella L. Marque, Gary Hearne, Janelle Wahl, (o garoto Chandler de 13 anos), Gail Goforth, Evan Chandler, Evangelian Aquilian, Barry Rothman, June Schwartz, David Schwartz, Anthony Pellicano, La Toya Jackson and Blanca Francia para ir a frente.
 
Nota da revisora:
Audiência ex parte significa que a parte adversária não irá presenciar.
 

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The King of Pop Darkest Hour : Não Me Trate Como Um Criminoso




Não Me Trata Como Um Criminoso
 


Sexta-feira, 10 de dezembro, Michael Jackson, mais uma vez, demonstrou que todos os fofoqueiros e céticos estavam errados, quando ele, de fato, volta para casanos Estados Unidos. Ele chegou, depois de uma parada em Billings, Montana, no aeroporto de Santa Barbara em um jato privado 747. Ele estava acompanhado de dois jovens amigos, dois irmãos de Nova Jersey, Eddiee Frank Cascio, com idades de nove e 13. Ele desembarcouvestido com um chapéu e camisa vermelhos, e foi imediatamente levado em uma van branca.
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The King of Pop Darkest Hour : Onde Está Michael? - Continuação



Justamente quando parecia que os problemas legais de Michael tinham chegado ao topo, cinco ex-seguranças que trabalharam em Hayvenhurst entraram com uma ação contra Michael Jackson, a MJJ Productions, Anthony Pellicano, Norma Staikos e outros, em 22 de novembro, alegando que eles foram demitidos porque "sabiam demais". A ação pedianão especificados danos monetários e acusava Michael e os outros de assédio, conspiração, escutas telefônicas, e vigilância. Os guardas, Leroy Thomas, Morris Williams, Donald Starks, Fred Hammond e Aaron White, foram demitidos em fevereiro de 1993. Os guardas foram empregadospelo Jacksons e, na verdade, nem mesmo trabalharam para Michael. Quando foram demitidos, um dos guardas, Morris Williams, repetidamente ligou para a jornalista, e amiga de Jackson, Florença Anthony, pedindo para entrar em contato com Michael. Ele disse que sabia que Michael não sabia que ele tinha perdido o trabalho e sabia que Michael iria ajuda-lo a obtê-lo de volta. Michael concordou e lhe conseguiu o emprego de volta. Mais tarde, ele foi demitido novamente. Os guardas foram substituídos por uma companhia de segurança menos dispendiosa que proporciona guardas e paga as férias e custos de seguros deles.
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The King of Pop Darkest Hour? Onde Está Michael?


Onde Está Michael ?


 

As datas restantes da turnê Dangerous foram canceladas e foi relatado que Michael procurava tratamento para a dependência de analgésicos. Uma mensagem de áudio gravada na qual Michael explicou o cancelamento da turnê e sua necessidade de tratamento foi lançada para a imprensa:

Como eu sai nesta turnê, eu tinha sido alvo de uma tentativa de extorsão e, pouco tempo depois, fui acusado de conduta ultrajante e horrível.

Eu fui humilhado, envergonhado, magoado e estou sofrendo muita dor no meu coração. A pressão resultante de tais alegações falsas juntamente com a incrível energia necessária para me apresentar causou tanta angústia que me deixou fisicamente e emocionalmente esgotado. Tornei-me cada vez mais dependente de analgésicos para passar os dias da turnê. Meus amigos e os médicos aconselharam-me a procurar orientação profissional imediatamente a fim de eliminar o que se tornou um vício, é hora de reconhecer a minha necessidade de tratamento para recuperar minha saúde. Eu percebo que já não é possível completar a turnê, e que tenho que cancelar as datas restantes. Eu sei que posso superar o problema e que ficarei mais forte com a experiência

Os analgésicos tinham sido prescritos para Michael depois que ele foi operado na parte de trás do couro cabeludo em julho. A cirurgia foi para reparar o tecido cicatricial que a queimadura que ele sofreu durante as filmagens de um anúncio comercial em 1984 da Pepsi causou. Apesar de o acidente ter ocorrido anos atrás, ele ainda recebia tratamento regular pelos efeitos dele.

O desaparecimento praticamente total de Michael fez a mídia, já frenética, ficar doida. Rumores de todo tipo imaginável vieram literalmente de todo o mundo. Especulações sobre o paradeiro dele incluíam a casa de Elton John, em Londres, o chalé de Elizabeth Taylor, em Gstaad, na Suíça, um resort nos Alpes franceses, um hospital, no Canadá, um hospital, em Connecticut, uma instalação em Kansas e o próprio rancho dele em Santa Barbara. Um tabloide britânico, Daily Mirror, fez um concurso chamado "Spot the Jacko" oferecendo aos leitores umas férias na Disney World para quem conseguissem prever corretamente onde Michael Jackson iria aparecer em seguida. A localização com mais crentes era a clínica Charter Nightingale em Londres. Muitas fontes relataram que Michael e cinco guarda-costas estavam ocupando todo o quarto piso do hospital. Ele afirmou estar recebendo tratamento do Dr. Beauchamp Colclough, que havia sido recomendado por de Elton John. Dr. Colclough tinha tratado os problemas de dependência de Elton Jonh. O hospital recusou-se a confirmar se Michael estava ou não lá.

