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BBC NEWS | Entretenimento | Bashir censurado sobre a entrevista prodígio

 

 

 

Traduzido por Daniela Ferreira para o blog The Untold Side of the Story

 


 
 
 
 
 
 
 
Bashir fez o nome de si mesmo
 ao conseguir grandes entrevistas.
 


O jornalista de TV, Martin Bashir, que fez o controverso documentário
Living With Michael Jackson, foi repreendido por uma entrevista conduzida por ele com o pai de uma criança gênio.

Farooq Yusof queixou-se à Comissão de Normas de Radiodifusão (BSC) sobre um programa, liderado por Bashir, sobre a filha dele, Sufiah, e o relacionamento dela com a família.

Sufiah chegou às manchetes quando, aos 15 anos de idade, ela fugiu da Universidade de Oxford, onde estava estudando para um mestrado em matemática.

Ela foi encontrada segura e bem depois de duas semanas, e Bashir foi o primeiro jornalista a ganhar uma entrevista com a família, apesar de eles não terem sido reunidos naquele ponto.

O site The Media Guardian relata que o Sr. Yusof disse em uma audiência com BSC que Bashir havia prometido lhe dar informações sobre o paradeiro da filha dele em troca de uma entrevista.

A BSC confirmou uma queixa sobre a forma como a entrevista com o Sr. Yusof foi obtida.

A BSC decidiu que Bashir e o Tonight com o time de Trevor McDonald enganaaram Sr. Yusof sobre a natureza do programa para que ele concordasse em ser entrevistado.

Caricatura

Mas o BSC negou as duas outras denúncias de que havia sido negada uma oportunidade prometida para ver o programa antes da transmissão e que ele foi tendencioso em favor da filha.

O documentário de Bashir sobre a vida de Michael Jackson, em que ele recebeu a permissão para seguir a estrela ao longo de um período de oito meses, também está sujeito a uma reclamação.

O cantor dos EUA queixou-se ao BSC dizendo que ele foi mal interpretado no documentário após comentários de Bashir, que disse que seu rancho Neverland era um "lugar perigoso" para as crianças.

Ele apresentou o próprio material para a comissão em uma tentativa de provar o ponto dele.

Jackson disse que o programa da Granada foi uma "farsa da verdade", mas a empresa de TV está de pé por Bashir.

Essa reclamação está atualmente "em espera" enquanto aguarda o resultado de uma ação legal iniciada pelo cantor contra Bashir e a Granada Television.
 

 



 
 
 
A filha de farooq Tusof ficou
desaparecida por duas semanas.

 


 

Nota da tradutora: Yusof veio a ser condenado por abuso sexual contra alunos dele. Esta autora não apoia qualquer tipo de crime, muito menos contra uma criança. A intenção aqui é mostrar a prática desonesta empregada por Martin Bashir para conseguir uma entrevista. O fato de o senhor Yusof ter sido condenado nada tem a ver com Michael Jackson.

 
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Eu fui chantageado por Bashir !


Eu fui chantageado por Bashir, diz pai da criança prodígio

 

 

Por Louisa Pritchard, em 23 de fevereiro de 2003

Traduzido por Daniela Ferreira para o blog the Untold Side of the Story
 

 

O controvero jornalista de TV do Mail on Sunday, Martin Bashir, foi arrastando para diante da Comissçao para Normas de Radiodifusão depois de ser acusado de chantagem por parte de um dos entrevistados dele. Farooq Yusof, pai da fugitiva criança prodígio, Sufiah, disse à comissão, em uma audiência privada, em Londres, na quarta-feira, que Bashir afirmou ter informações vitais sobre a filha desaparecida dele, mas as revelaria apenas de o Sr. Yusof aparecesse em um documentário de Bashir. No filme, exibido no programa da ITV, Tonight With Trevor McDonald, em 2001, Bashir entrevistou Sufiah – então com 16 anos – que havia fugido da Universidade de Oxford para escapar do pai dominador.

A gênio da matemática, que ganhou um lugar em Oxford com a idade de 12, foi colocada, mais tarde, com os pais adotivos, em Dorset. O Sr. Yusof, que inicialmente pensou que a filha havia sido sequestrada por um culto religioso, disse aos comissários de vigilância TV que ele tinha contatado Graham Baldwin, do Catalisador caridade, que ajuda vítimas de seitas. Baldwin, que deu provas ao BSC, disse ao The Mail on Sunday: "Bashir nos chantageou. Ele disse claramente que ele tinha uma informação muito importante que ele recebeu dos pesquisadores dele e ele não daria para o Sr. Yusof a menos que ele fizesse o programa. Mas não havia nenhuma informação. A maneira como ele se comportou foi ultrajante.

Bashir nega vigorosamente a acusação. Enquanto isso, ele enfrenta humilhantes cenas, amanhã à noite, quando a TV britânica mostra as imagnes de posse do ícone pop americano, Michael Jackson, da entrevista extraordinária dele com Bashir, Living With Michael Jackson. Depois que o documentário foi exibido, Jackson acusou Bashir de traição e o filme que ele fez mostra o jornalista esbanjando elogios sobre ele. Jackson reclamou ao BSC e a Independent Tlevision Comission. O Sr. Yusof também gravou as reuniões dele com Bashir. Se a queixa dele contra o jornalista e a Granada for confirmada pela BSC na semana seguinte, a empresa de televisão será obrigada a transmitir um pedido público de desculpas ao Sr. Yusof e pagar por um pedido de desculpas a ser impresso em um jornal nacional. Se ele for bem sucedido em suas queixas, o Sr. Yusof também terá a opção de buscar compensação no tribunal civil.

