Este artigo
foi escrito por duas advogadas americanas e publicado no site Reflections on
the Dance.
Comentários
em azul são da tradutora.
Tradução de
Daniela Ferreira para o blog O lado Não Contado da História.
M.O.N.E.Y: A extorsão de
Michael Jackson
Michael Jackson era um enigma, para dizer o mínimo. Muito tem sido escrito
analisando tudo, da psique à aparência, ao talento dele, e há opiniões sobre o
escopo das alegações de abuso sexual feitas contra ele durante a vida dele.
Sites de fãs abundam com declarações opinativas e apaixonadas e artigos sobre a
inocência dele, a maioria dos quais simplesmente proclamam que ele não foi
considerado culpado em um tribunal de direito. Mas há detalhes – incluindo
inúmeros arquivos do FBI divulgados em dezembro de 2009, registros judiciais e
registros públicos – que oferecem uma reivindicação mais bem arredondada e
suportável da inocência contra todas as acusações, e não apenas as do
processo criminal.
Lisa: Eu nunca fui uma grande fã de
Michael Jackson. No entanto, tendo nascido no início dos anos 70, a música de
Michael sempre esteve no fundo, sempre lá para ser ouvida e apreciada. Em 25 de
junho de 2009, a única notícia que recebi foi a de que a longa batalha de Farah
Fawcett contra o câncer estava, finalmente, acabada. Quando voltei para casa
depois do trabalho naquela noite, eu entrei no Yahoo e fiquei horrorizado com a
manchete: "Michael Jackson está morto". Comecei a enviar mesnagens de
texto para meu marido, tentando multitarefa, executando através dos canais de
notícias ao mesmo tempo. Eu assisti à CNBC, Fox News, CNN, e qualquer que seja
o canal que passou a transmitir informações sobre a morte prematura de Michael.
Como o mundo sabe, a cobertura da mídia sobre Michael foi incessantes, com todos
aparentemente têm uma opinião sobre todos os aspectos da vida e da morte de
Michael. Depois de muitas semanas de seguir a história, eu continuava a ser
atingida pelo fato de que, enquanto muitos choraram, outros tantos faziam
piadas cruéis. A dicotomia de sentimentos gerados por esse homem era
fascinante, embora de uma forma horrível.
Já em 1993, quando as primeiras alegações foram tornadas públicas, eu estava na
faculdade. Eu realmente não lia os relatos do que estava acontecendo, mas eu
sabia as alegações básicas, e, por alguma razão, elas não me convenciam. Mesmo
após a liquidação, eu não acredei que Michael Jackson cometeu os fatos
alegados.
Em 2005, eu fui sugada para os relatórios de mídia e achava que Michael estava
indo para a cadeia. Mais uma vez, eu não acreditei nas alegações, mas a evidência
que estava sendo relatada na época era tão grande que parecia uma conclusão
precipitada. Quando ele não foi considerado culpado de todas as 14 acusações da
queixa-crime, em 13 de junho de 2005, eu entendi por que Michael decidiu deixar
o país de origem dele.
Evidência forte? Que evidência? Nunca houve
nenhuma evidência documental ou fpisica, apenas testemunhas e elas desmoronaram
durante o interrogatório da defesa.
No entanto, a morte de Michael me fez querer aprofundar na evidência de todas
as acusações contra ele, a fim de determinar o que realmente aconteceu em 1993
e, depois, novamente, 10 anos mais tarde. Com alguma apreensão, eu mergulhei em
uma pesquisa. Quando comecei a pesquisa, mesma a mais básica, fiquei chocada
com o quão poucas provas havia contra Michael, tanto nas alegações de Jordie
Chandler quanto no processo judicial de Gavin Arvizo. Eu também estava confusa
que tão poucos jornalistas credíveis vieram em auxílio de Michael Jackson,
relatando outra coisa senão acusações picantes.
Christy: Meu marido entrou no meu escritório na tarde de 25 de junho de 2009, e
disse: “É um dia ruim para ser uma celebridade”. Com meu olhar perplexo, ele
disse, "Farrah Fawcett morreu. E assim Michael Jackson". Eu fiquei
atordoado. Eu ignorei a notícia sobre Farrah Fawcett, embora eu certamente
sentisse poelo que ela sofreu, a doença dela não era segredo, e, de muitas
maneiras, eu estava grata que o sofrimento dela tivesse acabado. Mas Michael
Jackson... Isso me chamou a atenção. Como milhões de outros, eu imediatamente
fiquei colado à TV e à Internet, tentando discernir a realidade da ficção.
Depois de Thriller, eu tinha perdido o controle de Michael Jackson ao longo dos
anos, não prestando muita atenção à música ou a vida dele, embora fosse difícil
de perder as histórias sensacionalistas que os tabloides frequentemente publicavam
nas capas deles a cada vez que ele se atrevia a se aventurar. Ma enquanto eu
ouvia os relatórios, como Lisa, fiquei impressionada como muitas pessoas eram
julgadoras e cruéis. Perguntei ao meu marido se ele achava que Michael Jackson
era um pedófilo, ele não acredita nisso. Eu também não, mas eu não sei por que eu não acredito. Nenhum de nós
tinha seguido o julgamento criminal de 2005 em qualquer profundidade, então eu
pensei que talvez fosse por isso que não estavamos inclinados a acreditar no
pior. Minha natureza curiosa tem o melhor de mim, e eu vesti meu chapeu de
“investigador” e fui trabalhar. Com tanta informação disponível na ponta dos
dedos, era muito simples de cavar mais fundo.
