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Caso Chandler-parte 11 "Pior que o pior pesadelo"

“Será pior que o pior pesadelo”



Quando Jordan deu o que seria a descrição da genitália de Michael para a polícia, a mídia fez grande estardalhaço em torno da questão. Mas Jordan errou em sua descrição, o que levou os investigadores do FBI a concluirem que as informações tinham chegado a ele por outras pessoas.
Ele disse que Michael era circuncizado, mas ele não era.
Há uma grande diferença entre um penis circunciado e um não. Uma brve comparação: um penis circincidado tem a glande mais áspera e escura que um não, pois em a proteção do prepúcio, a regiaão delicada escurece e se torna ressecada.
Mas havia grande possibilidade de acerto, pois a maioria dos americanos, na verdade 85%, são circinciados.
Alguns defendem que um menino de treze anos não saberia a diferença. Sobretudo se Michael estivesse com o penis ereto queando visto por Jordan. Traborrelli, em seu livro, questiona se haveria muita diferença entre um penis circunciado ou não, quando este está ereto.
 Ocorre que Jordan é judeu, portanto, ele certamente é circuncidado, assim como seu pai e tio, pois é uma imposição da religião judáica. Todos os judeus são cricuncidados. Destarte, ele saberia a diferença.
Jordan também afirmou que o penis de Michael era negro, com uma mancha clara, provocada pelo vitiligo, mas o penis dele, na verdade, era branco, com uma mancha escura.
Qual a desculpa para a confusão entre branco e preto, agora? Um tipo peculiar de daltonismo?
A descrição das manchas nas nádegas também não correspondeu à realidade, como as fotos tiradas pela polícia mostraram.
Mas a constatação dos erros de Jordan não recebeu a mesma cobertura que a informação de que ele havia feito tal descrição recebeu. A imprensa não queria gastar tinta e papel com fatos que beneficiassem Michael Jackson.
 Jordan chegou a fazer um desenho ridículo do que seria o penis de Michael, que foi motivo de piada, pois se assemelhava mais a um cogumelo que a um órgão sexual.
O LA Times disse que a falta de provas assombraram o caso desde o início:
“‘Tenho provas (contra Jackson)’, o pai disse. Vocês ouvirão em gravações de áudio. A polícia disse que as investigações não produziram evidências físicas ou médicas que sustentassem um processo penal, mas eles continuam a interrogar pessoas e a revisar fotografias confiscadas de Jackson.”


“Fitas de vídeo, apreendidas em imóveis pertencentes a Michael Jackson, não incriminam o artista e a falta de evidências físicas de abuso sexual deixou os investigadores "em uma batalha" para conseguir declarações de outras vítimas, em potencial’, um policial de alta patente disse na quinta-feira.
‘Não há prova física ou gravada”, a fonte disse. "O mandado de busca não resultou em nada que sustentasse um processo penal.’
Quando a polícia executou os mandados de busca em um condomínio, em Los Angeles, e no rancho de Jackson, no distrito de Santa Bárbara, no fim da semana passada, saíram com várias fitas de vídeo. Na quinta-feira, fontes afirmaram que os investigadores ainda estavam revisando as fitas para pistas e até possíveis vítimas; diz-se que várias dessas fitas mostram Jackson na companhia de jovens admiradores.
Com pouca, se é que há alguma, evidência física que comprometa Jackson com as alegações envolvendo o menino de 13 anos, de Los Angeles, como centro do inquérito, os investigadores estão interrogando outros jovens próximos ao artista sobre se algum deles sofreu abuso.”
Vamos recapitular alguns fatos:
No dia 10 de dezembro de 1993 Michael regressou aos Estados Unidos. Ele esteve internado na clínica Charter, em Londres, para tratar seu vício em analgésicos. Enquanto ele enfrentava aquele problema, a imprensa continuava sua cobertura odiosa sobre o caso.
Michael parecia saudável quando desembrarcou em seu país. Estava mais gordo e parecia tranquilo, apesar de todo o inferno criado em torno dele. Ele havia voado para América no avião particurlar so sultão de Brunei. Também um fã.
O Hard Copy noticiou que o cantor estava vendendo Neverland, provando, novamente, que não pesquisa as suas histórias. Na realidade, era uma propriedade vizinha que não tinha nada a ver com Jackson que estava à venda.
Imediatamente foi apresentado a Michael um mandado exigindo que ficasse nu e se sugeitase a uma inspeção, a qual ele não poderia se negar. Qualaquer recusa em cooperar seria admitida como evidência de culpa. Além disso, se ele se negasse a colaborar e se sujeitar a inspeção, a polícia o prenderia por “causa provável”.


O mandado foi cumprido no dia 20 de dezembro de 1993. Estavam presentes o guarda-costas de Jackson, Bille Bray; seus advogados, Johnnie Cochran Jr. e Howard Weitzman; seu médico pessoal, da turnê Dangerous, David Forecast, o dermatologista de Michael, Arnold Klein e o fotógrafo pessoal de Michael, Luis Swayne. Para as autoridades de Santa Barbara: o Promotor Distrital, Tom Sneddon; o delegado de Santa Barbara; o detetive Russ Birchim (para SBPD), o fotógrafo Gary Spiegel; o detetive Sicard (para o LAPD) e Dr. Richard Strick. Os médicos, exceto Klein; os fotógrafos; os guarda-costas de Michael Jackson; o delegado e os detetives foram os únicos presentes durante a pesquisa propriamente dita. Tom Sneddon e os advogados de Jackson estavam em outra sala.

Os advogados levaram Michael até a sala onde os outros o aguardavam. Um tablado foi montado, onde ele deveria ficar de pé, completamente nu, e se sujeitar a mais humilhante situação em sua vida.
Gary Spiegel, fotografo da polícia, contou que foi uma cena lastimável. Michael implorou que não o obrigassem a fazer aquilo. Por cerca de 35 minutos o corpo de Michael foi minuciosamente examindao e fotografado.
Em 22 de dezembro de 1993, Michael Jackson divulgou um comunicado ao vivo, do rancho Neverland, contando sobre a terrível esperiência. Kamau Omowale, porta-voz de Johnnie Cochran, informou a mídia e disse: "Eu não sei se ele vai ler a declaração ou se ele a decorou, mas ele irá definitivamente esclarecer as alegações do menino."
O Los Angeles Times escreveu:
"O anúncio do cantor foi tratado com a gravidade de uma coletiva de imprensa presidencial"
E também foi relatado por Jim Moret, da CNN como:
 "Demonstrando o poder da mídia normalmente reservados para os líderes mundiais."
Todas as sete emissoras de Los Angeles interromperam suas programações para transmitir a declração ao vivo, que também foi mostrada em todo o mundo.
 Às 15h00min, Michael Jackson, através desta declaração forte e emocional, informou ao público sobre sua saúde, negou veementemente as acusações e criticou duramente a mídia pela cobertura irresponsável que estava dando ao caso. Pediu ao público para não tartá-lo como criminoso e decreveu o exame em seu corpo, que teve de suportar para provar sua inocência. Michael afirmou estar disposto a tudo para provar que não era culpado.