Nota da tradutora: A Comissão manteve uma das três queixas do senhor Yusof, a que se refere à omissão, por parte de Bashir, sobre o real propósito do documentário. A Comissão considerou que Bashir foi desleal com o senhor Yusof.

 


Créditos ao MJEOL


 
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Lei racista contra Michael Jackson: mais uma tentativa sórdida de Sneddon


O arquivo do FBI revela tentativa de condenar Jackson com Lei Racista

 

  

 

Traduzido por Daniela Ferreira

 

 

Documentos contidos no arquivo do FBI sobre Michael Jackson mostram que a polícia de Los Angeles tentou processar a estrela sob a mesma legislação utilizada no passado para manchar black luminaries como Jack Johnson e Chuck Berry. 

 




Lê-se no trecho retirado do arquivo do FBI, acima:

 

“Em 7 de setembro de 1993....... O Departamento de Polícia de Los Angeles contatou o Promotor do Estado.... inquirindo se o FBI estaria interessado em trabalhar uma possível violação federal contra Jackson referente e transportar um menor através das fronteiras do estado para propósito imoral, (Lei Mann). Ele aconselhou que uma reunião fosse agendada pra 10/09/1993, às 10:00 da manhã no escritório do Promotor Distrital de Los Angeles, 310 Wets Temple, 17º andar.
Em 7 de setembro de 1993, o Advogado do Estado contatou a Promotora dos Estados Unidos, Patricia Donahue, (213) 8494-0640 perguntando se ela gostaria de comparecer à reunião. Em 8 de setembro de 1993, a AUSA Donahue avisou que ela checou com o escritório principal dela e eles decidiram que o Advogado dos Estados Unidos não estava interessado em processar Michael Jackson por uma violação da Lei Mann. Ela também indicou que ela não estaria interessa em comparecer à reunião no escritório de Promotor Distrital.”
 

 
Nota da tradutora: O ato que, supostamente, teria violado a racista Lei Mann foi Michael ter viajado de trem na companhia de crianças. Ninguém viu nada de errado ocorrer, mas o Promotor Distrital, Tom Sneddon, queria usar a Lei Mann para processá-lo apenas por ter cruzado a fronteira com um menor. O fim imoral a que a lei se refere, fica por conta da imaginação de Sneddon.
 

A Lei Mann, também conhecida como a "Lei de escravidão branca", foi introduzida em 1910. Permitindo que policiais fizessem prisões na premissa vaga de "comportamento imoral", a lei foi frequentemente usada para machar homens negros, particularmente aqueles que se uniam a mulheres brancas. 

Jack Johnson, o primeiro negro Campeão Mundial Pesopesado de Boxe, foi a primeira pessoa a ser processada sob a lei. Na verdade, Geoffrey C. Ward escreve no livro dele "Unforgivable Blackness" livro que o potencial de macular Johnson havia sido um dos principais fatores que motivaram a introdução da lei. 

Johnson foi visto pela imprensa e o establishment como um homem negro que não sabia o lugar dele. Não apenas Johnson foi um negro campeão do mundo mais de 50 anos antes que a segregação fosse levantada, mas ele ostentava o sucesso dele em uma sociedade que exigia que ele fosse humilde. Ele usava roupas caras e jóias e investia o dinheiro dele em uma frota de automóveis de luxo, um passatempo pelo qual ele foi repetidamente punido por policiais brancos que aplicavam imerecidas multas a ele por alta velocidade. 

Mas o que irritou o estabilishment mais que qualquer coisa foi que Johnson convivia com mulheres brancas. Johnson foi muitas vezes acompanhado nas viagens dele por prostitutas, mas assim que era com a maioria dos contemporâneos brancos dele.

Em 1913, Johnson foi processado sob a Lei Mann por "transporte de uma mulher para o outro lado da fronteira do estado para fins imorais". Nenhum dos contemporâneos brancos dele que também viajaram com prostitutas foram presos ou acusados ​​de crimes semelhates. 

A supostas vítimas de Johnson viajaram com ele de boa vontade e admitiram isso sob juramento. Além disso, as viagens em questão tinham ocorrido muito antes da Lei Mann ser introduzida. No entanto, um júri todo branco o condenou independentemente disso. 

Anos mais tarde, a Lei Mann também foi usada para sabotar a carreira do músico negro Chuck Berry. 

Em 1959, Berry encontrou uma garçonete de 14 anos em El Paso e pediu-lhe para trabalhar como chapekeira no restaurante dele. A menina concordou e ele a levou de El Paso para St Louis de carro no caminho dele de volta de um concerto.

Nessa premissa frágil Berry foi preso por "transportar uma garota menor de idade para fins imorais". Ele foi condenado sob a Lei de Mann e condenado a três anos de prisão. 

Nota da tradutora: de nada importou, para o júri, a garota ter dito que nada aconteceu entre ela e o músico durante a viagem.

No mesmo ano, o imitador branco de Berry, Elvis Presley, começou abertamente a namoro Priscilla Beaulieu, uma menina de 14 anos. Além disso, a biografia de Scotty Moore de Presley afirma que, antes do envolvimento dele com Beaulieu, a estrela estava namorando uma menina ainda mais jovem. 