Comecei com esse bastião da celebridade, Vanity
Fair. Quando comecei minha pesquisa, eu tinha um grande respeito por
Maureen Orth, uma premiada jornalista de Revista Nacional e viúva de Tim
Russert, o apresentador famoso Meet the Press da NBC. Eu sabia que a Sra. Orth
cobria celebridades para VF, e depois de apenas algumas teclas, eu tinha cópias
de todos os artigos dela sobre Michael Jackson. Quando comecei a ler, um
sentimento de horror tomou conta de mim. Sentença após sentença gritava,
"preconceiro." Fiquei chocada com o preconceito na reportagem, a
evidente falta de preocupação em esconder esse preconceito, e a escrita e
edição pobre.
Uma
Nota Sobre Nossas Fontes
Para aqueles que tomam o tempo para arar na enorme quantidade de material
que existe sobre as acusações contra Michael Jackson, a primeira coisa que você
nota é a falta de provas. Simplesmente não existe, o que vamos apontar em
grande detalhe nas páginas seguintes. O que você vai notar também é que quase
não há jornalistas credíveis que vieram ao auxílio dele durante esse tempo.
Ao longo deste artigo, nós citamos vários livros e publicações escritas sobre
Michael Jackson, incluindo o livro que Diane Dimond escreveu. Enquanto a
maioria das pessoas concorda que Diane Dimond é um jornalista de tabloide,
atendendo a todas as descrições pejorativas inerentes a esse título, nós
incluímos o livro dela sobre Jackson como referência. O motivo? Ela afirma ser
a "especialista" sobre as acusações contra Michael, dizendo que ela
passou anos pesquisando o tema. É interessante notar que temos utilizado a
extensa pesquisa dela e o livro dela para refutar as alegações que ela
determinou provar. A ironia não nos escapa.
Lisa é uma advogada, e ela colocou a experiência jurídica para trabalhar aqui,
estudando através de transcrições do tribunal e os arquivos recentemente
liberados do FBI sobre Michael Jackson. Ela foi capaz de abater evidência
relevante e frequentemente não declarada, e está incluída aqui. Dezenas de
livros e artigos sobre as acusações também serviram como material de origem, e
é nossa esperança que este artigo dará aos leitores uma visão bem-arredondada
das muitas acusações falsas feitas contra Michael, bem como a completa falta de
evidências por trás dessas acusações.
Na superfície, pode parecer razoável que nenhum jornalista credível relatou
nada de positivo sobre este caso; molestar uma criança é um crime hediondo,
cuja vítima é mais frequentemente do que não silenciadas pelo adulto abusador.
Por outro lado, uma acusação como essa é quase impossível de superar, e, em
Hollywood – onde a imagem é a única
coisa –isso é veneno. Ninguém quer ser associado, nem ligeiramente, a algo tão
escandaloso. Não surpreendentemente, os ricos e famosos, jogando ao tipo, virou
as costas para Michael Jackson. Ou, se o apoiaram, o fizeram silenciosamente,
não na frente de uma câmera ou de um jornalista. Mesmo o autoproclamado
biógrafo dele, J. Randy Taraborrelli, que participou do julgamento e deve ter
ouvido a evidência – ou a falta dela – afirmou que o "testemunho tinha
sido condenatório". Na realidade, nada poderia estar mais longe da
verdade. E o júri acabou percebendo.
É nossa esperança que a aprendizagem da verdade irá limpar o nome de quem foi
devastadoramente injustiçado por não fazer nada mais do que compartilhar o
talento dele com o mundo. Ele queria trazer amor para as pessoas onde quer que
fosse, e, em vez de reconhecer esse presente pelo que era, o mundo em que ele viveu
o transformou em algo sujo e baixo. Michael Jackson deve ser justifiçado, e é
trágico que isso não aconteceu enquanto ele estava vivo para saber disso. Mas
os filhos dele ainda estão vivos, e o legado do pai deles precisa avançar não
viciado por falsas acusações que culminara com a morte dele.
Então, vamos começar pelo começo...
Jordan Chandler (Jordie Chandler)
Michael conheceu Jordie no verão de 1992, quando o carro dele quebrou perto de
uma locadora, Rent-A-Wreck, no oeste de Los Angeles, que era, na época, de
propriedade do padrasto de Jordie, David Schwartz. June Chandler, mãe de
Jordie, testemunhou no julgamento de 2005 que Jordie tinha sido um fã de
Michael Jackson, e que Jordie gostava de se vestir como Michael, vestindo uma
"jaqueta brilhante" e uma única luva, e dançar como Michael em
festas. Então, quando Michael chegou a Rent-A-Wreck, David Schwartz não teve
apenas prazer em ajudá-lo, mas ele também pediu a Michael que esperasse a
esposa dele trouxesse Jordie para encontrá-lo. Michael concordou, e ele e
Jordie e June se encontraram pela primeira vez. June deu a Michael o número de
telefone residencial dela e sugeriu que Michael ligasse para Jordie. A primeira
ligação de Michael para a casa de Chandler foi um ou dois meses após a primeira
reunião. Na hora da chamada, Michael estava em uma turnê pela Europa,
promovendo o álbum Dangerous; essa
parte da turnê entrou em recesso em 31 de dezembro de 1992.