Novamente as ameaças de Evan, constantes na gravação telefônica, se materializaram. Michael foi humilhado de forma inacreditável. Definitivamente, foi pior que o pior pesadelo dele.
Mas a descrição de Jordan estava errada e por essa razão, Michael não foi preso imediatamente, no dia em que ocorreu o exame.
A descrição dos genitais de Michael era um trunfo que os Chandlers e Larry Feldman acreditavam possuir. Mas como ela se mostrou incorreta, era preciso se livrar das fotos, que se tornaram uma prova contra eles.
Isso nos leva a crer que as características peculiares dos genitias de Michael nunca foram observadas por Jordan, mas vieram de terceiros (lembrem-se de que Evan afirmou haver outras pessoas envolvidas a quem ele tinha pagado), possivelmente de fichas médicas, mas não foram transmitidas aos acusados com precisão, daí o erro.
Ray Charmatz nos mostra isto em seu livro:
"Em setembro, Jordie havia dado uma descrição detalhada do penis e dos testículos de Michael à promotoria. Feldman tinha conhecimento disso, mas ainda tinha que discutir a respeito com seu jovem cliente. Se a descrição combinasse com as fotos da polícia, seria mais uma grande corcova nas costas do camelo que era a defesa de Michael. E o pobre animal já estava curvado."
Se a descrição correspondesse à relaidade, Michael teria sido preso imediatamente.
E a incompatibilidade ocorreu mesmo eles tendo trabalhado duramente junto a Jordan por várias horas na versão deles da descrição? Tanto trabalho e tudo em vão, ameaçando levar o caso a um beco sem saída?
Veja como Ray Chandler descreve em "All That Glitters" o cansativo processo de fazer aquele desenho infalível:
"Demorou várias horas para que Jordie desse uma descrição que Feldman entendesse..."
"... Mas eles insistiram e, no fim, chegaram a uma descrição que acabou coincidindo com precisão com as fotos tiradas poucos dias antes, pelas autoridades de Santa Bárbara."

Não era nada precisa, na relaidade, estava totalemete equivocada, pois ele disse que o pênis de Michael era circuncidado, e não era; além de dizer que era negro com uma mancha clara, quando era o contrário, branco, com uma mancha escura. As manchas nas nádegas também não correponderam à realidade. Taraborrelli diz no livro “A Magia e a Loucura”, uma biografia não autorizada, que a descrição estava correta exceto pela circuncizão. Mas não é verdade o que diz este “biógrafo”. Jordan ofereceu uma descrição totalmente díspare.
Evidente que a descrição não estava correta, ou Michael teria sido jogado atrás das grades, sob o argumento de “causa provável” como os chacais da imprensa estavam esperando anciosamente que acontecesse.
Em uma entrevista a no Prime Time Live, em 2994, iane Sawyer oerguntou a Michael sobre a descrição de Jordasn:
“Como o menino poderia saber sobre isso?”, ela perguntou se referindo as manchas.
Michael então respendeu:
“As fotos que a polícia tirou de mim? Não combiaram, não combiram. Ou por que eu estou aqui?”
Michael não sabia explicar muito bem e esta questão era muito importante para ser tratada sem destaque. O que ele quis dizer com “ por que estou aui, então?” é que se as manchas combinassem com a descrição de Jordan, ele teria sido imediatamente preso e como serviriam de prova robusta, provavelmente ele teria enfrenatdo um longo processo criminal e não estaria no programa de Sawyer naquele dia, estaria atrás das grades.
Lisa Presley, irritada com a pergunta de Daine Sawyer, disse a apresentadora:
“Você não vai me perguntar sobre as marcas?” Ao que Sawyer disse que ela tinha se oferecido.
Claro que Lisa estava dizendo que, como esposa de Michael ela tinha o tinha visto nu e poderia falar sobre a existência de manchas no corpo dele. Foi um momento tenso na entrevista, pois Presleu estava visivelemente aborrecida com a forma inquisitiva que Sawyer conduzia a entrevista. Lisa ainda reclamou que a imprensa não deu o devido destaque a revelação de que a descriçaõ não estava correta.
“A notícia saiu em um pedacinho assim”, ela mostrou com os dedos o tamanho reduzido. “Pela importância da informação, deveria ser assim,” ela fez com as maõs o tamanho de uma página inteira.
A imprensa não apenas deixou de revelar que a descrição não correspondia, como deturpou a verdade e permaneceu espalhando que combinavam, embora seja ilógico, pois como já martelei exaustivamente, se combinasse, Michael teria sido preso imediatamente.
Além disso, imediatamente, Larry Feldam apresentou uma moção pedindo que as fotos, ou cópias delas, lhe fossem entregue. O pedido foi negado. Diante deste fato, ele pediu por outro exame em Michael e novas fotografias. E caso seu pedido fosse engado, que as fotos fossem desentranhadas do processo.
Deixe-me explicar a situação:
Larry Feldman durante horas trabalhou com Jordan na descrição da genitália de Michael, algo que ele considerava um trunfo infalível eque colocaria o cantor na prisão. Sem dúvida que o faria, se a descrição estivesse correata, mas NÃO estava.
Larry Feldman então pediu que as fotografias lhe fossem entregue. E também pediu por novas fotografias.
Entenderam o moviento no tabuleiro de Feldman?
Se as fotos fossem dadas a ele, Jordan viria a saber como era a genitália de Michael, não por tê-lo visto nu, diante de si, mas por ter visto as fotos, evidentemente.
Daí bastava dar nova descrição, desta vez correta, e as novas fotos mostrariam que ele estava (muito engenhosamente) correto.
Foi muita desfaçatez de Feldaman apresentar um pedido como esse.
O LA Times deu a notícia, mas sem explicar as razões por trás do pedido de Feldman, demsotrando que o advogado estava correto ao dizer que a imprensa falava do assunto sem nada entender, sem compreender as movimentações.
 Sim, Feldman, eles nada entendiam, sobretudo suas ardilosas moviementações.
LA Times, 5 de janeiro de 1994:
“O advogado do garoto quer fotos do corpo de Michael Jackson”
“O advogado representante de um menino de 13 anos, que afirma ter sido molestado por Michael Jackson, levou documentos à Corte, em um esforço de obter fotografias do corpo do artista. Mês passado, Jackson se submeteu a uma revista corporal, feita por investigadores procurando evidências que confirmassem a versão do garoto.”
 ‘Acreditamos que o fato do meu cliente poder determinar como o Sr. Jackson é nu é uma evidência muito sólida da culpa do Sr. Jackson’, disse Larry Feldman, advogado do menino.’
Feldman disse que entrou com um pedido na justiça que é de ‘múltipla escolha’: Jackson pode prover cópias das fotografias policiais, se submeter a uma segunda revista, ou a Corte poderá barrar as fotos como evidências no processo civil.
Feldman disse que pediu cópias aos advogados de Jackson e ao gabinete do promotor de Los Angeles, mas foi recusado.”
Que outra razão, se não o erro de Jordan, levaria Feldman a pedir o desentranhamento das fotos? Ele não tinha declarado que as considerava uma prova cabal? Ele não deveria, portanto, esfregar as tais fotos na cara de todos?
Sim, Larry, se a descrição de Jordan correspondesse à realidade, isso seria um prova robusta de que ele, pelo menos, tinha visto Michael nu. Assim como ele estar errado era uma prova de que tudo não passou de uma mentira e você provou o quanto é canalha ao pedir que as fotos, uma prova em favor de Michael, fossem desentranhadas do processo.