Logo, em 1913, a Lei Mann foi utilizada para condenar um boxeador negro, cujo único "crime" foi o de entrar no mesmo comportamento que os contemporâneos brancos dele. Mais tarde, em 1959, a Lei Mann foi usada para processar um músico negro por dar um emprego para uma garota menor de idade, enquanto o contemporâneo branco dle repetidamente dormia com meninas menores de idade e não foi punido.

A Lei de Mann é uma lei intrinsecamente racista. Embora não tenha sido utilizada apenas para processar afro-americanos, a prisão potencial de Jack Johnson foi o principal fator motivador por trás da introdução dela e, desde então, tem sido repetidamente usada para condenar os homens negros por crimes que não cometeram. 

Que Jackson também tenha sido alvejado sob a Lei de Mann é certamente intrigante e só reforça o argumento de que ele foi alvo de uma acusação maliciosa por conta da raça dele. De certa forma, isso mostra que pouco mudou desde os dias de Jack Johnson. A decisão do Advogado dos Estados Unidos de não processar Jackson sob a Lei de Mann poderia ser vista como um sinal de progresso, mas a decisão da polícia de Los Angeles de perseguir Jackson, em primeiro lugardada a enorme abundância de evidências sugerindo a inocência dele – permanece preocupante. 

Que Jackson não tenha sido atropelado uma vez que ele entrou na sala de audiências é outro indicador de progresso. É claro, que as acusações de 2003 contra Jackson tenham até mesmo chegado a um tribunal foi a prova, em si, de que Jackson fou injustamente punido – as acusações eram sem sentido e os acusadores dele foram provados vigaristasmas enquanto Johnson foi considerado culpado de crimes que patentemente não cometeu, o júri de Jackson, no mínimo, tomou a decisão certa. 

No caso de Jackson, foi apenas a mídia que decidiu que ele era culpado.
 
 

Nota da tradutora: Isso me lembra de duas coisas – Michael parado por um policial porque ele estava dirigindo um Rolls Royce, quando a pele dele ainda era escura; e outra, a fiança fixada para ele em 2003 foi no valor de 3 milhões, quando não podia passar de 70 mil dólares. Embora a Constituição Americana proíba que a fiança seja fixada com base no patrimônio do réu, os juiz a manteve, acatando os argumentos ridículos da promotoria de que 70 mil dólares não significava nada para Michael e que. O juiz Melville disse que, apesar de reconhecer a inconstitucionalidade da fiança aplicada, a manteria, porque Michael Jackson pagou sem reclamar – o que ele esperava? Que ele pagasse chorando? – e ainda disse que, como Michael Jackson não tinha faltado a nenhuma audiência, ele acreditava que o alto valor da fiança tinha surtido o efeito esperado. Ou seja, ele deveria ser punido por fazer o que era certo? É ou não é uma “justiça” fundada nas diferenças de raça? Estavam ou não tentando, coloca-lo no “lugar dele”? Não bastasse, em 2012 a rede globo, ao falar do lançamento de um documentário sobre Michael afirmou que ele pagou milhões de dólares para não ficar preso em 2004, insinuando que foi um pagamento sujo. Não se deram ao trabalho de pesquisar para saber que se tratava de fiança. E por aí vai...

 

 

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Dentro dos arquivos do FBI sobre MJ com Charles Thomson






Dentro dos Arquivos do FBI Sobre Jackson com Charles Thomson

 

 

  

Postado por Joie e Willa em 4 de outubro de 2012
Traduzido por Daniela Ferreira para o blog The Untold Side of the Story

 

Willa: Joie e eu estamos emocionadas porque, esta semana, se juntou a nós o jornalista Charles Thomson, que tem escrito numerosos artigos e posts sobre Michael Jackson, as acusações contra ele, e a maneira como essas acusações foram tratadas na mídia. Na verdade, ele é o autor de "Um dos Episódios Mais Vergonhosos da História Jornalística", o melhor artigo que eu li sobre a cobertura do julgamento de 2005. Ele também contribuiu para duas biografias best-seller sobre Michael Jackson e apareceu na TV e no rádio para discutir sobre ele e como ele foi retratado.
Então, Charles, como um repórter investigativo, você é treinado para ser cético quanto ao que você ouve e ser cauteloso quanto a conclusões. Por essa razão, a oficial posição da maioria dos estabelimento credíveis da mídia – ao contrário dos tablóides – é: "nós nunca saberemos ao certo" se as acusações são verdadeiras ou não, apesar das reportagens delas, muitas vezes, revelar um preconceito de que elas acreditam que Michael Jackson era culpado de alguma coisa, se não os extaos crimes dos quais ele foi acusado. No entanto, você parece convencido de que Michael Jackson era inocente, e estou curiosa: o que exatamente o convenceu? 