Elton John respondeu aos rumores de que Michael Jackson estava hospedado na casa dele quando ele estava em Londres para receber um prêmio de música. Elton disse à multidão, "Michael diz/Oi ', eu o teria trazido comigo, mas ele tem estado ocupado pairando (aspirando) o maldito quarto dele!” Realmente, Michael havia passado pouco tempo, cerca de dois dias, na casa de Elton, antes de ir para a clínica Charter.

Onde quer que ele tenha ido, Michael parecia ficar fora da vista. Os advogados dele não quiseram comentar sobre a localização dele, nem Elizabeth Taylor, que tinha sido fundamental em ajudar Michael a sair do México para receber tratamento. Imitadores de Michael Jackson, presumivelmente contratados por Jackson, começaram a aparecer em Londres e em toda a Europa tirando fotógrafos e repórteres do caminho. Repórteres em Londres ficaram em hotéis, hospitais, lojas Toys-R-Us e zoológicos na esperança de serem eles os primeiros a, finalmente, encontrar Michael Jackson. Eles não encontraram nada.

Independentemente de se eles não sabiam onde ele estava, os tabloides continuaram produzindo histórias alegando que eles sabiam não só onde ele estava, mas quais eram os planos dele. Na manchete do Sunday Express estava "Tratamento de Drogas: Estrela Enfrenta Vida em Fuga". A News Of The World sempre precisa e ética teve a manchete, "Caça a Jacko o Fugitivo". Muitas histórias alegaram que Michael Jackson nunca retornaria aos Estados Unidos, vivendo o resto da vida escondido em algum lugar na Europa. Outros disseram que Michael entrou em pânico e saiu do México, temendo que ele fosse preso se ele fosse para a próxima paragem da turnê, Porto Rico, que é a território dos EUA. Outros boatos que estavam a ser relatados por alguns meios de comunicação incluíam o fato de que Michael estava se preparando para regressar aos EUA para se entregar às autoridades, outros o tinham à beira do suicídio. As histórias mais ultrajantes tinham Michael se escondendo na Europa para se submeter à cirurgia cosmética nos órgãos genitais para que a aparência não correspondesse à descrição que o garoto tinha dado à polícia. Praticamente todas as histórias de tabloide, e algumas das fontes de notícias mais legítimas, lançavam dúvidas sobre a dependência em analgésicos de Michael.

Enquanto Michael estava fora de vista se recuperando, The Current Affair continuou a emitir histórias contendo declarações como, "Seguir Michael Jackson no caminho à ruína" e "Como momentos-chave e erros destruíram um ídolo". Como é que Michael Jackson foi arruinado? Quando ele foi destruído? Quaisquer declarações feitas pelos representantes deste escândalo montado mostra que esse é o objetivo e eles apenas relatam que os fatos são absurdos.

Ajudando a alimentar o mais recente frenesi da média estava Eddie Reynoza, que disse que ele era um dos dançarinos no vídeo "Thriller". Reynoza, que admitiu que ele não tinha ouvido falar de Michael há tempos, afirmou Michael Jackson o ligou em 18 de novembro, da Suíça, e disse que ele nunca mais voltaria aos EUA e ele estava transferindo todos os bens dele para a Suíça. Enquanto ele disse que gravou a conversa com alegadamente catorze minutos, foi relatado que Reynoza apenas tocou uma pequena porção da fita para a imprensa, em que “Michael soava muito sonolento”. Considere a lógica nas alegações de Reynoza. Depois que a pessoa mais famosa do mundo meticulosamente arranja para ser, indiscretamente, levado de avião para fora de México, para onde só Deus sabe, aterrisando pelo menos três vezes, no Canadá, Inglaterra e Suíça, deixando todos os lugares como possibilidades do paradeiro dele e, possivelmente, contratando imitadores de Michael Jackson para despistar os meios de comunicação, a coisa mais lógica a fazer seria imediatamente chamar alguém nos Estados Unidos que você conhece há dez anos e lhe dizer exatamente onde você está e quais são os seus planos para o futuro. Não muito tempo depois ganhar os quinze minutos de fama dele, as declarações de Reynoza foram reveladas erradas, quando Michael realmente retornou aos Estados Unidos. Na verdade, enquanto Reynoza afirmou que ele conheceu Michael enquanto trabalhava no vídeo “Thriller” e que eles tinham uma amizade, Michael não sabe quem ele é.