Ok. Então é isso:
Larry Feldman viu o tiro sair pela culatra, pois a descrição não correspondia à relidade e, consequentemente, as fotos se tornaram provas a favor de Michael. Seu trunfo reveleou-se um problema do qual ele precisava se livrar.
Ou por qual outra razão estapafúrdia, ele pediria que as fotos fossem descartadas como provas?! Vocês acreditam que, se elas demonstrassem que Jordan estava correto, ele não daria um jeito de “vazá-las” para imprensa?
Mas ele ainda tinha uma carta na manga. Que acreditava ser um às.
Michael Jackson era vítima de vitiligo. Essa doença provoca despigmentação da pele, daí as manchas brancas em todo o corpo do cantor. Na realidade, o vitiligo de Michael era do tipo contínuo, as manchas extensas acabaram por clariar quase a totalidade de seu corpo, deixando apenas ilhotas do tom original da pele dele. Apenas pintas negras, aqui e acolá.
O vitiligo pode acelerar e provocar uma alteração significativa na aparecnia da pessoa em pouco tempo. A doença também pode regredir e as áreas afetadas sofrer uma repigmentação. Por essa razão, Feldman acreditava que se a descrição de Jordie estivesse errada, poderiam dizer que as marcas tinham mudado ao longo dos meses.
Mas Jordan e seu pai alegaram que as relações sexuais ocorreram em maio de 1993 e as fotos foram tiradas no dia 20 de dezembro de 1993. Por mais instável que a vitiligo seja, é improvável que, em seis meses, ela tivesse transformado um penis negro de mancha branca em um penis branco de mancha negra.
E quanto à circunsição? Qual seria a explicação para isso? Ah, claro a pouca idade de Jordan e sua inexperiência. Mas já dissemos que Jordan era judeu, portanto, circuncidado, uma vez que os adeptos dessa religião são obrigados a fazer a circuncizão.
Também cehgaram ao cúmulo de dizer que Michael poderia ter se submetido a uma cirurgia para reconstiuir o prepúcio, algo de que nem se tem ideia se é possível. Nunca se ouviu falar em constituição de prepúcio.
Um parêntese: Prepúcio é a membrana que reveste a glande, ou seja, “a cabeça do penis” e é essa membrana que se retira quando a pessoa é circuncidada.
E por que cargas d’agua Micahel iria reconstituir o prepúcio enquanto esteva na Europa, se ele nem mesmo sabia que seria submetido a um exame corporal, nem o que Jordan havia dito?

 Ray Charmatz conta que, mais tarde, naquela noite, Larry Feldman ligou para Evan:
"Diga-me uma coisa, Evan. Jordie está feliz? Ele tem noção do ponto que estamos agora?"
"Todos me perguntam isso, Larry. Ele estava muito mais feliz há umas duas semanas atrás. Estou começando a notar os efeitos do tempo se arrastando."
"Tenho certeza disso... Ah, sim, Lauren Weis me disse hoje que essa doença que Michael diz que tem, vitiligo, é capaz de mudar qualquer lugar pra onde se olhe, então qualquer coisa que Jordie diga é irrelevante. Pode mudar muito rápido com essa doença."
"Merda, esses caras parecem ter respostas pra tudo."
"Não, isso é bom pra gente!"
"Por quê?"
"Porque se ele estiver certo, está certo. E se estiver errado, temos uma explicação!"
"Ha!"
"É, não tem erro pra gente."