Em fevereiro de 1993, June, Jordie, e a meia-irmã dele, Lily, fizeram a primeira
visita a Neverland, com June levando a família de carro partir de Los Angeles.
Os três se hospedaram em um dos chalés para duas noites e desfrutarm os
brinquedos e diversões em Neverland. A segunda viagem a Neverland foi feita uma
ou duas semanas após a primeira. Jordie, Lily, e June, mais tarde, se tornaram regulares
no Rnacho Neverland de Michael, isso foi particularmente verdadeiro quando June
e David se separaram.
Além das viagens a Neverland, Michael ficou na casa da Sra. Chandler cerca de
30 noites, a partir de meados de abril de 1993 até o final de maio de 1993. A
família também ficava no apartamento "esconderijo" de Michael Century
City. Ela estava sempre presente com o filho dela quando Michael permanecia na casa
dela ou quando eles estavam no apartamento em Century City. Os Chandlers também
viajaram com Michael; June testemunhou uma viagem de duas ou três dias para o
Mirage, em Las Vegas, em março de 1993, e ela e os filhos também viajaram para
a Disney World, em Orlando e Nova York, com Michael, em abril de 1993.
Foi durante a viagem para Las Vegas que Michael e Jordie dormiram na mesma cama
pela primeira vez
De acordo com June Chandler:
R. Foi-me dito que Jordan e Michael
assistiram ao filme Exorcista.
P. Tudo bem. Você algumas vez se opôs que Jordie dormisse no quarto de Michael
na viagem?
R. Sim.
P: E o que você disse?
R. "Jordie, quando você chegar em casa, vá para a sua cama. Vá para a sua
própria cama. Venha para a nossa cama, não para a cama de Michael." Ele
disse: “Mãe, eu quero ficar lá." E eu fiquei muito chateada com isso.
P. Agora, isso foi antes de as cerca de 30 noites que ele esteve em sua casa...
R. Sim.
P... em Santa Monica, certo?
R. correto.
P. E você o deixou ficar em sua casa, em Santa Monica, certo?
R. Depois.
Evan
Chandler
O pai de Jordie (o ex-marido de June) Evan Chandler, era um dentista em prática
e um aspirante a roteirista. Evan tinha se casado novamente, com uma mulher
chamada Monique, e o casal tinha um filho chamado Nikki. Em abril de 1993, Evan
deu algumas checadas no novo amigo de Jordie, Michael. Segundo a anotação de 16
de abril de 1993 no diário de Evan, Evan pediu a paciente dele, Carrie Fisher,
para entrar em contato com o Dr. Arnold Klein para solicitar informações sobre
Michael. De acordo com a entrada do diário, o Dr. Klein disse que Michael era
perfeitamente reto e que Evan não tinha nada com o que se preocupar. Em maio de
1993, Evan começou a amizade com Michael. Ele, evidentemente, gostava de ser
amigo de Michael e se o centro das atenções.
A reivindicação de Evan Chandler à fama era de que ele coescreveu o filme Robin
Hood: Men in Tights com Mel Brooks em 1992. O conceito original e algumas das
entradsa imaginativas no roteiro pode ser creditado a Jordie Chandler, que
tinha 11 anos na época. As contribuições de Jordie foram confirmadas pela mãe
dele, que sugeriu que teria sido bom se Evan tivesse dado ao filho 5.000 dólares
pelo trabalho que ele contribuiu para o script.
De acordo com o diário de Evan Chandler, datado de "7 ou 8 de maio” de
1993:
“Eu fui até a casa para ver Jordie, mas eles estavam com tanta pressa que não
tiveram tempo para conversar. June me mostrou os bilhetes de primeira classe de
7.000 dólares que Michael tinha enviado [para a viagem a Mônaco]. Eu estava
feliz por ela, um homem estava finalmente tratando-a bem. Jordie estava ótimo e
agia como o mesmo de sempre. Eu não tinha suspeitas. Enquanto se afastavam, eu
me lembro de pensar como seria bom se June se divorciasse de Dave e se casasse
com Michael. Ela iria finalmente ter uma grande vida com alguém que a tratou
com respeito.”
Em 9 de maio de 1993, Michael e a comitiva dele foram para o Winston Churchill
Suite do Hotel de Paris, em Mônaco. O grupo era composto por oito pessoas:
Michael; os Chandlers (June, Jordie, e Lily); o publicistário de Michael, Bob
Jones, e quatro guarda-costas. Em 10 de maio de 1993, Michael teve o jantar com
o príncipe Albert. Em 12 de maio de 1993, ele participou do World Music Awards com os Chandlers. Em
13 de maio de 1993, o grupo viajou para a Disneylândia Paris. Eles voltaram
para a Califórnia em 16 de maio de 1993.