Na segunda-feira, após o cancelamento da turnê, em 15 de novembro, Bert Fields fez uma conferência de imprensa e explicou que Michael Jackson estava realmente recebendo tratamento para a dependência de analgésicos e esperavam que o tratamento fosse demorar seis a oito semanas. Fields admitiu que Michael Jackson "mal conseguia funcionar no nível intelectual”. Ele não iria divulgar a localização de Michael e não iria confirmar se ele estava ainda na Terra! Mas ele explicou que, se ele tivesse decidido voltar para os EUA para tratamento, teria sido impossível manter segredo sobre a localização dele e ele nunca teria obtido um momento de paz da mídia:

Se colocássemos Michael Jackson para ser curado nos Estados Unidos não haveria nenhuma maneira no mundo em que poderíamos ter mantido o local em segredo. Não havia nenhuma maneira no mundo em que poderíamos ter impedido a mídia de estar em redor da instalação. As passagens dos helicópteros; os fãs obsessivos a cair de paraquedas nos jardins e coisas assim, então decidimos que seria melhor em um lugar que não fosse nos Estados Unidos.

Fields acrescentou que: “Ele não tem a intenção de evitar o retorno aos EUA”.

Mais uma dúvida foi lançada na dependência de analgésicos de Michael por Howard Manning Jr., que tinha deposto Michael no México, pouco antes do cancelamento da turnê. Manning havia deposto Michael em conexão com outro caso de direitos autorais em 1989. Ele disse à imprensa que Michael foi articulado, conseguia se lembrar de detalhes de escrever canções sem nenhum problema, e ele o descreveu como "uma testemunha coerente, forte".

Nós nos tornamos familiarizados com o brilho dele. Este homem sabe muito bem sobre o negócio. Ele sabe e pode recordar bastante sobre músicas que ele escreveu ou não escreveu, que remonta há anos. Não houve diferença no desempenho na semana passada, nenhuma diferença entre isso e 1989.

Manning acrescentou: “Não fomos informados de qualquer problema de vício. Não vimos qualquer evidência de um problema de vício. A testemunha estava alerta, não foi repreendida. Ele respondeu a perguntas assim como teve em que fazer em 1989." Na verdade, Bert Fields sentiu que Michael não estava em condições para ser deposto, mas uma moção para atrasar o processo tinha sido negada e eles não tiveram nenhuma escolha, além de continuar com a deposição. Quando a fita de deposição de Michael foi vista no Tribunal e mostrada em vários noticiários, era muito evidente que Michael estava, de fato, muito sonolento, tinha dificuldade de concentração, e o discurso dele era, às vezes, arrastado.

Em uma completa reviravolta de apenas dois meses antes, Jack Gordon, empresário e marido da LaToya, disse à imprensa que ele sabia que Michael era completamente viciado em drogas. Ele sabia que essa informação era muito privilegiada porque, afirmou, Michael tinha dito isso a LaToya! Certamente o movimento mais sábio em nome de Michael, onde ele estava usando esta história do vício como uma desculpa para continuar fora dos EUA, seria imediatamente partilhar essa informação com LaToya. De todas as pessoas em torno dele, ele certamente iria se virar primeiro para a irmã, com quem ele não fala há seis anos.

Quando as acusações contra Michael se tornaram públicas, a Pepsi continuou o patrocínio da turnê Dangerous e disse que eles apoiavam Michael. O apoio enfraqueceu drasticamente e rapidamente e logo desenvolveram uma atitude de ver o que é que isso vai dar. O que é possivelmente a pior decisão de cola desde a nova Coca, que a Pepsi anunciou em 14 de novembro de 1994, que terminou com a relação dela com Michael Jackson. O Porta-voz da Pepsi, Gary Hemphill, disse que patrocínio da Pepsi acabou quando a turnê acabou, então, significa que o fim da turnê significa que “nós já não temos mais relacionamento”.

Durante o relacionamento de dez anos deles, as propagandas de Michael Jackson para Pepsi ganharam o gigante da cola aproximadamente 500 milhões de dólares em vendas adicionais. Essa é apenas uma pequena indicação da influência profunda e generalizada de Michael nos fãs dele. Com o anúncio da Pepsi, clubes de fãs e revistas de fãs ao redor do mundo incitaram os membros a boicotar todos os produtos da Pepsi e escrever para a empresa. Certamente não foi coincidência nenhuma quando poucas semanas depois, a Coca-Cola anunciou um aumento de vinte por cento nas vendas.

A Pepsi alegou na declaração dela que o relacionamento com Michael Jackson foi encerrado porque a turnê tinha terminado. Se esse fosse realmente o caso, nenhum anúncio formal seria necessário. Era lógico que a Pepsi não poderia patrocinar mais uma turnê que não existia. Obviamente, a Pepsi queria publicamente se distanciar de Michael Jackson.