Interessante como eles tentram produzira a tal “prova infalível”, não?
Então, era apenas um palpite, um chute, um blefe. E ele errou feio.
Convivendo com Michael, seria natural que Jordan percebesse as manchas de vitiligo, quando se trovavam para nadar, por exemplo. Ele também contou a Antony Pellicano que um dia Michael ergueu a camisa para mostrar as manchas. Aliás, ele disse a Pellicano que essa foi a única vez que viu o corpo de Michael. Não bastasse, Michael havia dito em entrevista a Oprah Winfrey, em janeiro de 1993, que ele tinha vitiligo extenso. Seria muito fácil juntar dois mais dois. Não bastasse, Evan Chandler também teve oportunidade de ver as manchas em Michael, em uma ocasião descrita por Ray Chandler no livro All That Glitters:
"Michael estava com uma dor de cabeça tão terrível, que o Evan teve que fazer uma injeção nas nádegas dele.”
Segundo Ray, a injeção foi do analgésico Toradol, no entanto Michael teve uma reação totalmente adversa, ficou grogue, sonolento, quase inconsciente.
Intrigante, não? Quer dizer que Evan viu as nádehas de Michael, portanto, pode ter facilmente notado manchas. E mais, que diabos Evan relamente aplicou em Michael? Toradol não o deixaria “quase inconsciente”. Vamos lembrar que Evan drogou o próprio filho com o barbitúrico Amytal Sódico. Imagine o que ele possa ter feito com Michael.
E tem mais uma infirmação que você provavelmente achará intrigante: na conversa telefônica entre Evan e Dave Schwartz, Evan disse que tinha uma informação muito importante, pela qual ele tinha pagado milhares de dólares e que era uma informação infalível. Com ela, ele iria vencer.
Estaria Evan se referindo às marcas características no corpo de Michael? Ele teria comprado essa informação? É possível.
Se você ainda não leu essa conversa muito reveladora, veja aqui:

Mas, de qualquer forma, a descrição oferecida por Jordan estava errado e eles tiveram que procurar uma saída. Tentaram se livar das fotos, tentaram mudar as alegações de Jordan, mas já era tarde, a imprensa já tinha gritado aos quatro ventos os detalhes da descrição oferecida por ele. No entanto, isso não impediu Diane Dimond de aparecer dizendo que a descreção combinava, pois encontraram uma mancha escura exatamente onde Jordan disse que havia. Mas na verdade Jordan falou que havia “uma mancha clara como o rosto dele (Michael)”, no pênis de Jackson.
Você pode ler artigos mais completos sobre os erros na descrição de Jordan Chanlder aqui:


E foi Lauren Weis, delegada de Santa Bárbara quem orientou Feldman sobre o vitiligo. As autoridades definitivamente não demosntraram imparcialidade neste caso.

Mais interessante ainda foi o que Evan disse sobre sentir o efeito do tempo.
Era preciso lutar contra o tempo e por isso não queriam um julgamento. Lutaram para impedir a suspensão do processo civil, deixando claro que a questão financeira estava em primeiro lugar. Aliás, era tudo uma questão de dinheiro, nunca pensaram em justiça, nunca houve desejo em mandar Michael para prisão. Até porque, as “suspeitas”, nunca existiram de fato.
O que Evan quis dizer sobre efeito do tempo se arrastando?
Estaria Jordan dando sinais de arrependimento? É possível.
Feldman perguntou a Evan se o garoto tinha noção do ponto em que haviam chegado.
Lembrando que Jordan foi submetido ao amytal sódico para fazer a “revelação” e depois se sujeitou a uma entrevista de quatro horas com Abrams, que era especilaista em induzir os pacientes a criar falsas memórias.
Estaria o garoto recobrando a conciência e constatando que estava sendo manipilado por todos? Que acusara o homem de quem era fã, desde garotinho, do mais horrendo crime, injustamente?
As manobras de Feldman e dos Chandlers nos leva a pensar que sim.
Vejamos:
Eles demitiram Allred, que disse na coletiva de imprensa que Jordan queria depor. Ray Charmtaz deixou claro em seu livro que ninguém queria isso. Apenas Allred.
Feldman lutou para impedir a suspensão do processo alegando que Jordan esqueceria. Mas isso não era problema, pois o depoiemnto poderia se tomado antecipadamente.
Ele usou a imprensa para transformar a vida de Michael em um calvário e dessa forma, minar as forças do cantor, para acelerar a resolução do caso com um acordo financeiro.
 Uma questão importante que a imprensa nunca mencionou, é que Jordan Chandler se afastou dos pais completamente após tudo isso. Em 2005, em seu depoimento no julgamento de Michael, June Chandler afirmou que não via o filho há dez anos.
Jordan pediu emancipação ao completar dezesseis anos e se afastou completamente dos pais.
Em 2005 ele se recusou a depor contra Michael Jackson.
Ele havia dito a colegas de faculadade que fora forçado a acusar o cantor, injustamente, por Evan. Em um Seminário de Direito em Harvard, Tom Mesereau, advogado de Michael, afirmou que ele tinha pessoas que conheciam Jordan Chandler prontas para testemunhar, refutando qualquer possível acusação de abuso sexual, que ele viesse a fazer contra Michael, no julgamento, em 2005.
Em agosto de 2005 ele apresentou queixa contra Evan, por agressão. E conseguiu uma restrição contra ele.
Evan Chandler se matou em novembro de 2009, com um tiro na cabeça. Jordan não compareceu à cremação. A propósito, ninguém compareceu. Nem um dos seus filhos, ele tinha mais dois além de Jordan. “Foi uma coisa horrivel.”, disseram os funcionários do crematório, “Nunca tinha acontecido algo assim. Ninguém apareceu”. Eles disseram.





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Caso Chandler-parte 12 "O começo do fim..."


O começo do fim



Após Fields dizer que havia um iminente processo criminal contra Michael, um “meio” equívoco, por assim dizer, pois havia a posssibilidade, mas não era imintente, as coisas começaram a desandar.
Alguns membros da equipe não gostaram do que Fields disse. Weitzman o desmentiu, dizendo que ele estava equivocado o que chateou Fields.
Michael também não gostou do pedido de suspensão do processo civil, provavelemtne porque não tinha compreendido, naquele momento, que essa medida era fundamentla para garantir a lisura do processo criminal, se é que ele viria. Além de que o livraria de pagar uma indenização não devida, pois provando sua inocência na esfera penal, ele não poderia ser julgado no civil.

Até Liz Taylor opinou sobre a questão, considerando que a declaração de Fields arruinava a imagem de Michael.
Pellicano também foi reepreendido por ter apresentado os amigos de Michael Bert Barnes e Wade Robson à imprensa. Os garotos disseram que compartilhava a cama com Michael, mas que ele jamais os tinham tocado de forma lasciva. Michael não achou prudente expor os dois meninos naquela ocasião.