Charles: Eu acredito sinceramente no princípio de que um homem é inocente até que seja provado culpado. Com muita frequência, você vê especialisas de direita fazendo comentários como: "Não culpado não é o mesmo que inocente". Bem, eu discordo. Esse é o ponto de todo o nosso sistema jurídico. Um homem é inocente até que seja declarado culpado por um júri de seus pares. Michael Jackson foi considerado inocente, logo, à letra da lei, ele era inocente. Para começar, fazer comentários como: "Só porque ele não foi considerado culpado, isso não significa que ele era inocente", faz uma paródia de todo o sistema jurídico.
Pareceu-me que a mídia estava apenas detestando aceitar a possibilidade de que Jackson poderia ser inocente. A maioria dos repórteres parecia já estar convencida da culpa de Jackson porque pensavam que ele era um estranho. Aphrodite Jones escreveu sobre isso no livro dela. Eu não era um jornalista no momento do julgamento de Michael JacksonEu ainda estava em formação – mas eu sempre tive a mesma mentalidade: eu gosto de ver a prova antes de acreditar em algo.
O que ficou evidente durante o julgamento de Jackson efoi que a prova não era o ponto forte da acusação. Por toda a arrogância deles, eles não conseguiram produzir uma única peça de evidência tangível conectando Jackson a qualquer crime. Tudo o que houve realmente foi um desfile de testemunhas, metade das quais entraram em colapso sob o interrogatório da defesa, e a outra metade acabou ajudando a defesa, invez de os promotores.
O caso de Jackson foi um no qual a promotoria teve todas as vantagens. Eles saquearam a casa de Jackson sem aviso prévio, enquanto ele estava a quilômetros de distância, em Las Vegas. Eles tiveram o benefício da cobertura da mídia mundial e, publicaemte, pediram por outras vítimas. Eles foram a áreas não abrangidas pelo mandado de busca, roubaram documentos da defesa da casa da assistente particula de Jackson e ilegalmente invadiram o escritório do investigador particular que trabalhava para a defesa – o que lhes deu uma vantagem injusta.
Apesar de tudo isso, eles ainda foram incapazes de inventar algo que se aproxime de um caso forte. Eu acompanhei o julgamento na época e lembro-me de ter ficado chocado com o desvio entre as transcrições e a cobertura da mídia.
J. Randy Taraborrelli tinha contado uma história antes sobre o julgamento. Ele e o resto do pacote de imprensa faziam fila para os ingressos deles. Um repórter bem conhecido de uma revista feminina grande tornou-se cada vez mais agitado na indignidade de ter que esperar na fila (o horror!) e, de repente, explodiu:ALGUÉM aqui, além de taraborrelli, acredita que Michael Jackson é inocente?!”
Essa história resume muito a atitude dos meios de comunicação sobre o julgamento: "Nós sabemos que ele é culpado. Isto é uma perda de tempo. Eles devem apenas prendê-lo agora." Isso manchou as reportagens deles, conscientemente ou não. 

Joie: Isso absolutamente contaminou as reportagens deles e eu penso que é inacreditável que eles, unilateralmente, contaram a história que eles queriam contar – em todos os sentidos. Você sabe, eu recentemente emprestei a minha mãe a minha cópia de Michael Jackson Conspiracy, de Afrodite Jones, e depois que ela o tinha lido, ela estava completamente chocada, porque tudo o que ela realmente sabia sobre o julgamento era que Michael Jackson tinha aparecido ao tribunal de pijama. E quando ela disse isso, no começo, eu tive uma espécie de raiva, mas uma vez que eu pensei sobre isso eu percebi: é claro que é tudo o que ela sabia.
É tudo o que a maior parte do mundo sabe, porque é tudo que a imprensa lhes disse. Ninguém sabe realmente que todas as testemunhas de acusação foram aniquiladas sob interrogatório da defesa, porque a mídia não relatou nada sobre o que a defesa tinha a dizer. Eles relataram apenas o lado da promotoria das coisas.
Charles: Eu ftenho um jornalista trabalhando há cinco anos, e passei muito tempo no tribunal, cobrindo casos para jornais locais e nacionais. Passar todo esse tempo em processos judiciai – incluindo casos de abuso infantil consolidou minha convicção de que acusação de Michael Jackson foi uma farsa.

Willa: Isso é uma condenação muito forte, Charles. Então, o que exatamente é diferente entre esse caso e os outros casos que você relatou? 

Charles: Muita coisa no julgamento de Michael Jackson foi diferente de outros julgamentos de abuso infantil que eu acompanhei. Em primeiro lugar, embora eu tenha participado de alguns processos incompetentes no passado, eu nunca vi algo que se aproxime à estupidez da acusação de Michael Jackson. Era como se o caso tivesse sido elaborado por Mr. Bean. Cada testemunha acabou por ser inútil.
Não havia nenhuma evidência para apoiar qualquer das acusações. Os promotores se comportaram como palhaços, às vezes, tentando de reescrever o todo o caso deles, na hora, porque as testemunhas não tinham arrasado como eles esperavam. Não teve jeito. O escritório da promotoria de Santa Bárbara deve agradecer, todas as noites, às estrelas da sorte deles, por Michael Jackson não ter movido uma ação judicial por acusação maliciosa.
Quanto às diferenças entre o caso de Michael Jackson e outros casos de abuso infantil que eu acompanhei, nada realmente se casa. Michael Jackson não se encaixava no perfil de um pedófilo predatório em nenhum sentido. As vítimas, nesses casos, geralmente estão devastadas, rompendo-se em lágrimas no banco de testemunhas quando elas contam o abuso a que foram sujeitadas, enquanto (Gavin) Arvizo estava contando piadas.
Elas estão, geralmente, traumatizadas pelo abuso, a tal ponto que é como uma memória flashbulb – as lembranças são vívidas e consistentes –, enquanto as lembranças, no caso de Jackson, eram totalmente inconsistentes.
Para entrar em todos os detalhes de como o caso de Michael Jackson foi diferente dos outros que eu cobri eu poderia escrever um ensaio de 5000 palavras sobre isso. Mas para resumir: Eu participei de vários julgamentos nos quais verdadeiras vítimas de abuso testemunharam contra os agressores delas.
Não vi semelhanças no comportamento das vítimas ou dos acusados​​; nenhuma semelhança no testemunho, nenhuma semelhanças nos processos – e eu também nunca vi um molestador real, nem dentro de quinhentas milhas de distância, apresentar a defesa incrivelmente forte que Jackson foi capaz de apresentar. As transcrições do caso Arvizzo mostram uma paródia extremamente imprudente de um real julgamento de abuso sexual infantil.