Em 18 de maio de 1993, Michael recebeu dois prêmios por "Black or
White" e "Remember the Time" no 41º BMI Annual Pop Awards Dinner no Beverly Hotel
Regency Wiltshire, em Los Angeles. Na época, "Black or White" e
"Remember the Time" eram as duas músicas mais executadas do ano. Em
19 de maio de 1993, Michael recebeu a primeira
Lifetime Achievement Award do Guinness Book of Records no Guinness Museum of World Records em Los
Angeles.
Em meio a agenda lotada dele, em 22 de maio de 1993, para a surpresa dos
convidados, Michael compareceu à festa de aniversário de Nikki Chandler na casa
de Chandler. Na época, disse Evan: “Quem não gostaria que o filho dele fosse
amigo de Michael Jackson?" Michael passou as próximas duas noites na casa
de Chandler, dormindo em um saco de dormir em um quarto com Nikki e Jordie.
Michael ficou na casa de Evan entre quatro e sete dias consecutivos.
No entanto, é importante mencionar que foi antes
dessa visita de 22 de maio que Evan supostamente primeiro questionou Michael
sobre a natureza do relacionamento dele com Jordie. No início de maio de 1993,
Evan afirmou que ele perguntou a Michael se ele estava fazendo sexo com Jordie,
o que é uma maneira interessante de formular tal questão, dada a disparidade
óbvia entre a idade de Jordie e Michael. Apesar das alegadas suspeitas, Evan
não só permitiu, mas ele também encorajou, Michael a passar noites na casa dele
e no mesmo quarto com os dois filhos dele, Jordie e Nikki.
Alguém tem que saber por que Evan teria incentivado a amizade com Michael se ele
realmente tinha se preocupado com o relacionamento. Na verdade, Evan fez mais
do que incentivar, ele sugeriu que Michael construísse uma extensão da casa dele
para que Michael pudesse passar ainda mais tempo com Jordie sob a égide da casa
Chandler. Restrições de zoneamento, aparentemente, impediu essa ampliação,
então, Evan sugeriu que Michael comprasse uma casa maior para os Chandlers para
que ele pudesse ficar lá regularmente. Embora as datas exatas da discussão sobre
habitação não sejam conhecidas, presume-se que ocorreu após Michael ter ficado
na casa de Evan Chandler pela primiera vez. June confirmou que essas
declarações eram verdadeiras.
Em junho de 1993, Evan já tinha ido ao advogado Barry Rothman e começado a
chocar um complô para extorquir dinheiro de Michael baseado em uma alegação de
abuso sexual de Jordie. O que ficou para ser visto era se June Chandler seria
cúmplice no plano de Evan.
No final de Junho de 1993, Jordie ia se formar na sétima série. Originalmente
ele planejava ir a um baile de fim de ano com os colegas. No entanto, ele
abruptamente anunciou que em vez de irem ao baile, ele tinha escolhido fazer
planos para passar a noite com Michael. Na graduação, em junho de 1993,
começando a preparar o terreno para o plano dele, Evan expressou as
preocupações sobre o relacionamento de Jordie com Michael. Segundo o advogado de
June Chandler, Michael Freeman “ela achava que a coisa toda era bobagem".
Na verdade, ela disse a Evan que ela e as crianças tinham sido convidadas a
acompanhar Michael na turnê dele, Dangerous,
e sairiam em 15 de agosto de 1993. (Com base na reação anterior de Evan pela
viagem anterior, que família teve com Michael para Mônaco, onde ele expressou a
felicidade pela boa sorte deles, de acordo com o diário dele, June não tinha
nenhuma razão para temer que Evan teria problemas com os planos dela.) Mas
quando June deixou Evan ciente da data de 15 de agosto, ela inadvertidamente
deu-lhe um prazo para que ele promulgasse a trama dele. Acompanhar Michael
significaria tirar as crianças da escola e tê-las ensinadas por professores
particulares, o que deu a Evan a premissa de dizer que Michael estava tendo um
efeito negativo sobre a família dele. Evan foi posteriormente gravado dizendo:
"[Jackson] separou a família. [Jordan] foi seduzido pelo poder e dinheiro
desse cara".