Assim, Fields e Pellicano pediram demição. Weitzman, então, chamou Jonnie Chrochan para equipe. Chrochan é um brilhante criminalista que defendeu OJ Simpson, então, Weitzman não pensava que Fields estava totlmente equivocado, afinal.
 Michael chamou de volta John Branca que o tinha representado por anos e que fora substituído por Fields.
A nova equipe também acreditava na inocência de Michael totalamente, mas deram logo no início sinais de que queria resolver o caso com um acrodo financeiro. E a explicação que deram para isso foi a fragilidade de Michael, que demsontrava ser incapaz de suportar o bombardeio que vinha sofrendo na mídia.
Eles acreditavam que um julgamento longo poderia destruir a saúde do cantor e que sua imagem sofreria danos irreparáveis com a cobertura desonesta da imprensa.
Embora acreditasse em Michael e soubessem que não havia evidências contra eles, os advogados passaram a tentar convencê-lo a aceitar um acordo. Orientação que veio a se revelar desastrosa.
 “Política e questões raciais haviam também se infiltrado em procedimentos legais - em especial em Los Angeles, que ainda estava se recuperando do calvário de Rodney King – e a defesa temia que não se pudesse confiar em um tribunal para obter justiça. Então, também, havia a composição do júri a ser considerada. Como um advogado disse: ‘Eles achavam que os hispânicos poderiam ter ressentimentos [de Jackson] pelo seu dinheiro, os negros poderiam ressentir-se dele por tentar ser branco, e brancos teriam problemas para contornar a questão de abuso sexual’”, comentou Mary Fisher, em seu artigo para GQ.
Na opinião de Resnick, "A histeria é tão grande e o estigma [do abuso sexual de crianças] é tão forte, que não existe defesa contra isso.”
Mary Fisher também diz em seu artigo que através do cumprimento dos termos de um acordo civil, segundo fontes, os advogados acharam que poderiam evitar um julgamento criminal através de um entendimento tácito de que Chandler concordaria em fazer com que seu filho não testemunhasse.
Mas esse entendimento é equivocado, não havia a intenção de impedir que Jordan depusesse em um processo criminal, nem poderia. O acordo não possuía tal cláusula, nem poderia ter, pois seria ilegal. E trata-se de um acordo homologado por um juiz. Além do mais, como até mesmo uma das maiores inimigas de Michael, Diane Diamond, disse: “Nenhum acordo civil é mais forte que uma intimação no processo penal”.
Outras pessoas próximas ao caso disseram que a decisão de fazer o acordo provavelmente tinha a ver com outro fator - a reputação dos advogados.
 "Você pode imaginar o que aconteceria a um advogado que perdesse o caso de Michael Jackson?" diz Anthony Pellicano. "Não há nenhuma maneira de todos os três advogados saírem vencedores, a menos que façam um acordo. A única pessoa que sai perdendo é Michael Jackson."
 Mas Jackson, diz Branca, "mudou de ideia [sobre levar o caso a julgamento], quando ele retornou a este país. Ele não tinha visto a cobertura massiva do caso e o quanto ela era hostil. Ele só queria que a coisa toda acabasse."
“As relações entre os membros da família do menino tinham se tornado amargas. Durante uma reunião no escritório de Larry Feldman no final de 1993, Chandler, ‘perdeu o controle e bateu em Dave [Schwartz]’, contou uma fonte. Schwartz, que estava separado de June a esta altura, foi ficando de fora das decisões que afetavam seu enteado, e ele tinha ressentimentos de Chandler por ele ter levado o menino e não devolvido.” Relata Mary Fischer em seu artigo.
“Dave ficou furioso e disse a Evan que, de qualquer modo, tudo não passava de extorsão, nessa hora, Evan se levantou, se aproximou de Dave e começou a bater nele", diz uma segunda fonte, conta Fisher no artigo para GQ.
Em 13 de dezembro de 1993, os advogados de Michael pediram uma ordem de mordaça para que a mídia não pudesse obter qualquer informação adicional e também pediram que Larry Feldman fosse impedido de fornecer informações sobre o processo civil para a promotoria.
 Johnnie Cochran Jr., o novo advogado de Jackson, disse que:
“Temos de proteger o direito de Michael Jackson a um julgamento justo. Este caso não pode ser provado através de conferências de imprensa.”
 Ele acrescentou que tinham a preocupação de que a Promotoria tentasse usar o processo civil para indiciar MJ:
 “A Promotoria tem todo o poder para investigar. Eles podem conversar com as testemunhas eles mesmos. Por que eles ficam tentando se aproveitar dos depoimentos no caso civil?”

Larry Feldman iria reconhecer no seu discurso no Seminário Frozen In Time, a importância do direito do cantor à Quinta Emenda e ao fato de que as ações da defesa estavam se movendo em torno desse direito, qual seja, o de não ter o processo criminal prejudicado pelo civil.
Johnnie Cochran Jr. anunciou que o cantor estava de volta e pronto para provar sua inocência. A polícia de Los Angeles não anunciou o andamento das investigações nesse ponto, mas o Juiz Reuters, informou que iria anunciar a sua decisão de arquivar ou não as acusações no início de 1994.
Em 21 de dezembro de 1993, foi anunciado que Bert Fields e Anthony Pellicano já não eram membros da equipe de Jackson. Os dois continuariam a defender Michael publicamente em suas entrevistas.
Quando Cochran entrou para equipe, ficou claro que ele não se opunha a um acordo, como Fields e Pellicano. Para  registro, Johnnie Cochran Jr. era um amigo de longa data de Larry Feldman e Feldman uma vez o representou em um caso.
Fields diria mais tarde:

 “Eles tiveram um caso muito fraco, Michael queria lutar. Michael queria lutar e passar por um julgamento. Nós sentimos que poderíamos ganhar.”