Willa: O que leva de volta à pergunta que eu lhe fiz no início. Houve uma determinada peça de evidência que foi especialmente interessante para você, ou foi apenas um acúmulo de evidências por que, depois de um tempo, você chegou a um ponto de inflexão e se convenceu da inocência de Michael Jackson? 

Charles: Para responder a isso, vou voltar para a primeira linha da minha resposta: Eu acredito sinceramente no princípio de que um homem é inocente até que seja provado culpado. Os promotores do julgamento de Michael Jackson não chegaram nem perto de fazer isso.
Michael Jackson foi absolvido por uma combinação de completa incapacidade da acusação de produzir qualquer prova convincente da culpa de Jackson e a capacidade de defesa de apresentar uma abundância de evidências convincentes da inocência de Jackson. Absolvendo Michael Jackson, de acordo com a lei, eles o declararam inocente.
Aqui está apenas um curto exemplo do que, eu sinto, demonstra claramente por que a defesa ganhou esse caso. A acusação chamou vários ex-funcionários de Jackson que supostamente presenciaram o abuso sexual de três meninos: Brett Barnes, Wade Robson e Macaulay Culkin. Exceto pelo testemunho extremamente instável desses ex-empregados – todos completamente destruídos sob interrogatório da defesa – a acusação não tinha nenhuma evidência de qualquer abuso.
A defesa chamou Barnes, Robson e Culkin no início do caso dela. Todos os três disseram aos jurados, em termos inequívocos, que nunca foram molestados e eles se ressentiam essa implicação.
Enquanto interrogava Robson, o promotor Ron Zonen fez uma tentativa desesperada de angariar alguma aparência de credibilidade à ideia de que esses meninos poderiam ter sido molestados. Ao fazê-lo, ele realmente inventou um cenário absurdamente ilógico, no qual ele parecia aceitar que as próprias testemunhas de acusação tinham mentido, mas tentou insinuar que Robson poderia ter sido molestado de qualquer maneira. O testemunho dos ex-empregados para o júri foi de que Robson havia sido acordado quando ele foi molestado, mas Zonen acabou praticamente implorando ao júri a considerar que, talvez, Robson tivesse sido molestado em outras ocasiões, enquanto ele estava dormindo, então ele não teria sabido sobre isso! 

Willa: Isso é realmente muito chocante – fala sobre induzir uma testemunha – e realmente ilustra como a Promotoria aborfou esse caso desde o início, eu penso. Eles não conduziram uma investigação para descobrir o que aconteceu. Em vez disso, eles apressaram um julgamento sobre o que aconteceu, e depois tentaram reunir provas para provar isso. O julgamento deles de que ele era culpado veio antes da investigação, não depois.

Charles: Isso é uma espécie de microcosmo de todo o processo. A versão da promotoria sobre os eventos foi como uma casa construída sobre bases fracas. Eles começaram com uma premissa extremamente fraca – um testemunho muito tênue ou uma peça sem sentido de "evidência" – depois, construíram enormes torres de conspiração em cima. A defesa continuou chegando e chutando as bases e derrubando-as.
Em suma, está além da minha compreensão que alguém, depois de ter estudado o caso em qualquer profundidade, possa fazer a pergunta: "Os promotores não provaram o caso deles para além de uma dúvida razoável?", e responder honestamente que eles provaram. 

Joie: Ah, eu não sei como alguém poderia fazer um argumento para a acusação aqui.

Então Charles, você estava envolvido na requisição dos arquivos do FBI sobre Michael Jackson sob o Freedom of Information Act (FOIA). Estou curiosa, o que o levou a solicitá-los e o que exatamente você estava esperando encontrar nesses arquivos?
 

Charles: Eu não tinha certeza do que iria encontrar nesses arquivos, ou mesmo se ele teria um arquivo. Fiz a solicitação de Liberdade de Informação na chance.
Liberdade de Informação é uma brilhante peça da legislação que permite que os cidadãos exijam informação oculta que as agências governamentais possuem.
Você pode exigir saber o quanto o governo local gasta cada ano em biscoitos para a sala de pessoal, ou obter informações sobre quantas acusações de brutalidade da polícia foram feitas na sua estação de polícia local no ano passado, ou a demanda de correspondência entre os departamentos governamentais sobre questões controversas.
Eu tinha usado isso com o FBI algumas vezes antes. Eu tinha adquirido o arquivo de James Brown, por exemplo. Lá, encontrei uma versão elucidativa sobre a suposta perseguição policial em razão da qual ele foi preso e encarcerado na década de 80, que relacionava acontecimentos de uma forma muito diferente da história da polícia na época. Em arquivos de outras celebridades, há memorandos sobre o FBI monitorando-os durante os anos 60, porque eles achavam que eles eram comunistas.
Michael Jackson tinha sido monitorado pelo FBI em razão do poder, que ele poderia ser julgado ter, sobre o público dele? Eles investigaram a, então, chamada “conspiração” financeira contra ele, prova do que Raymone Bain disse que estava sendo enviada para a Procuradoria Geral, por volta de 2006/7? Eles se envolveram nas investigações de abuso sexual infantil? Essas eram o tipo de perguntas que eu estava me fazendo.
Eu não estava muito feliz com a forma como o FBI lidou com a liberação, como deixei claro em meus blogs sobre o assunto e na passagem que escrevi sobre os arquivos para o livro de J. Randy Taraborrelli. Em vez de liberar os arquivos diretamente para aqueles que os tinham solicitado – eu não sei quantos outros tinham pedido por eles – o FBI anunciou que iria enviar os arquivos para o site dele, em um particular momento, para qualquer um e todos lerem. 