Esse comentário foi feito durante uma conversa telefônica privada com David
Schwartz, padrasto de Jordie, em 8 de julho de 1993. Quando lida na totalidade,
a conversa é reveladora de certo número de razões. Tem-se a impressão de que
Evan Chandler sentia-se desprezado e ignorado, e provavelmente intimidado pela
relação que Michael tinha com a ex-mulher e filho dele. Durante a conversa,
Evan parece pasar de se sentir frustrado por ignorado (evidentemente os
telefonemas dele a June e Michael não tinham sido retonados); ao sentimento de
"colocar para fora" o que "eles" o tem feito passar tanto
(ele não disse o que exatamente ele passou), para vingativo, dizendo que após a
reunião que tinha marcado para o dia seguinte entre Michael, Jordie, June,
Dave, e ele próprio, se não respondessem do jeito que ele queria que eles
respondessem, ele aprovaria um plano para destruir todos os envolvidos, exceto
a si mesmo. Na época, David Schwartz estava tentando determinar a razão para a
reunião que Evan estava exigindo que todos eles comparecessem em 9 de julho de
1993. A fita foi lançada ao público em 2 de setembro de 1993.
Alguns dos destaques da conversa incluem Evan dizendo:
“Eu tinha uma boa comunicação com Michael... Nós éramos amigos. Eu gostava dele
e eu o respeitava e tudo o mais pelo o que ele é. Não havia nenhuma razão para
que ele tivesse que parar de me ligar. Sentei-me na sala um dia e falei com
Michael e disse a ele exatamente o que eu quero de todo este relacionamento. O
que eu quero.”
Durante o depoimento dela no julgamento de 2005, June Chandler admitiu que ela houvesse
dito à promotoria, em 1993, que Evan disse que o relacionamento com Michael era
um excelente meio de Jordie não ter que se preocupar pelo o resto da vida dele.
Mas em 2005, ela se recusou a explicar o que Evan quis dizer, alegando que ela
só podia oferecer especulações sobre os comentários dele.
Na mesma conversa gravada, quando perguntado como o confronto afetaria o filho
dele, Chandler respondeu:
“Isso é irrelevante para mim... Vai ser um massacre se eu não conseguir o que
quero. Isso será maior do que todos nós juntos... Este homem [Jackson] vai ser inacreditavelmente
humilhado... Ele não vai vender mais um disco.
Se eu continuar com isso, eu ganharei um grande momento. Não há maneira de eu
perder. Vou começar tudo que eu quero e eles serão destruídos para sempre. June
vai perder Jordy. Ela nãoterá o direito de vê-lo novamente.”
Depois de ouvir a gravação, Michael disse: "Eu sabia, então, que era
extorsão. Ele disse isso mesmo na fita". Michael passou a questão para o
advogado dele, Bert Fields, e o investigador de Fileds, Anthony Pellicano.
Pellicano foi referido como o "olho privado para as estrelas" Além de
Michael Jackson, a lista de clientes dele, incluindo nomes como Chris Rock, Tom
Cruise, e Yoko Ono. Ele gostava de ser conhecido como um cara duro, e ele
desempenhou o papel dele ao máximo. De acordo com Bert Fields, "Ele vinha
com coisas que outras pessoas não. Ele fez isso várias e várias vezes. Ele era
apenas o melhor". Em 2008, os policiais descobriram centenas de horas de
conversas ilegalmente grampeadas que Pellicano gravava a partir de um quarto,
pequeno e seguro, que ele chamava de "Bat-caverna". Em dezembro de
2008, depois de ser considerado culpado em 78 acusações que incluíram escutas
telefônicas e extorsão, Pellicano foi condenado a 15 anos de prisão. Mas em
1993, quando ele estava trabalhando no caso de Michael Jackson, Pellicano era
simplesmente visto como o melhor detetive particular em Hollywood para ter ao
seu lado. Ele era o mais experiente, e ele tinha uma reputação de chegar à
verdade.
Em 9 de julho de 1993, em vez de reunião com Evan Chandler, Dave Schwartz e
June Chandler ticaram a fita gravada para Pellicano. Pellicano posteriormente
entrevistou Jordie Chandler, em 10 de julho de 1993, fazendo perguntas
específicas sobre se Michael Jackson o tinha molestado. Pellicano afirmou que
Jordie repetidamente negou que os atos de abuso sexual tivessem ocorrido, na
verdade, Jordie negou que ele já tivesse visto Michael nu. O investigador ficou
satisfeito com a entrevista. Com base na reputação dele, se Pellicano tivesse
motivos para acreditar que algo incomum tinha ocorrido entre Jordie e Michael,
ele teria tomado medidas para esconder isso. O apelido dele em Hollywood é o
"comedor de pecados". Ele não fez tal coisa, em vez disso, tornou-se
aliado de Michael no confronto com o chantagista.
Parte superior do
formulário
Barry Rothman
Para dar ao leitor uma ideia das personalidades envolvidas em trazer essas
acusações contra Michael Jackson, precisamos incluir um pouco de fundo sobre
Barry Rothman, o advogado que Evan Chandler contratou. Há muito material
disponível sobre ese homem e a reputação dele, mas Mary A. Fischer fez um
trabalho excepcional em pintar um retrato vívido de Rothman no artigo dela para
a GQ, em 1994, "Was Michael Jackson Framed?" Fischer reuniu grande
parte da informação de Geraldine Hughes, secretária jurídica de Barry Rothman
durante o tempo das alegações de Chandler. Aqui está apenas uma parte do que
Fischer relatou:
“Ex-funcionários dizem que, por vezes, tiveram que implorar pelos pagamentos
dele. E, às vezes, os cheques que eles lhes davam seriam devolvidos. Ele não
conseguia manter secretárias legais. ‘Eleas rebaixavam e humilhavam’, diz um.