Um membro da equipe de Jackson disse ao The New York Times que o cantor foi cercado por “assessores e sanguessugas”, que o manteve inacessível. Ambas as suas ex-esposas e também os maigos de Michael falam sobre tais sanguessugas em torno dele.
Uma das pessoas que representavam Jackson na época era Carl Douglas, que trabalhava para Cochran e foi membro da equipe de defesa. Douglas, quando foi chamado para falar sobre o caso no Seminário Frozen In Time, parecia preocupar-se mais com a fama que conseguiu por atuar como defensor no caso Jackson do que com o caso em si.
 Ele se gabava de ser capaz de visitar Neverland, trabalhando com Johnnie Cochran, e comprar um carro novo com o seu pagamento como membro da equipe de Jackson.
Será que a nova equipe tinham os interesses de Michael Jackson em mente?
As autoridades informaram aos advogados de Jackson que iriam continuar a investigação, pelo menos até fevereiro, e foi noticiado que Michael Jackson estava gastando US$ 100.000,00 por semana com sua defesa.
Seus advogados perderam movimentos-chave que teriam atrasado o processo civil após a disposição do processo penal. Eles também haviam perdido o movimento para evitar que Larry Feldman passasse as informações do processo civil ao Ministério Público.
Ficou claro que Larry Feldman estava buscando um acordo como qualquer outro advogado inteligente faria.
Se ele estivesse interessado em justiça, e não em dinehiro, ele concordaria em não divulgar as informaçãos para a promotoria. Ao violar o direito do cantor a um julgamento justo, ele estava deixando os advogados de Jackson sem escolha.
 Feldman, mais tarde, referir-se-ia à Quinta Emenda e seu efeito sobre as decisões dos advogados de defesa no processo civil:
 “...então, apresentei uma moção de imediato para obter um julgamento rápido.”
 “...havia um processo criminal por trás de caso civil, e eles tiveram que defender-se e preocupar-se com seus direitos à Quinta Emenda.”

Feldman, aqui, se referiu ao argumento de que Jordan, antes de completar 14 anos, tinha direito a um julgamento em noventa dias, algo que ele estava presteas a perder, pois seu décimo quarto aniversário de aproximava. Feldman queria resolver o caso antes que Jordan completasse 14 anos, portanto. Mas Fields pedia pela suspensão, defendendo o direito de Michael não ver as informações apresentadas no caso civil ser usadas no criminal.
Feldman falou mais elaboradamente sobre o assunto, quando ele discutiu a liquidação da ação civil no Seminário Frozen In Time, em 2010:
“Sim, [era] um acordo totalmente voluntário. Para colocar em contexto, no ponto que este caso estava,  várias testemunhas tinham deposto, mas Michael Jackson não tinha deposto  (para o caso civil), e em algum momento Michael Jackson ia ter de decidir se ele ia arguir  a Quinta Emenda, o que ele não fez, ou se ele ia nos deixar colher seu depoimento. E havia um monte de manobras processuais pela defesa para tentar adiar essa decisão. E como essa decisão e os seus movimentos não foram capazes de realizar aquilo que eles queriam,  Michael Jackson nunca reclamou a Quinta  Emenda.”

Michael reclamou a Quinta Emenda sim, mas lhe foi negado mais esse direito.
Pessoas como Feldman, que não são ignorantes sobre a lei e os fatos do caso, sabem muito bem que em um julgamento civil se o réu invocar a Quinta Emenda, é o fim do caso. Processos civis são muito diferentes de julgamentos criminais. Feldman entendeu muito bem que Michael Jackson queria depor no processo penal em primeiro lugar e usou esse ponto fraco para pressionar por uma solução.
Larry Feldman disse ainda que:
“A defesa, com todo o respeito a eles, tinha que se preocupar não apenas em defender Michael Jackson no tribunal civil, mas o mais importante é que eles sabiam que havia um processo criminal por trás do processo civil, e eles tinham que defendê-lo e se preocupar com seu direito à Quinta Emenda.”

Larry Feldman teve que lutar duro para isso porque, em 11 de janeiro de 1994, Jordan Chandler atingiria 14 anos de idade e isso significava que ele deixaria de ter direito a um julgamento dentro de 90 dias.
 Nesse caso, o processo criminal é que viria em primeiro lugar e Feldman não queria isso, então ele usou a idade de Jordan para pressionar o juiz:
“Se conseguíssemos fazer Michael Jackson responder à acusação antes que o garoto complete 14 anos de idade, ele teria direito a um julgamento em 90 dias. Esse foi o argumento usado para convencer o promotor distrital a me dar uma chance para ver se poderíamos obter este julgamento em 120 dias. Apresentamos a denúncia, eles responderam à denúncia por qualquer motivo e depois apresentamos uma moção de imediato para obter um julgamento célere.”



Feldman faria de tudo para encurralar Michael e forçar um acordo financeiro.Mas Michael estava resistindo mais que eles esperavam.
Enquanto Michael esteve internado, um acordo comercial foi fechado entre Jonh Branca e a EMI para administrar o catalogo da ATV em nome de Michael e o cantor recebeu por essa transação a quantia de US$ 70.000.000.00.
 Michael estava ganhando muito dinheiro. As acusações, por estranho que pareça, fizeram as vendas de seus discos subirem.
“Seus royalts passados eram enormes, sobretudo por Thriller e os remanescentes do catálogo dos Beatles, suas ações e outros investimentos. O menino tinha muito dinheiro, milhões.” Disse um assessor.
Porém, Michael não queria dar um centavo desse dinheiro aos Chandlers. Sua equipe de defesa e amigos já considerava um acordo financeiro, mas ele não.
Um secretário se lembra de ter perguntado a ele, no dia seguinte ao negócio com a EMI, sobre um acordo:
 “Mike, você pode entregar 20 milhões de dólares desse dinheiro da ATV. É dinheiro achado mesmo. Por 20 milhões de dólares, todo o caso de Chandler pode ser resolvido.”
“De jeito nenhum! Eu quero isso resolvido, sim, mas com pedidos de desculpas por todos os lados. Algum tipo de “revisão” da imprensa, seja como for. O que eu sei é que não darei um dólar sequer a ninguém. Não desperdiçarei meu dinheiro com esta mentira. Esqueça”, respondeu Michael, conforme se lembra o assessor.
Mas a pressão para que o processo civil fosse encerrado com um acordo continuou a vir por todos os lados. Havia motivos legais para isso: A necessidade de garantir um justo processo criminal, caso ele viesse a acontecer, já que o pedido de suspensão da ação civil foi negada.
Havia razões financeiras, pois a seguradora de Michael tinha direito de intervir no processo e pagar por um acordo menos dispendioso para ela, que tinha o dever de reembolsar Jackson de um gasto exorbitante, que certamente decorreria de um longo processo.
Também havia interesses de outras corporações em jogo: A Sony, gravadora de Michael; a Pepsi, a patrocinadora dele e várias outras pessoas em torno de Michael Jackson , as quais tinham muito a ganhar com ele e muito a perder se ele fosse arruinado.
Todas essas pessoas juntas pressionavam Michael a aceitar um acordo, afinal, em comparação com a capacidade que Michael tinha em gerar renda, os 30 milhões pedidos por Feldman na ação civil não eram nada.
Era preciso colocar uma pedra no assunto para Michael voltar a trabalhar e gerar milhões. Quanto ao que isso poderia significar para a impressão do público sobre Michael, não interessava muito aqueles que só pensavam em cifrões.
Havia razões práticas: o caso se arrastando por meses e meses, com a cobertura imprecisa da imprensa acabaria por afetar irremediavelmente a imagem de Michael, fazendo com que perdesse dinheiro, embora até aquele momento ele continuasse a vender muito, era possível que em longo prazo o bombardeio da mídia acabasse por prejudicar sua carreira. Como de fato veio a ocorrer.
Havia razões emocionais e de saúde: Michael estava sofrendo com as acusações injustas. Ficou doente, viciou-se em analgésicos, não dormia, não conseguia comer, perdeu peso.  Ele tinha pedido Lisa Presley em casamento, mas a proposta não voltou a ser discutida, em razão do turbilhão em que se encontrava. Ele temia que ela desistisse.
E havia outros interesses em jogo: o interesse dos advogados envolvidos, pois nenhum deles queria sair perdendo. O acordo daria ganhos altíssimos a todos.
Neste ponto desejo expor que, em minha opinião, a saída de Bert Fields do time de defesa foi a pior coisa que aconteceu. Ele acreditava em Michael, ele queria lutar. Fields não colocou seu próprio interesse acima de Michael, como fizeram os outros advogados.
Será que Michael sabia do bom relacionamento entre Chocran e Feldman? Se ele soubesse acreditaria que os dois advogados realmente travariam um batalha entre si?
Claro que os dois advogados tinham consciência de que o acordo seria o mais benéfico para suas carreiras e para os bolsos também.
Enfim, fazer um acordo, do ponto de vista prático, era a melhor solução. E não era nada escuso, como insistentemente a mídia retrata e as pessoas pouco esclarecidas insistem em engolir.
Em janeiro de 1994, a promotoria e a polícia já tinham gastado cerca de dois milhões de dólares nas investigações contra Michael.
Dois Grandes Júris tinham interrogado mais de duzentas pessoas, incluindo trinta crianças que conviveram com Michael. E nenhuma prova que corroborasse a acusação de Jordan Chandler foi encontrada.