Joie: Sim, isso é surpreendente. Você não esperaria que o FBI operasse dessa forma. 

Charles: O que isto essencialmente provocou foi um livre-para-tudo, com todas as organizações de notícias do mundo todo lutando para fgazer o download, ler superficialmente e informar sobre os arquivos mais rápido do que qualquer outra pessoa. Isso levou a alguns relatórios de extrema má qualidade sobre o conteúdo dos arquivos. Eu escrevi sobre a cobertura caótica da mídia sobre os documentos em meu blog.
Eu também escrevi um blog sobre como os arquivos revelou que Tom Sneddon, o promotor que perseguiu Jackson, tentou fazer com que o FBI processasseJackson sob a Lei de Mann. A Lei de Mann é uma lei intrinsecamente racista, que foi amplamente utilizada, após a introdução dela, para punir os homens negros que convivem com mulheres brancas. A noção de relações inter-raciais era, naquele tempo, considerada "imoral". Como tal, todos os homens negros pegos viajando com as amigas brancas poderiam se encontrar processados sob a Lei de Mann por "transporte de uma mulher para além da fronteira de um estado para fins imorais".
O livro fenomenal, Unforgivable Blackness: The Rise and Fall of Jack Johnson, conta como Johnson, o primeiro negro campeão Peso Pesado de Boxe do Mundo, foi uma das motivações por trás da introdução da lei. O governo não gostou da maneira como Johnson “ostentava a riqueza dele" (leia-se: carros comprados) e namorava mulheres brancas. Ele foi preso pelo o ato de viajar com uma amante branca. A lei também foi usada para processar Chuck Berry, por supostamente se consorciar com uma menina de 14 anos de idade, no mesmo ano em que Elvis Presley começou a namorar Priscilla Beaulieu – a futura esposa dele. Ela tinha 14 anos na época. Elvis não foi processado. 

Joie: Uau. Eu sabia, é claro, que Priscila tinha apenas 14 anos quando começou a namorar Elvis, mas eu não tinha ideia de que Chuck Berry foi processado por fazer exatamente a mesma coisa que Elvis estava fazendo no exato mesmo ano. Falando sobre "Negritude Imperdoável”.  Isso é inacreditável.


Charles: Chuck Berry, para o registro, negou a acusação de que ele tinha dormido com a garota. Ele disse que ela era uma carona a quem ele tinha dado um trabalho no clube dele, em seguida, demitiu, e que ela tinha inventado as alegações para irritá-lo. Durante todo o julgamento, o juiz que presidia fez comentários repetidos sobre raça dele. Ele foi condenado.


Willa: Oh, há um padrão duplo. Jerry Lee Lewis se casou com uma menina de 13 anos – e depois se defendeu dizendo que pensava que ela tinha 15 anos, como se isso fizesse toda a diferença. E isso foi apenas um ano ou dois antes de Chuck Berry ser preso, assim, naquele momento, Chuck Berry estava sendo processado por supostamente consorciar-se com uma adolescente de 14 anos, Elvis estava namorando uma adolescente de 14 anos e Jerry Lee Lewis estava casado com uma adolescente de 14 anos de idade.

 Charles: Você pode ler o meu blog completo sobre a Lei Mann aqui.

Um fator interessante é que o FBI liberou somente 333 páginas do arquivo de 673 páginas de Jackson – menos de metade. Eles nunca deram uma explicação de por que o restante havia sido retido, mesmo que eles sejam legalmente obrigados pela Lei de Liberdade de Informação a fazer.
Durante o escândalo de 1993, Johnnie Cochran anunciou que tinha enviado arquivos ao FBI e pediu-lhes que iniciassem uma investigação de extorsão contra os Chandlers. Nenhum documento referente a isso foi liberado do arquivo de Jackson. Eu pedi os arquivos de Cochran e eles não estavam lá também. Eu desafiei isso e o FBI alegou que não conseguiu localizar tais documentos. Se isso é ou não verdade, quem sabe? Eles também afirmaram não manter um arquivo sobre Hunter S. Thompson, mesmo ele tendo detalhado, pelo menos, dois encontros com o FBI nos escritos dele ao longo dos anos.

Joie: Isso é interessante, não é? E apenas 333 de 673 páginas lançadas. Que possível motivo poderia eles terpara manter mais da metade do arquivo em segredo? 

Charles: Talvez o FBI não queira liberar os documentos de extorsão porque a investigação deles foi tímida, ou mesmo inexistente. Outras razões pode ser que as páginas incluem referências a outras pessoas que ainda estão vivas ou se refiram a agentes que ainda estão ativos, embora não seja uma desculpa especialmente legítima, dado que esses detalhes poderiam simplesmente ser redigidos. 

Willa: Embora, legalmente, eles não estejam autorizados a reter documentos apenas para cobrir má gestão deles de um caso, certo? De acordo com a lei, eles só podem reter informações por motivos legítimos: porque liberá-los seria uma ameaça à segurança, ou colocar em risco agentes ativos, ou violar a privacidade de cidadãos que ainda estão vivos, como você diz.