Em um telefonema para a Pepsi, dizia-se que nenhum anúncio formal da decisão de soltar Michael Jackson foi feito, mas na verdade, a imprensa contatou a Pepsi em um sábado e a única pessoa lá, no momento, Gary Hemphill, recusou-se a dar uma declaração, porque eles ainda tinham que ser contatados por Michael Jackson ou os representantes deles. Quando ele foi pressionado para uma afirmação e foi pedida a reação dele ao cancelamento da turnê, Hemphill respondeu o que significava o fim da turnê: "Não temos mais um relacionamento". A porta-voz da Pepsi, Christine Jones, disse que essa declaração foi mal interpretada pelas agências de notícias, pois a Pepsi não estava abandonando Michael Jackson por causa dos problemas legais dele e, de acordo com Jones, a Pepsi nunca faria isso. Ela alegou, porque a Pepsi geralmente não continua com uma celebridade anunciante por muito tempo, se perguntassem se a Pepsi iria continuar com Michael Jackson, após a conclusão da turnê Victory, em 1984, eles diriam que não. Eles teriam respondido da mesma forma após a conclusão da turnê Bad, em 1988, e estavam a fazer agora, com o final da turnê Dangerous. Ela disse que essa “má interpretação” do anúncio de Pepsi pelos meios de comunicação não foi corrigida com uma declaração subsequente porque se a Pepsi divulgasse um comunicado não solicitado, não iria ser apanhada por qualquer agência de notícias. É impossível acreditar, no entanto, que, em relação ao "Escândalo Michael Jackson", qualquer detalhe estava sendo ignorado pelos meios de comunicação. Certamente uma declaração emitida pelo patrocinador da turnê teria sido considerada bastante significativa e interessante.

A Pepsi tem uma história de, de repente, deixar abandonar a celebridade anunciante dela. Madonna foi imediatamente abandonada após uma única exibição do comercial da Pepsi dela, devido à controvérsia sobre o mais recente vídeo dela. O vídeo de "Like A Prayer", com ela dançando seminua na frente de cruzes queimando, chocou e ofendeu muitos espectadores. Mike Tyson também foi abandonado pela Pepsi após o fim do tempestuoso casamento dele com Robin Givens e as acusações que ele a tinha espancado.

Muitas outras celebridades anunciantes foram abandonadas pelos anunciantes devido a circunstâncias negativas. Burt Reynolds foi abandonado bruscamente pela Comissão da Florida Citrus dos comerciais de suco de laranja da Florida após o rompimento muito público dele com a esposa, Loni Anderson. Durante o circo da mídia ao redor do divórcio, Reynolds admitiu que ele tivesse tido um caso. A Converse terminou o relacionamento dela com o astro do basquete, Magic Johnson, depois que ele anunciou que ele era HIV positivo. No entanto, um fato crucial parece ser consistentemente ignorado em tudo isso, Michael não tinha sido acusado de nada. Se era certo ou errado, ético ou não, abandonar as outras celebridades nessas outras situações é discutível, mas os eventos ou situações que motivaram as decisões realmente aconteceram; Madonna ofendeu os telespectadores e Mike Tyson teve um rompimento público com a esposa dele, como fez Burt Reynolds. Magic Johnson publicamente admitiu que ele fez o teste positivo para HIV, o vírus que causa a SIDA. Michael Jackson consistentemente expressou confiança que o inquérito contra ele iria provar a inocência dele e não havia nenhuma evidência ou testemunho de apoio para sugerir que Michael Jackson era culpado de algo. Ele foi abandonado por causa de alegações infundadas e mais nada.

Havia, também, uma crença generalizada na inocência de Michael entre o público geral e o desgosto generalizado sobre a forma como ele estava sendo tratado pelos meios de comunicação. Cartas foram enviadas para publicações de revistas, incluindo People, Entertainment Weekly e Newsweek, em resposta às histórias sobre "O Escândalo de Michael Jackson", a maioria das quais apoiava Michael. Muitos manifestaram a opinião de que Michael Jackson tinha sido julgado e condenado pela mídia, enquanto não havia nenhuma acusação contra ele. Volumes de jornal e artigos de revistas e histórias de programas de televisão tabloides, depois de divagar sobre as declarações potencialmente prejudiciais a partir de qualquer repórter ou escritor deles mesmos ou de ex-funcionários de Neverland, frequentemente terminaram com uma declaração de uma frase, reconhecendo o fato de que não havia nenhuma acusação contra Michael. Eles não iriam deixar uma coisa pequena como não haver provas para fundamentar as acusações formais no caminho deles para relatar alguns “podres” sobre uma superestrela.

Enquanto a Pepsi abandonou Michael, a Sony não o fez. Em 17 de novembro, a Sony emitiu um comunicado à imprensa manifestando o apoio a Michael durante as batalhas jurídicas e so problemas de saúde dele, "a posição única de Michael Jackson como um artista de classe mundial e humanitário é tão importante para a Sony como para as dezenas de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo que foram tocadas pela a arte e pela fé dele”. Sony ainda elogiou Michael e a “... coragem pessoal dele em enfrentar a dor a dependência e o difícil caminho para recuperação total que vem pela frente. Nós o apoiaremos em cada passo do caminho e com todo o apoio incondicional e incentivo, que nós podemos dar”.

Durante a dedicação do Centro Médico Elizabeth Taylor, um centro de SIDA em Washington, Elizabeth Taylor falou de Michael e dos esforços dela em ajudá-lo:

Viajei a Cidade do México onde eu vi por mim mesma que Michael estava com a necessidade desesperada de atenção médica especializada. Eu tenho sofrido e lidado com o mesmo tipo de problemas médicos que afetam o agora meu amigo, Michael Jackson. Por causa disso e por causa de nossa amizade, quando o médico de Michael me chamou para perguntar se eu ia ajudá-lo, eu estava contente por intervir. Por causa de minha própria experiência com a dependência de medicamentos prescritos, eu consegui fazer um número de chamadas em busca do melhor e mais adequado tratamento para Michael e ele está agora em fase de tratamento na Europa.