Parte 13 http://theuntoldsideofthestorymj.blogspot.com.br/2012/02/caso-chandler-parte-13-vida-continuae.html

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Caso Chandler-parte 13 " A vida continua...E concepções errados sobre o casto também."

A vida continua... e as falsas equivocadas sobre o caso também



Michael Jackson não pagou para não ser acusado. Essa é a verdade.

Não houve suborno ou uma forma de calar a boca dos Chandler. Ele não pagou a um juiz para livrá-lo de acusação alguma, também não pagou aos 56 membros dos Grandes Júris para não indiciá-lo e muito menos poderia pagar a todo contingente policial de Los Angeles e Santa Bárbara para não encontrarem evidências contra ele.

O acordo pôs fim ao processo civil, não ao criminal, esse jamais ocorreu em relação ao caso Chandler, porque não havia evidência alguma que desse suporte às alegações.

Não é errado, não é espúrio, firmar acordo em processos civis, é isso que qualquer advogado busca em ações desse tipo. É a melhor solução e não significa uma confissão de culpa.

Anthony Pellicano, que continuou amigo de Michael e o defendia, mesmo após ter se desligado da equipe, disse:

“Desde o começo esse caso era uma questão de quanto dinheiro o pai de Jordie poderia arrancar de Michael Jackson. Portanto, ele levou o que queria, acredito eu.”


Michael Freeman, advogado de June Chandler, que se desligou do caso quando ela se uniu a Evan, disse que, em sua opinião, Michael era inocente e afirmou:

“Eu penso que ele foi acusado injustamente. Acho que Evan Chandler e Barry Rothman exergaram uma oportunidade e caíram de boca. Esta é minha opinião. Acho que tudo foi somente para conseguir dinheiro e a estratégia deles, obviamente, funcionou.”

Jordan Chandler recebeu a última parcela do dinheiro em 1999. Ele e o pai passaram a viver com nomes falsos em mansões caríssimas em bairros de luxo, mas não pensem que a vida deles foi uma maravilha.

A imprensa não conta, porque não a interessa dizer a verdade, mas Jordan se afastou completamente dos pais. Ele pediu emancipação, logo que completou dezesseis anos e livrou-se deles.

Em 2005, em seu depoimento durante o julgamento de Michael, June Chandler disse que não via o filho há dez anos. Ou seja, desde a emancipação.

Em 2005, Evan tentou matar Jordan, agredindo-o na cabeça, pelas costas, com um altere de cerca de 1 quilo e meio. Depois, o socou nos olhos e tentou sufocá-lo. Jordan o processou e ganhou restrição permanente contra ele.

Os amigos de Jordan Chandler disseram aos advogados de Michael que ele sempre dizia a eles que acusou Michael apenas porque fora obrigado pelo pai. Mas que era tudo mentira. Esses amigos testemunhariam em favor de Michael, caso Jordan tivesse decidido por reiterar as acusações em 2005. O que ele não fez.

Evan Chandler se matou em novembro de 2009, com um tiro na cabeça e ninguém compareceu à cerimônia de cremação. Nem um de seus filhos, nenhum membro de sua família, absolutamente ninguém. Ele tinha três filhos e nenhum compareceu.

Apesar de tudo, a imprensa continua a insinuar que Michael Jackson cometera o crime, que ele era um molestador de crianças, negando-se a admitir a verdade e revelar os fatos.

Grande parte do público, lamentavelmente, ainda compra esta versão injusta da história, sem se preocupar em buscar informações verdadeiras sobre o caso.

Mas será que ninguém para e pensa em questões muito simples:

1º-Não existe pedófilo com uma única vítima, ou duas, com espaço de dez anos entre uma e outra. Se Michael fosse pedófilo, haveria dezenas de vítimas, pois ele sempre esteve rodeado de crianças.

2º-Seria impossível esconder uma vida criminosa, sendo uma pessoa comum, mais ainda se você é o maior astro do mundo, que não consegue tossir sem que isso vire notícia. Michael foi investigado durante 12 anos, por um promotor implacável, obsessivo e determinado a mandá-lo para prisão.