Charles: Isso está absolutamente correto, mas quem está policiando o FBI? Enquanto Liberdade de Informação é uma brilhante peça da legislação, ela tem suas falhas. As agências podem rejeitar os pedidos por razões frágeis, sabendo que o processo de apelação é extremamente prolixo, e muitas pessoas não têm tempo ou recursos para ajuizá-lo.
Recentemente, tive um pedido de Liberdade de Informação rejeitada pela polícia na mais frágil das bases. Eu tenho sentado em uma série de audiências sobre uma operação policial disfarçada – toda publicamente registrada, porque está sendo discutido em audiência pública – mas quando eu mandei um pedido de Liberdade de Informação à polícia para mais informações sobre essa operação, eles se recusaram a cumprir, alegando que econhecendo a existência da operação colocaria em risco a segurança nacional, ou alguns rabiscos assim.
Então, isso pode ser discutido em audiência pública, onde qualquer membro do público pode entrar e ouvir, mas ter conhecimento da existência disso sob a lei de Liberdade de Informação é uma ameaça para a segurança nacional? É um claro absurdo.
Assim, as organizações estão constantemente desrespeitando a lei de Liberdade de Informação no conhecimento de que o processo de apelação é lento, trabalhoso e muitas vezes ineficaz. O serviço prisão uma vez disse a um colega meu que a liberação do custo do café da manhã de um preso para o contribuinte era uma ameaça à segurança nacional. Ele levou isso a recurso e ganhou, mas isso levou quase um ano.

Joie: Oh bem. Talvez em alguns anos sejamos capazes de ver um pouco mais do que eles têm sobre Michael Jackson.
Joie: Então Charles, vamos falar sobre o que estava naquelas 333 páginas. Basicamente, os arquivos revelaram que o FBI manteve controle sobre Michael Jackson por cerca de 10 anos e nunca havia encontrado qualquer evidência de abuso sexual infantil. Isso está correto?

 Charles: Sim, isso está correto. Eles receberam denúncias, mas nunca encontraram qualquer evidência para apoiá-las. Os meios de comunicação que, deliberadamente ou como resultado de não ler os arquivos corretamente, deturpou o conteúdo deles de uma maneira enorme.
Por exemplo, muitos meios de comunicação erroneamente alegaram que o FBI investigou Jackson por molestar dois meninos mexicanos em 1980.
O que o arquivo realmente diz é que um escritor contatou o FBI para dizer que eles tinham ouvido um boato de que o FBI investigou o assunto. O FBI procurou os registros disso, não encontrou nenhuma evidência para sugerir que tivesse conduzido qualquer investigação do tipo, mas anotou o telefonema. Esta nota foi erroneamente citada por jornalistas – por preguiça ou maliciosamente – como prova de que o FBI investigou o assunto, quando, na verdade, ele disse exatamente o oposto. 

Willa: Isso é loucura! É como se mídia e o FBI estivessem presos em um ciclo de realimentação. Um escritor ouve um boato de que o FBI está investigando Michael Jackson e os contata para ver se é verdade, o FBI realiza uma investigação interna e descobre que isso não é verdade, e, então, os meios de comunicação relatam que o FBI está realizando uma investigação. Portanto, neste caso, os meios de comunicação não apenas relataram a notícia – ela as criou. 

Joie: Sim, parece que a criação da "notícia" é algo que a mídia faz um bocado nestes dias.

Charles: Incluído no arquivo estava uma completa análise do FBI de todos os computadores apreendidos em Neverland durante a invasão de 2003. Os arquivos claramente determinam que nada incriminador foi encontrado em nenhum dos computadores, mas numerosas emissoras afirmaram que os arquivos não incluiem os resultados dos exames do FBI!
O FBI uma vez analisou uma fita de vídeo para ver se ela continha pornografia infantil. Não há nenhuma sugestão nos arquivos de que ela já tenha sido de propriedade de Michael Jackson. O nome dele, simplesmente, estva em uma etiqueta presa à fita de vídeo. Também não existe qualquer sugestão de que a fita que contivesse qualquer pornografia infantil. Mas vários meios de comunicação informaram que Jackson havia sido investigado por posse de pornografia infantil.
A única coisa no arquivo que poderia – se alguém estiver particularmente desesperado para encontrar algo – ser considerado remotamente incriminador seria o indicidente da Lei Mann – e mesmo isso é um verdadeiro exagero. Alguém contatou o FBI e disse ter visto Michael Jackson, em plena vista de outros passageiros, em um trem público, entrar em uma cabine com um jovem companheiro. Eles não tinham ideia do que, se alguma coisa, ocorreu na sala. O FBI determinou que não havia base para uma investigação. 

Willa: E você sabe, eu acho que chega a uma das questões que estão no centro da cobertura da mídia sobre Michael Jackson: como a mídia relata em uma "ausência" de provas incriminatórias? Isso viola a definição de notícia. Um boato é notícia, porque é "algo" para relatar. Mas páginas após páginas de arquivos do FBI com a palavra "NADA", escrito nelasporque o FBI investigou e não encontrou nada – não é notícia, porque é “nada”. Como você relata "nada”?
Você tocou sobre isso em seu blog sobre os arquivos do FBI quando você escreveu:
Em um nível mais geral, os arquivos revelam que não foi apenas a força policial de Los Angeles que perseguiu Jackson por mais de uma década e não conseguiu produzir um pingo de informações para conectar a estrela a qualquer crime – foi o FBI também. Que a vida de Jackson tenha sido dissecada e o comportamento dele investigado, por mais de 10 anos, por duas importantes agências de aplicação da lei e nenhuma peça de evidência jamais tenha sido produzida para indicar a culpa significa muito.
Em geral, a mídia, no entanto, não fala sobre isso nestes termos.