Ela recusou-se a dizer onde Michael estava recebendo tratamento, só disse que ele estava na Europa:

Por causa de meu respeito por ele e minha preocupação com a saúde dele, vou continuar a ficar em silêncio sobre estas questões.

Ela também se recusou a comentar as alegações de abuso sexual:

Como se trata de uma questão que agora está nas mãos dos advogados seria inapropriado comentar sobre isso e é isso que vou fazer. Só vou repetir o que eu sou uma amiga de Michael Jackson eu o amo como um filho e o apoio com todo meu coração.

Enquanto Michael estava sendo tratado pela dependência em analgésico, Diane Dimond do Hard Copy descobriu que poderia haver novos acusadores no caso, o que foi anunciado na esteira da Polícia de Los Angeles confirma exatamente o contrário, eles estavam investigando as alegações de apenas de um menino. A história de Dimond, uma ilustração da objetividade dela e para mostrar que ela não tem noções ou motivos preconcebidos, foi intitulada "Vida Em Fuga". Uma história semelhante que foi transmitida pela Current Affair foi chamada de "Michael Jackson: O fugitivo". Isso estava, evidentemente, errado. Michael não tinha sido acusado de qualquer coisa. Não havia nenhum mandado de prisão. Independentemente de pensarem que ele era culpado ou não, ele não podia ser considerado um fugitivo.

O Tratamento de Michael adiou a gravação marcada da Jackson Family Honors Special. Originalmente marcada para ser gravada em 10 de dezembro em Atlantic City, foi agora adiada para 5 de fevereiro e mudou-se para Las Vegas, onde Michael seria capaz de participar. Essa data foi mudada novamente para 19 de fevereiro, no MGM Grand Garden, em Las Vegas. Enquanto Michael confirmou que ele iria participar, o aparecimento de LaToya estava em questão e permaneceria assim até horas antes da gravação. A família disse que LaToya foi convidada, mas que ainda não tinha respondido. LaToya afirma que ela nunca foi convidada, mas não iria participar de qualquer forma, porque isso equivaleria a, na mente dela, tolerar o abuso de crianças, referindo-se ao abuso que ela afirma ter sofrido do pai dela. Ao anunciar essas mudanças, Jermaine também emitiu um comunicado à imprensa em nome da família Jackson, reiterando o apoio dele a Michael:

No início da investigação de Michael toda a nossa família emitiu uma declaração de amor e de apoio inequívoco. Hoje, podemos confirmar que amamos e apoiamos e sempre vamos ficar firmes ao lado dele. Temos a certeza de que a dignidade e a humanidade dele vão prevalecer.

Milhões de fãs dedicados a Michael Jackson ao redor do mundo estavam solidamente apoiando Michael também. Eles não estavam dispostos a permitir que o ataque da mídia contra Michael Jackson seguisse se controle e eles estavam muito ansiosos para deixar a Pepsi, Sony, e Michael Jackson saber exatamente como se sentiram. Clubes de fãs de Michael Jackson e revistas de fãs, como a revista Michael Jackson Observer Fan Club de Lori Byler, Magic World of Michael Jackson de Carol Armstrong e Off The Wall de Adrian Grant, incentivaram os membros a mostrarem ativamente o apoio deles a Michael. Fãs escreveram à Sony expressando o apoio a Michael, e escreveram a Pepsi condenando a decisão de deixá-lo. A Pepsi e todos os produtos da Pepsi foram vigorosamente boicotados. Os fãs foram incentivados a escrever para jornais e redes de televisão, exigindo uma cobertura justa da história. Os álbuns de Michael Jackson foram recomprados pelos fãs para mostrar o apoio a ele, e claro, Michael, ele mesmo, recebeu uma enxurrada de cartões, cartas e flores, rosas brancas, como um símbolo de inocência.

Lori Byler concedeu inúmeras entrevistas em apoio forte a Michael Jackson. Grupos de notícias de televisão locais cobriram o clube dela Michaelfest, um encontro anual dos mebros do clube, realizado este ano em Denver no dia 29 de agosto, aniversário de Michael. The Michael Jackson International Fan Club, em resposta a uma chuva de cartas e chamadas de fãs perguntando como eles poderiam ajudar Michael, começaram a vender camisetas "Eu acredito em Michael".