Um jornalista escreveu sobre a determinação de Sneddon em destruir Michael Jackson:

“Nem o mais ínfimo grão de poeira pisado por Jackson, deixou de ser examinado por com uma lupa.”


Se Thomas Sneddon não conseguiu provas contra Michael, é porque elas nunca existiram; e não existiam porque ele jamais cometeu um crime.

3º-As crianças que conviveram com Michael continuaram próximas a ele, mesmo depois de adultas. Elas o defenderam, foram suas testemunhas de defesa.

É coerente pensar que as trinta crianças interrogadas pelos Grandes Júris protegeram Michael, escondendo que ele as tinha molestado? As trinta crianças fariam isso?! Ou ele realmente nunca as molestou?

Claro que não molestou! As trinta crianças não poderiam, todas elas, omitir a verdade para protegê-lo. E Por que haveriam de protegê-lo, se ele tivesse feito mal a elas?

Não tem cabimento dizer que as famílias dessas crianças defenderam Michael em troca de vantagens financeiras, porque nenhuma delas obteve vantagem alguma. Negaram a prática criminosa porque era o certo a fazer. Pois que ele, de fato, nunca havia tocado em seus filhos.

E quanto aos amigos mais próximos, como os Cascios, Macaulay Culkin, Brett Barnes, Wade e Chantal Robson? Eles permaneceram perto de Michael por toda a vida.

Seria compreensível que quando crianças suportassem abusos sexuais caladas, pois a criança, muitas vezes, não sabe como reagir.

Também seria compreensível que ficassem calados depois de crescidos, pois ser vítima de abuso é algo que provoca vergonha.

Mas faria sentido que, sendo vítimas, eles permanecessem perto dele, depois de adultos, e defendessem-no, pública e judicialmente?! Que vítima de abuso sexual continuaria perto de quem a molestou?

Evidente que Michael nunca abusou dessas crianças, e se não abusou delas, não abusou de nenhuma.
Michael convivia com os filhos de seus amigos, Donald Trump, Depak Choppra, Quince Jones, e muitos outros e eles foram os primeiros a fazer sua defesa publicamente.

Teria sentido Michael Jackson passar uma tarde inteira brincando com os filhos de Trump, sem tocar neles, e cometer abuso contra outra criança?

As pessoas que acreditam que isso seria possível não compreendem a gravidade da doença mental que é a atração sexual por crianças. Um indivíduo que dela sofre, age por impulso, não tem freios, não se detém. Não haveria a possibilidade de escolher quais crianças poderia abusar ou não.

Por fim, a maior prova de que Michael não era um pedófilo são seus filhos. Nenhum louco pervertido teria criado filhos física e psicologicamente saudáveis.

Certamente ele cometeu alguns erros na criação de Prince, Paris e Blanket, como todo pai comete. É evidente, porém, que aquelas três crianças o adoram, o amam, e que ele foi o melhor pai do mundo, como disse Paris, em seu discurso emocionado no cerimonial do Staples Center.
Evan Chandler não esperava que a situação chegasse ao ponto que chegou. Ele acreditava que Michael pagaria qualquer valor para evitar um escândalo, mas ele se enganou. Michael não queria pagar por um crime que não cometera.

Não fosse o sofrimento que as alegações lhe causaram, sobretudo pela forma detestável como a imprensa cobriu o caso, ele teria lutado até o fim e provado sua inocência. Como fez em 2005, quando foi novamente acusado por uma família de aproveitadores. Mas dessa vez, Michael estava mais forte e melhor orientado pelo brilhante advogado Thomas Mesereau Jr., que acreditava na inocência do cantor, plenamente, e não permitiria que ele sucumbisse ao novo massacre promovido pela imprensa.
Após o acordo de 1993, Michael declarou:

“Várias pessoas estão sempre tentando me ferir e me constranger. Eu nunca imaginei que fosse dar na confusão que deu. Eu jamais machucaria uma criança e qualquer criança que tenha sido minha amiga sabe disso. Eu nunca, jmais, machucaria qualquer criança neste planeta.”

“Eu quero continuar com minha vida. Quero fazer discos. Quero cantar. Quero fazer shows novamente. Diga aos meus fãs que eu tenho absoluta confiança que eles me julgarão no palco e no estúdio de gravação, como sempre fizeram. Não acredito que este pesadelo atrapalhará minha carreira, porque passei muitos anos desenvolvendo minha relação com os fãs. Eles devem saber que sim, eu dei dinheiro, e daí? Mas eu não sou culpado. Não fiz nada de errado.”

Quanto à opinião do resto do mundo sobre o acordo ele disse:
“É meu talento. Meu trabalho árduo. Minha vida. Minha decisão.”
Por que a imprensa insiste em insinuar que Michael Jackson era um pedófilo, quando há tantas provas em contrário é algo que não é difícil de compreender. O que é sujo vende mais.
Mas por que muitas pessoas continuam sem querer enxergar que ele era inocente, apesar de todos os fatos que mostram essa verdade, é algo incompreensível.


***



À Helena criadora do vindicatingmj.wordpress.com, que permitiu a tradução e uso do conteúdo.

À Carolina Mendes (carolmj) por sua contribuição nas traduções.

Fontes e ordem alfabética:

“A magia e a Loucura”. TARABORRELLI. J.Randy. 2003
“Baby You Can Drive My Car”. BADGERY.Keith.2002
"Michael Jackson Conspiracy". JONES, Aphrodite.2007
“Moonwalke” JACKSON. Michael Joseph. 1988
“History vs Evanstory” by thetis. Publicado em http//:vindicatemj.wordpress.com
“Redemption: The Truth Behind Michael Jackson Child Molestation Allegations”. HUGHES.2004
“Why Gloria Allred abandoned the Chandlers’ case. Publicado em http//:vindicantemj.wordpress.com, Traduzido por Carolina Mendes.
“Was Michael Jackson Framed”. Mary Fischer. GQ magazzine.1994

Outras fontes:
Entrevistas, reportagens, seminários, livros e artigos sobre Michael Jackson coletados ao longo dos últimos quarenta anos e preservados nos diversos fóruns dedicados ao cantor e o acervo pessoal desta autora, incluindo entrevistas do próprio Michael e a transcrição dos testemunhos do julgamento que ocorreu em 2005.



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