Sabe, parece-me que, se há uma estrela do rock que podemos dizer com segurança que não era um pedófilo é Michael Jackson. Quem mais foi analisado tão completamente quanto ele tem sido? No entanto, essa não é a percepção do público, pois a "ausência" esmagadora de qualquer evidência contra ele não foi relatada.


Charles: Enquanto os arquivos do FBI afirmam que nada foi encontrado no computador de Jackson é, apesar de muitos jornalistas e, na verdade, leitores / espectadores estejam preocupados, não estão tão interessados como estariam se tivessem encontrado alguma coisa, eu acredito que é ainda uma história. É apenas uma história positiva – e histórias positivas sobre Michael Jackson não algo em que a mídia está, geralmente, interessada em relatar. Então, eu não acredito que a mídia considerou isso difícil de relatar, por exemplo, sobre esse segmento dos arquivos. Acho que a mídia escolheu não relatar, porque não interessa aos propósits dela.
Há um elemento de cobertura idiota envolvido também, é claro. Quando você passou anos relatando de forma extremamente injusta sobre Michael Jackson, fazendo tudo ao seu alcance para convencer o público de que ele devia ser culpado, informar com precisão sobre o conteúdo desses arquivos vai parecer um enorme recuo. 

Joie: E, para mim, isso parece como uma paródia de justiça. Por anos a mídia teve uma mão em destruir a carreira deste homem e o carater dele e assim fizeram com grande prazerrelatando rumores e insinuações vis como se fossem fatos. Mas o relatório sobre algo que poderia realmente provar que o homem era inocente... isso, por alguma razão, está fora de questão! É completamente criminoso. E isso me faz pensar se realmente sabemos a verdade sobre qualquer coisa, ou estamos apenas comendo qualquer pestiscos que mídia nos oferece – independentemente de se há alguma verdade no que eles relatam ou não.

Willa: Essa é uma grande questão, Joie, e um muito importante. Afinal, há um monte de gente nos EUA que ainda acredita que Iraque estava, de alguma forma, envolvido no ataque contra o World Trade Center. Isso é chocante, e reflete uma falta quase criminosa de cobertura da mídia sobre as questões essenciais no cerne da Guerra do Iraque. E leva de volta, mais uma vez, para a questão de como é que os meios de comunicação informam sobre uma "ausência"? Como eles relatam sobre a falta de qualquer evidência crível contra Michael Jackson? Como eles relatam sobre a falta de qualquer evidência crível que ligue o Iraque ao 11 de Setembro? A resposta parece ser que eles não relatam. Eles sabem como informar sobre rumores, mas não sabem como voltar e informar que os rumores não são verdadeiros – ou não querem. 

Charles: Como alguém que trabalha nos meios de comunicação, é minha experiência que estes jornalistas desonestos estão em minoria. Por todo o meu trabalho sobre o escândalo de Michael Jackson, eu não sinto que é um indicativo da forma como a mídia opera de modo geral. Se fosse, eu estaria escrevendo constantemente sobre outros casos em que a mídia tem operado de forma semelhante. Há muitos, muitos mais, é claro, mas eles ainda são a minoria.
A maioria dos jornalistas que conheci ou com quem trabalhei é diligente, trabalhadora, apaixonada e éticamesmo em jornais que são impopulares com os fãs de Michael Jackson pela maneira como eles o cobriam.
No entanto, existem estas enormes caricaturas de jornalismo que vão em todos os tempos. Muito disso, penso eu, é atribuível a mentalidade embalada. Os meios de comunicação sentem como se todo mundo estivesse cobrindo uma grande história, que eles devem também ou eles estariam perdendo. Nick Davies escreve sobre isso de forma muito eloquente no livro dele Flat Earth News.
Na verdade, se eu pudesse recomendar um livro para as pessoas que estão interessadas ​​na forma como a mídia opera e as razões por trás ds falhas dela, seria Flat Earth News. Nele, Davies examina as falhas do sistema que conduzem à imprecisão generalizada e distorção. Eu diria que é uma leitura essencial para qualquer pessoa interessada nesse tópico. 

Joie: Obrigada por essa recomendação, Charles, soa como um livro muito interessante. E muito obrigado por se juntar a nós. Esta é uma discussão que Willa e eu queriamos ter por um longo tempo e aprecio você ter tirado tempo para conversar conosco!
Em outra nota, Willa e eu queremos tirar um minuto e compartilhar duas informações importantes com todos vocês. Willa, você quer ser a primeira? 

Willa: Nós adicionamos algumas páginas em branco para as faixas bonuns de Bad 25 para a Biblioteca de Letras. Elas estão em branco agora, porque as letras não foram incluídas no encarte. Há espaço para comentários para cada música, então, se você gostaria de postar suas ideias sobre as letras são, podemos começar a compilá-las. Ah, e muito obrigado a Caro por sugerir isso algumas semanas atrás! 

Joie: Além disso, depois de muita discussão e busca da alma, Willa e eu decidimos que é preciso mudar para um formato quinzenal para o blog. A fim de continuar trazendo provocantes discussões bem pesquisadas ​​para você, e ainda cuidar de nós mesmas e de nossa família no processo, é necessário reestruturar algumas coisas, agora postaremos na primeira e na terceira quintas-feira de cada mê. Esperamos que todos compreendam e esperamos que isso não cause qualquer inconveniente para qualquer um.

 


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