Enquanto ceticismo sobre dependência de analgésico de Michael serviu de tema por dias, houve finalmente, em 22 de novembro, um comunicado divulgado pelo médico que tratava Michael. Dr. Beauchamp Colclough enviou que uma carta à imprensa para “refutar qualquer sugestão de que o Sr. Jackson ‘estivesse se escondendo’ ou procurando qualquer outro cuidado que não seja o programa para o abuso de analgesia”. Dr. Colclough abordou os rumores de que Michael estivesse fazendo cirurgia plástica, e que ele era um suicida, dizendo ainda que “nenhuma outra condição médica, cirúrgica ou psicológica existe”:

O Sr. Jackson me foi apresentado na noite de sexta-feira, 12 de novembro de 1993, pelo Dr. David Forecast e a Senhora Elizabeth Taylor; depois da viagem dele da cidade do México... Foi feita uma avaliação inicial da condição do Sr. Jackson. Um programa de desintoxicação foi concluído hoje. Após a um período inicial de 36 horas, o Sr. Jackson começou um programa de terapia intensiva individual e terapia de grupo comigo.

Confirmo que nenhuma outra condição médica, cirúrgica ou psicológica existe. Apresento esta declaração para refutar veementemente qualquer sugestão de que o Sr. Jackson está “se escondendo” ou procurndo qualquer outro cuidado.

 

Essa carta mostrou que a mídia errou nas declarações dela de que Michael não estava viciado em drogas e estava com medo de voltar para os EUA. Alguns foram mais longe e previram que ele nunca voltaria. Outros disseram que ele estava passando por uma cirurgia plástica para que quando ele voltasse, ninguém fosse capaz de reconhecê-lo Enquanto essas são declarações ridículas para fazer, há pessoas que acreditam nelas quando ela as veem em preto e branco, de modo que precisavam ser abordadas. Depois de todo aquele lixo distante da realidade e inacreditável que estava sendo impresso, a mídia foi demostrada estar errada. Não seria a última vez que Michael Jackson iria mostrar aos meios de comunicação e ao mundo que eles estavam errados, e que ele era muito mais forte do que eles sabiam.

O fim da turnê Dangerous e a admissão de Michael que ele foi procurar tratamento para um problema de dependência só acrescentou mais combustível para as chamas da polêmica e de escândalo que estavam a ser alimentada pelos tabloides e programas de escândalo. Geraldo Rivera apresentou, talvez, o pior programa até a data, dedicado a simular o julgamento de Michael Jackson. Michael não tinha sido acusado de qualquer coisa e Geraldo já estava a fazer um julgamento!

 Um júri composto por membros da plateia que ouviram os argumentos do advogado de Nova York, Raoul Felder, atuando como um advogado de defesa, e da advogada de Nova York, Ruth Walden, que atuou como o procurador. Algumas testemunhas estavam realmente presentes no show, outros testemunhos foram retirados de filmagens de entrevistas anteriores ou conferências de imprensa. Entre as testemunhas chamadas pelo Ministério Público estava uma fita dos Quindoys; uma parte de uma conferência de imprensa realizada por Gloria Allred no início do inquérito; Ginny Klein, um especialista em abuso sexual, que disse que ela não poderia fazer quaisquer generalizações sem conhecê-lo; Mike Walker, editor do National Enquirer, cuja "revista" apresentou uma entrevista com Evan Chandler. Um membro da equipe de Michael, que não deu o nome e usava um disfarce, disse que os relacionamentos de Michael com jovens era a conversa da equipa. Ele também admitiu que não viu qualquer contato sexual e nenhuma insinuação sexual.

As testemunhas de defesa incluíam Tim Whitehead, primo de Michael, que está muito perto de Michael, e disse ao júri que lhe tinham sido oferecidos $100.000 para dizer que o Michael é gay. Ele recusou e disse que nunca viu qualquer comportamento que possa ser interpretado como abuso infantil. O Coreógrafo Michael Peters, que conheceu Michael há anos e já trabalhou nos vídeos de "Thriller" e "Beat It", apareceu no programa para dizer que nunca viu qualquer comportamento impróprio por parte de Michael com todas as crianças. Isto foi ecoado por Steve Manning, que também apareceu no programa para defender o Michael. Entrevistas gravadas com Elizabeth Taylor e Alfonso Reibero, onde cada um afirmou a confiança deles na integridade de Michael e a crença de que as acusações eram absurdas. Os pais de Michael, Katherine, a partir de uma conferência de imprensa, e Joseph, que telefonou para Geraldo, cada um defendendo o filho deles. Uma jovem amiga de Michael, Amanda Porter, apareceu no programa para apoiar o ídolo e amigo. A Mãe de Amanda, Carole Nowicki, que também tem um filho pequeno, disse que ela confiaria a vida do filho a Michael.

No final do show, o júri considerou que não havia provas suficientes para declarar Michael Jackson culpado de abuso sexual infantil. Geraldo é intitulado como o mais baixo dos talks shows de escândalo de rumores de curta duração, mas a Current Affair iria ainda mais baixo.

O juiz David M. Rothman, em 23 de novembro, negou um pedido apresentado pelos advogados de Michael para adiar o processo civil até que o processo criminal fosse concluído. O juiz determinou que o direito do menino a um julgamento rápido prevaleceu sobre pedido de Michael Jackson para atrasar o processo e definir uma data de audiência para 21 março de 1994. Rothman cumpriu a lei do tribunal do julgamento rápido de 120 dias, na fixação da data da audiência, que requer uma data para o julgamento no prazo de 120 dias, quando a suposta vítima tem menos 14 anos. Na opinião do juiz, essa regra se opõe ao pedido de Michael Jackson para atrasar o processo civil, até que o nome dele fosse retirado da investigação criminal. Bert Fields afirmou que Michael queria depor e limpar o nome dele no processo penal antes do julgamento civil. Isso, claro, iria enfraquecer o caso da acusação no processo civil.