Os trabalhadores temporários se saíram pior. ‘Ele iria trabalhar com eles por
duas semanas’, acrescenta a secretária jurídica, ‘em seguida, os demitiriam aos
gritos, dizendo que eles eram estúpidos. Então ele diria à agência que ele
estava insatisfeito com o serviço e não pagaria’.”
a Senhora Fischer também informou o probelmas do Sr. Rothman com o comitê de
ética. Ela escreveu:
O comitê discliplinar do estado [Califórnia] de 1992 sugeriu que Rothman tinha
uma questão de conflito de interesse. Um ano antes, uma cliente, Muriel
Metcalf, a quem ele tinha representando em processo de pensão alimentícia e
custódia, tinha chutado Rothman para fora de um caso; Metcalf depois o acusou
de superfaturar a conta. Quatro meses depois que Metcalf o demitiu, Rothman,
sem notificá-la, começou a representar a companhia do ex-marido dela, Bob
Brutzman.
O caso é revelandor por outro motivo: ele mostra que Rothman teve alguma
experiência em lidar com alegaçõeas de abuso de menores, antes do escândalo
Jackson. Metcalf, enquanto Rothman ainda a estava representando, tinha acusado
Brutzman de molestar o filho deles (o que Brutzman negou). O conhecimento de
Rothman das acusações de Metcalf não o impediu de ir trabalhar para a mpresa de
Brutzman – um movimento pelo que foi disciplinado.
Evan Chandler foi gravado dizendo sobre o advogado dele:
“Há outras pessoas envolvidas que estão esperando meu telefonema que estão em
determinadas posições. Eu paguei a elas para fazer isso. Tudo está indo de
acordo com um plano que não é só meu. Uma vez que eu fizer esse telefonema,
esse cara vai destruir todos à vista em qualquer forma desonesto, desagradável,
cruel que ele possa fazer isso. E eu dei-lhe plena autoridade para fazer isso.”
“Eu escolhi o mais sórdido filho da puta que eu poderia encontrar, tudo que ele
quer fazer é tornar isso público o mais rápido que puder, tão grande quanto ele
puder e humilhar tantas pessoas quanto ele puder. Ele é desagradável, é baixo,
ele é esperto e ele está com fome de publicidade.”
Antes de 15 de julho de 1993, Barry Rothman contatou o psiquiatra Mathis
Abrams, MD, e descreveu – com as próprias palavras e hipoteticamente – a
relação entre Michael e Jordie. Note-se que o Dr. Abrams não examinou Jordie ou
Michael e não falou com Evan Chandler na prestação de uma opinião. Dr. Abrams,
no entanto, afirmou que se o hipotético fosse real, ele seria obrigado a
comunicar o fato. Mas com base exclusivamente na descrição do advogado ao Dr.
Abrams, o psiquiatra apresentou uma carta indicando que uma "suspeita
razoável de que o abuso sexual pode ter ocorrido".
Evan Implementa O Plano Dele
Pouco depois de saber dos planos de June de se juntar a Michael na turnê e
depois de ter tido a conversa telefônica reveladora com David Schwartz –citada
anteriormente – Evan perguntou a June se ele poderia ficar com Jordie por
alguns dias. Apesar de June de a custódia de Jordie ter sido concedida a June ano
antes, o casal havia tido uma agenda de visitação amigável até este ponto. Evan
tomou posse de Jordie em 11 de julho de 1993, e Rothman fez uma promessa
profissional para retornar Jordie uma semana depois. Essa promessa pode ajudar
a explicar por que June teria permitido o filho de juntasse a Evan, dado o
comportamento cada vez mais ameaçador de Evan antes da solicitação. Não é de
surpreender, dado tanto a reputação do Sr. Rothman e a intenção maliciosa óbvia
que Evan tinha expressado no telefonema, que Evan tenha se recusado a devolver
Jordie depois de uma semana, conforme acordado.
Enquanto não está claro exatamente quando Evan Chandler fez a demanda inicial
por 20 milhões de dólares de Michael Jackson, está implícito na conversa telefônica
dele com David Schwartz que Evan estava pensando em fazer a demanda, já em 09
de julho de 1993. Especificamente, durante a conversa, Chandler disse:
“Deixe-me colocar desta maneira: Eu tenho uma rotina conjunta de palavras que
eu usarei, que foram ensaiadas e eu vou dizê-las. Ok? Porque eu não quero dizer
nada que possa ser usado contra mim. Então, eu sei exatamente o que eu posso
dizer. É por isso que eu estou trazendo o gravador. Eu tenho algumas coisas no
papel para mostrar a algumas pessoas – e é isso. Minha parte inteira vai levar
dois ou três minutos, e eu vou dar a volta [irregularidade na fita], e é isso.