Rothman mandou Michael depor para caso no dia 31 de Janeiro de 1994. O pedido para o atraso tinha sido protocolizado em 29 de outubro por Bert Fields para que eles não tivessem que lidar com a investigação criminal e o processo civil simultaneamente. No momento do pedido, o juiz ordenou que nenhuma entrevista fosse realizada em conexão com o caso civil até depois da decisão dele em 23 de novembro. Mais uma vez a imprensa saiu armada dizendo que os advogados de Michael queriam atrasar o processo civil por seis anos, altura em que o estatuto de limitações sobre o caso criminal teria acabado. Na verdade eles pediram para que fosse suspenso até que o inquérito criminal fosse concluído. (Que por sinal, pelo jeito que estava indo, parecia que iria demorar mais de seis anos!)

Durante a audiência de 23 de novembro, Bert Fields disse ao tribunal que "um grande júri já convocado no Condado de Santa Barbara estava prestes a produzir provas, se não já começaram, e isso significa que devemos esperar uma decisão cobrando muito, muito em breve". Essa informação dada a Fields acabou por ser falsa e a declaração de Fields foi imediatamente desmentida pelo co-conselheiro Weitzman Howard. A audiência com júri não aconteceu.

Na parte da música, o lançamento em novembro do álbum Greatest Hits de Michael Jackson foi adiado, porque Michael ainda não tinha terminado de gravar as duas músicas novas a serem incluídas no álbum. O lançamento do álbum foi agora agendado para meados de 1994. Mas isso não significava que não haveria novos produtos de Michael Jackson no mercado para o Natal. Em 23 de novembro, foi lançado Dangerous: The Short Films, uma coleção de vídeos do álbum Dangerous. A cassete dos vídeo foi originalmente agendada para ser lançada em janeiro de 1993, mas como se tornou normal com todos novos produtos de Michael Jackson, foi adiado porque Michael estava constantemente fazendo alterações. Foi incluída a versão completa de "Black or White", que foi melhorada para incluir os insultos raciais e uma suástica pintada nas janelas do carro e nas janelas da frente da loja que Michael esmaga. As imagens de notícias do tumulto que se seguiram à estreia do vídeo mostram a intensa atenção que foi dada ao lançamento do primeiro vídeo do álbum. E provou que mesmo se você não se importa que Michael Jackson tivesse um novo álbum, você não conseguia tirar os olhos do vídeo. A seguir "Black or White" vem um trecho do making of do vídeo e o divertimento de Michael no set com bombas de mau cheiro e incitando uma luta de chantilly com as crianças que aparecem no vídeo e o diretor John Landis. Há também cenas dos bastidores de "Remember the Time", "In The Closet" e "Jam".

Além dos vídeos do álbum, The Short Films também tem imagens de visitas de Michael e cerimônias de premiação. O segmento dos Grammy Awards de 1993 está incluído com Janet apresentando Michael com o Grammy Legend Award, e Michael provando de uma vez por todas que ele e Janet "são realmente duas pessoas diferentes!". A apresentação do Entertainer do Ano da NAACP de 1993 para Michael Jackson também está incluída em Dangerous: The Short Films. Imagens de dois comerciais da Pepsi, que nunca foram transmitidos nos Estados Unidos, estão na cassete com Michael a tocar piano com uma versão mais jovem de si mesmo no fundo. Além disso, o vídeo de "Who Is It" que só foi lançado na Europa é finalmente visto pelos fãs norte-americanos. Em vez do vídeo de "Will You Be There" são combinadas imagens de concertos com a performance de Michael da música na MTV 10, um especial de televisão para comemorar o décimo aniversário da MTV. As duas versões de "Heal the World" são incluídas, o vídeo da canção e a performance de Michael no Super Bowl de1993.

O vídeo mais recente de Michael, "Gone Too Soon", o tributo dele ao amigo Ryan White, esta na cassete de vídeo também. A canção mais tarde foi emitida como uma única cassete coincidindo com a criação da Fundação Ryan White.

A Epic lançou o pacote de vídeos na esperança da Michael-mania ainda estar bem viva. Eles estavam certos, foi relatado que Dangerous: The Short Films estava vendendo muito, com alguns pontos de venda comunicando que não conseguiam mantê-los nas prateleiras. Dangerous: The Short Films estreou na parada Top da Billboard Music Video no número quatro, onde passou vários meses no top cinco.

Free Willy, novo em home video, apenas alguns dias antes, passou vários meses no top cinco do Top de Vendas de víedeos da Billboard, atingindo o número dois, onde passou nove semanas. O vídeo de "Will You Be There" foi incluído no início do filme. Free Willy terminou 1993 como o filme número dez na melhor bilheteria do ano, arrecadando $ 77 milhões. Mais tarde, o filme foi premiado com um Prêmio Motion Picture of the Year pela Genesis. Os Genesis Awards reconheceram os esforços do filme em abordar as questões animais.