Não vai ser nada dito, além do que eu tenho dito a dizer...
e eu vou dar a volta e sair, e eles vão ter que
tomar uma decisão. E baseado em nessa
decisão, eu vou decidir se vamos ou não vamos falar de novo ou se isso
irá mais longe. Eu tenho que fazer um telefonema. Assim que eu sair de casa, eu
fico no telefone. Eu faço uma chamada de telefone. Digo ‘Vai’ ou eu digo, ‘Não
vá ainda’, e isso é... do jeito que vai ser. Eu tenho sido orientado cobre o
que fazer, e eu tenho que fazê-lo. Eu não sou... Acontece que eu sei o que vai acontecer,
viu? Eles não tem que dizer nada para mim. [Irregularidade na fita] “...vocês
se recusaram a me ouvir. Agora vocês terão que me ouvir. Essa é a minha
posição. Pense sobre isso. Pense sobre isso”. Eu não estou dizendo nada de ruim
sobre ninguém, ok? Eu tenho tudo isso no papel. Eu vou entregar o papel para
que eu não inadvertidamente [irregularidade na fita], entregando o papel, ‘Michael,
aqui está o seu papel. June, aqui é o seu papel’”.
Rothman tinha advertido previamente Evan sobre as alegações: "Se você abrir
a boca e você estragar tudo, não volte para mim".
Na tentativa de explicar as ações dele, Evan declarou:
“Tudo o que posso pensar é, eu só tenho um objetivo, e o objetivo é fazer com
que a atenção deles...
de modo que [irregularidade
na fita] preocupações são, e enquanto eles não querem falar comigo, eu não
posso dizer a eles o que minhas preocupações são, então eu tenho que ir passo a
passo, cada vez, na escalada do mecanismo de conseguir a atenção, e isso é tudo
a que eu o relaciono, como um mecanismo de chamar a atenção, Infelizmente,
depois disso, estrá totalmente fora de [irregularidade na fita]. Isso vai
assumir o impulso muito próprio, que vai estar fora de todo o nosso controle.
Vai ser monumentalmente grande, e eu não vou ter alguma maneira de pará-lo.
Ninguém mais poderá naquele ponto... Para ir
além do amanhã, isso significaria que eu fiz todo o possível em meu poder
individual para dizer-lhes para se sentar e falar comigo, e se eles ainda
[irregularidade na fita], eu tenho que escalar o mecanismo de cponseguir a
atenção. Ele é o próximo. Eu não posso ir a alguém [irregularidade na fita]
legal. Isso não funciona com eles. Eu já descobri isso. Obter alguma gentileza
e vá se foder.”
Em uma aparente tentativa de apresentar uma abordagem justa e equilibrada para
a prova, Diane Dimond foi obrigada a admitir que, antes de quaisquer alegações
se tornaremm públicas, o diário de Evan registrou uma demanda de US $
20.000.000.
Geraldine Hughes especula que as discussões entre Rothman / Chandler e Pellicano
/ Jackson no momento focaram sobre a quantidade de tempo que Michael estava
gastando com Jordie. É possível que Michael possa ter se sentido culpado pelo tempo
que passou com Jordie estivesse causando uma rachadura na família.
Financiamento de um filme, presumivelmente, permitiria que Jordie e Evan
passassem o tempo juntos, como eles tinham feito em Robin Hood: Men in Tights.
Pelas próprias palavras dele, Evan insinuou o mesmo. Na conversa gravada,
mencionado anteriormente, Evan foi gravado dizendo:
SR. CHANDLER: “Deixe-me colocar desta
forma, Dave. Ninguém neste mundo foi autorizado a vir para esta família e so
colcar entre June, eu e Jordy. Essa foi a [irregularidade na fita] difícil ser
o oposto. Isso é mal. Essa é uma razão pela qual ele é mal.
Eu falei com ele sobre isso, Dave. Eu até disse
a ele que [irregularidade n fita] a família.
SR. SCHWARTZ: Quando você falou com ele?
SR. CHANDLER: Sobre isso?
SR. SCHWARTZ: Sim.
SR. CHANDLER: Meses atrás. Quando eu o conheci.
Eu disse isso a
ele.
SR. SCHWARTZ: Sim.
SR. CHANDLER: Essa é a lei. Essa é a primeira coisa que ele sabia. Ninguém está
autorizado a fazer isso. Agora não há nenhuma família mais.
Dave Schwartz continuou a pressionar Evan sobre as opiniões dele e seguinte
discussão teve lugar:
SR. SCHWARTZ: Então por que você acha que ele não é bom?
SR. CHANDLER: Por quê? Porque ele separou a família, é por isso.
Para chegar ao cerne da questão, David Schwartz perguntou: “Eu quero dizer,
você acha que ele está fodendo
ele?" Evan respondeu: "Eu não sei. Eu não tenho ideia".
Como foi referido anteriormente, Evan Chandler tinha sido capaz de obter um
relatório de Mathis Abrams em 15 de julho de 1993 em uma discussão única entre
o Dr. Abrams e Barry Rothman. No entanto, Jordie não tinha confirmado se havia
algo incomum sobre a amizade dele com Michael. Isso tudo mudou em 2 de agosto
de 1993.
Quase um ano depois dos Chandlers terem feito as alegações dele, em 3 de maio
de 1994, um repórter investigativo da KCBS-TV, em Los Angeles, informou que
Chandler havia usado a droga amital sódico no filho dele para extrair um dente de
Jordie em 2 de agosto de 1993. O repórter afirmou que, enquanto sob a
influência da droga, o menino expressou as acusações de abuso sexual pela
primeira vez. Mark Torbiner foi o anestesista dentário que ajudou Evan Chandler
com o procedimento. Torbiner apresentou Chandler a Rothman em 1991, quando
Rothman necessitou de trabalho dental. Quando perguntado se ele tinha usado a
droga em Jordie, ele respondeu: “se eu usei, foi para fins odontológicos”. Evan
Chandler, desde então, confirmou que ele usou a droga, mas alegou que foi usada
exclusivamente para finalidades odontológicas.
Mais uma vez, o artigo de Mary A. Fischer, para GQ, fornece algumas informações
valiosas sobre a droga:
"É uma medicação psiquiátrica que não pode ser invocada para produzir fatos”,
diz o Dr. Resnick, um psiquiatra de Cleveland. "As pessoas ficam muito
sugestionáveis sob ele. As pessoas vão dizer coisas sob Amital de sódio que
são descaradamente falsas". Amital de sódio é um barbitúrico, uma droga
invasiva que coloca as pessoas em um estado hipnótico quando ela é administrada
por via intravenosa.
Administrada principalmente para o tratamento de amnésia, ela primeiro entrou
em uso durante a Segunda Guerra Mundial, em soldados traumatizados – alguns em
estado-catatônico – pelos horrores da guerra. Estudos científicos realizados em
1952 desmascararam a droga como um soro da verdade e, de fato, demonstrou os
riscos: memórias falsas podem ser facilmente implantadss em pessoas sob a
influência dela. "É bastante possível implantar uma ideia com a
apresentação de uma mera questão", diz Resnick. Mas os efeitos são,
aparentemente, ainda mais insidiosos: “A ideia pode se tornar a sua memória, e
estudos mostraram que mesmo quando você lhes disser a verdade, eles irão jurar
sobre uma pilha de Bíblias que aconteceu", diz Resnick.
Em um exemplo de uso de amtal sódico que deu errado, em 1990, aos 19 anos de
idade, Holly Ramona buscou terapia para depressão e bulimia. No curso de
tratamento psiquiátrico com amital de sódio, ela recuperou memórias de ter sido
abusada sexualmente pelo pai, um alto executivo da Robert Mondavi Winery, a
partir dos 5 anos de idade até os 16. O psiquiatra dela, Dr. Richard Rose,
escreveu nas anotações dele que o amital sódico ajudou Holly a “se lembrar de
detalhes específicos di abuso sexual”.
Entre os “detalhes lembrados”
estar ter sido forçada pelo paia a fazer sexo oral no cachorro da família.
Acusação que acabou beneficaindo a defesa pelo absurdo flagrante. Mas acusações
do tipo são comuns em pacientes submetidos ao amital. Muitos se afirmam ter
participado de rituias satânicos e até mesmo cometer assassinatos.
Gary Ramona foi acusado de estupro e abuso sexual repetido contra a filha, incluindo
sexo anal e forçado a cópula com o cão da família. Em 1991, ele apresentou o
próprio processo contra os terapeutas da filha pelo plantio de falsas memórias
na mente dela. No julgamento que se seguiu, Martin Orne, psiquiatra da Universidade
de Pensilvânia, que foi pioneiro na pesquisa da hipnose e amital sódico,
escreveu, em um resumo do tribunal, que:
“... a droga "não é útil em determinar
a verdade"... O paciente torna-se sensível e receptivo a sugestões, devido
ao contexto e com as observações dos entrevistadores." Dr. Lenore Terr, uma
defensora proeminente de memórias recuperadas e uma testemunha-chefe para a
defesa, admitiu, sob interrogatório, que, pelo menos, o flahsback de Holly de
ter sido forçada a fazer sexo oral com o cão da família era duvidoso”.
A ação civil Sr. Ramona foi bem sucedida. Acusações criminais foram retiradas.
Holly Ramona alegou que o pai
praticou sexo com ela com pentrações vaginais, além de anais, porém, exames
clínicos revelaram que Holly ainda era virgem, com ímen apenas parcialmente
rompido. Isso reforçou a descrença nas acusações, uma vez que, sendo penetrada,
entre os cinco e os dezesseis anos, seria muito difícil que Hollly ainda
permacesse com ímen.
Durante uma entrevista posterior com o psiquiatra Richard Gardner, Jordie
Chandler lembrou a primeira vez que ele disse ao dele sobre o suposto abuso
sexual. A história dele corrobora o uso de amital de sódio pelo pai. "[Meu
pai] teve que extrair meu dente uma vez, tipo, enquanto eu estava lá. E eu não
gosto de sentir dor, então eu disse: ‘Você poderia me colocar para dormir? ’ E
ele disse que sim. Então, o amigo dele me colocou para dormir, ele é um
anestesista. E, hum, quando eu acordei, meu dente estava fora, e eu estava bem,
um pouco fora de mim, mas consciente. E meu pai disse que o amigo dele tinha
ido embora, era só ele e eu, e meu pai disse, 'Eu só quero que você me diga,
aconteceu alguma coisa entre você e Michael ?’ E eu disse: ‘ Sim’, e ele me deu
um grande abraço e foi isso.”
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