Também em tempo para o Natal foi lançado Pigtails and Frog Legs, um livro de receitas de férias produzido pelas lojas Neiman Marcus. O livro inclui um prefácio de Michael Jackson intitulado "nutrir esta criança", no qual ele expressou os sentimentos de como uma mãe mostra o amor dela pelo filho na preparação dos alimentos para o filho:

Para uma criança, a comida é algo especial. Não é apenas um gosto delicioso ou as vitaminas que constroem um corpo saudável. O alimento é o amor e carinho de segurança e a esperança – todas as coisas que a roda dos alimentos pode proporcionar. Lembre-se de quando você era pequeno e sua mãe lhe fazia uma torta para? Quando ela cortava uma fatia e colocava no seu prato, ela lhe estava dando um pouco de si mesma, na forma do amor dela. Ela lhe fez sentir seguro e desejado. Ela fez a sua fome ir embora, e quando você estava cheio e satisfeito, tudo parecia bem. Porque esse sentimento de satisfação estava na torta, você foi alimentado a partir de um nível profundo. Comida é algo que todos nós precisamos fisicamente, mas assim é o amor, a mais profunda nutrição que nos torna o que somos.

Pense o quanto é necessário para alimentar uma criança com um pouco de si mesmo quando você usar este livro que está cheio de coisas deliciosas. Cada receita tem um ingrediente adicional de cuidado porque as pessoas que as escreveram estavam pensando nas crianças. Elas estavam especialmente pensando em quem não são capazes de se alimentar direito, porque eles são pobres, doentes ou deficientes. Estas são as crianças que
precisam de comida para curar. O tema da "Heal the World", que
tem estado perto do meu coração, é o tema central deste livro também. Aqui estão as receitas para o espírito. Por favor, faça-as com isso em mente. Seu filho está crescendo o espírito que pode ser fortalecido com amor. Quando você quebrar um ovo e medir uma xícara de farinha, você está magicamente misturado o presente de vida. As proteínas do alimento e minerais se transformarão em ossos e músculos, mas o seu sentimento enquanto você cozinha vai virar diretamente em uma alma.

Faz-me feliz pensar que as necessidades dos espíritos infantis finalmente tornar-se-ão importantes neste mundo. As crianças não têm poder para acabar com as guerras diretamente ou consertar as antigas diferenças. Tudo o que eles podem fazer é serem elas mesmas, brilhar com gratidão e alegria quando o amor se torna o caminho delas.

No entanto, não é esse o definitivo poder maior? No
olhos de uma criança, você se tornar a fonte de alegria, o que levanta
você para a categoria especial de cuidador e provedor de vida.
Você pode pensar que sua torta de maçã tem apenas açúcar e
tempero nela. Uma criança é mais sábia e, com a primeira mordida, ela sabe que esse prato especial é a essência do que você ama. Divirta-se!

De acordo com a porta-voz de Neiman Marcus, Liz Barrett, as vendas do livro não foram afetadas pela situação jurídica de Michael.

O lado comercial da vida de Michael também estava florescendo. Em 24 de novembro, foi anunciado que ele tinha acabado de fechar o maior negócio de edição de música na história. Ele concordou em deixar a EMI Music gerir a companhia de publicação de música dele, a ATV Music. O valor total do negócio foi relatado como sendo de US$ 200 milhões, com Michael recebendo US$ 100 milhões em adiantamento. Como parte do
contrato de cinco anos, a EMI concordou em fornecer fundos com os quais adquirir outros catálogos de música e, depois, dividir a propriedade
com Michael Jackson, incluindo a Jobete Music, o Catálogo de Berry Gordy de clássicos da Motown. O catálogo interiro de piblicações de músicas de Michael, incluindo músicas que ele tem escrito, é estimado em US $ 500 milhões.

A ATV Music estava originalmente com a EMI, quando Michael adquiriu o catálogo em 1985. Ele mais tarde mudou o catálogo para MCA Music, em um acordo que expirou em 31 de dezembro de 1993. O catálogo ATV contém, adicionalmente às 251 composições Lennon e McCartney / Beatles canções de Elvis Presley, Little Richard, e Ponter Sister, Kenny Rogers, e outros.

A revista US publicou uma pesquisa com os leitores dela na edição de novembro que tinha Michael Jackson mencionado em
várias categorias. Ele foi listado em terceiro na lista como o A Celebridade Mais Exposta, e na lista para quem o retorno, pelo menos, era bem-vindo. Um favorito por mais uma década, "Thriller" foi votado como o segundo Melhor Vídeo de Música, imprensado entre os lançamentos recentes: "That’s The Way Love Goes” de Janet Jackson e do Aerosmith
 “Living on the Edge". Michael e Janet Jackson lideraram escasolhas do leitor para o dueto que eles mais gostraim de ver.

Michael Jackson e Madonna foram a segunda escolha dos leitores.
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