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Frozen in Time: Lendo na estrelinhas do discurso de Larry Feldman

Lendo nas entrelinhas do discurso Larry Feldman - A história de VAZAMENTOS parte 1




Por Vindicatemj (Helena)
Traduzido por Daniela Ferreira



Todos nós estamos tão chocados com o comportamento vergonhoso do dito advogado de defesa de MJ, Carl Douglas, no Seminário Frozen In Time, que, em um plano de fundo como esse Larry Feldman produz a impressão de ser quase um benfeitor para Michael Jackson.
Esta impressão é completamente errada. A razão para isso é que Larry Feldman é um profissional de topo que é capaz de manipular as mentes das pessoas de forma tão magistral, que você simplesmente não percebe isso.
Carl Douglas é apenas uma figura abjeta de um advogado impotente e desonesto, que efetivamente mostrou-nos que, com tais assistentes jurídicos, Michael não tinha absolutamente nenhuma chance de vencer a luta no caso Chandler , em 1993, contra um tubarão legal como Larry Feldman, apesar da inocência dele.
No entanto, foi Larry Feldman quem promoveu o sucesso dos Chandlers e por isso é importante descobrir as manobras que ele fez para ganhar um caso que o Ministério Público (Gil Garcetti e Tom Sneddon) não poderia trazer até o ponto de apresentação de acusações contra Michael Jackson.
Também é importante compreender a verdadeira história por trás do discurso polido de Larry Feldman, no qual, ele consegue apresentar uma imagem totalmente falsa dos acontecimentos, enquanto quase nunca dize uma mentira de forma direta.
Larry Feldman é o homem que conta mentiras habilmente falando meias verdades. Quando todos os pedaços são reunidos é a fusão deles que faz a história falsa contada com esses fragmentos mostrar a verdade.
As mentiras dele são de natureza muito sutil e estão longe das escandalosamente falsas 'cartas de amor' por Diane Dimond, que ninguém jamais viu, ou os loucos "banhos de sangue” de Maureen Orth, que são completamente fora do caráter de MJ.
Não, mentiras no caso de Larry Feldman surgem apenas a partir de uma simples omissão de fatos.
É por isso que o único caminho correto para ouvir Larry Feldman é ler nas entrelinhas do que ele está dizendo e contar ao resto da história nós mesmos.
Com tanta coisa que poderia ter sido dito, mas foi omitido por Larry Feldman restaurar a verdade a partir da versão original é uma tarefa bastante trabalhosa. Eu tentei fazê-lo mediante a introdução de imagem dos fatos que já apuramos até agora, no entanto o resultado final é uma espécie de revisão, que é tão longa que teve que ser separada em várias partes. Eu não poderia resistir – a verdade é muito mais detalhada e colorida do que Larry Feldman quer que seja.
Discurso completo de Larry Feldman no Frozen In Time tem sido dividido em breves declarações cada ua das quais é complementada por grandes pedaços de informações de várias fontes, incluindo do Ariquivo  de Notícias de Santa Bárbara e do Los Angeles Times que meticulosamente e não muito objetivamente (para Michael) relataram os casos 1993 e 2005 . A coleção completa foi apresentada generosamente a este blog pela nossoa leitora Olga (obrigada, querida!).
Estas citações são absolutamente indispensáveis ​​para a restauração da verdade real, caso contrário, a história completa poderia parecer uma mera especulação da minha parte. Às vezes, porém, eu não poderia resistir a fazer o meu próprio comentário sobre o método muito específico de “dizer a verdade”, empregado por Larry Feldman.

A História dos Vazamentos

LARRY FELDMAN:
Boa noite, eu tive o privilégio de representar dois meninos, ambos disseram que eles foram molestados por Michael Jackson. Eles tinham algumas semelhanças que, mesmo sendo dez anos de diferença, que vale a pena apontar, e algumas diferenças sobre esses casos que eu acho que vale a pena apontar. Tendo em mente, eles eram civis.
Em um deles, o primeiro caso, eu realmente litiguei o caso e passei a mesma coisa sobre a qual o juiz Melville falou e lutei com os mesmos problemas, e eu vou entrar nisso quando for a hora de falar sobre isso. E em um caso, nós realmente não litigar, porque o processo penal foi o primeiro. Mas os dois garotos tinham isso em comum: eram treze anos de idade, eles eram pré-púberes jovens. Ambos os meninos vinham de lares desfeitos. Ambos os meninos viviam com as mães no momento em que os assédios alegados ocorreram. Ambos os meninos vieram de lares que suas mães lhes permitiram gastar uma enorme quantidade de tempo com Michael Jackson, sozinho

Espero que você esteja percebendo o principal objetivo de Larry. Ao falar de características “semelhantes” entre os cassos ele tenta criar a ideia de um “comportaente padrão”. Ele insinua que Michael agia da mesma forma apara aliciar as supostas vítimas.
Mensagem de Larry sobre meninos órfãos que vivem com suas mães é uma amostra da verdade contada em apenas metades. Pai Jordan Chandler Evan afirmou a sério completo que ele era um bom pai para o menino e que tinha sido uma família estreitamente unida até Michael Jackson separá-los (esta foi a queixa principal Evan Chandler na conversa gravada com David Schwartz, o padrasto, se você se lembrar).
E no caso de Gavin Arvizo, a ausência da mãe ao lado do menino doente é ainda mais clara e dramática, de acordo com uma testemunha ocular dos eventos, Azja Pryor que estava muito próximo à família no momento:

AZJA: Eu estava presente quando essas crianças estavam em Neverland. Falei com essas crianças várias vezes ao dia, quando isso estava supostamente acontecendo.
Entrevistador: Você estava presente em Neverland?
AZJA: Sim, eu estava e essas crianças estavam muito felizes de estar lá.
Entrevistador: Conte-me sobre suas experiências com a família
AZJA: Bem, quando eu conheci a família, o acusador se gabava de como Michael era seu melhor amigo e todas as coisas que eles fariam e da amizade que tinham, e parecia que algo que realmente trouxe muita alegria à vida dele. Em todo o tempo, enquanto ele estava doente e em tratamento quimioterápico, eu realmente nunca sequer conheci a mãe. A mãe nunca parecia estar ao redor até que depois que ele ficou melhor. E você sabe, uma vez que ele estava melhor e começamos a fazer outras coisas, então a mãe estava por perto o tempo todo e eu nunca mais vi o pai.
Entrevistador: Então, a mãe não estava lá no começo, e o pai não estava lá no final?
AZJA: Eu nunca encontrei a mãe durante um ano.
Agora, se isso é o que Feldaman chama de “semelhanças”?  Deveria chamar “diferenças”, pois enquanto Janet Arvizo era uma desequilibrada e ausente, até o momento de começar a diversão, (como Azja deu a entender), June Chandler sempre esteve ao lado de Jordan e sabia de todos os movimentos do filho.
O envolvimento de Gavin com Michael começou com o “último desejo” do menino, que era considerado paciente terminal. Quando se conheceram, gavin estava tão fraco que precisava ser empurrado em uma cadeira de rodas, estava completamente, careca, não tinha nem mesmo sobrancelhas ou cílios e Michael deu atenção a ele com o intuito de lhe dar força para enfrentar a doença, e, segundo os próprios Arvizos, isso funcionou muito bem e Gavin foi curado graças à amizade de Michael. Isso explicaria o fato enfatizado por Larry Feldman de que a família permitiu que o filho passasse um tempo enorme com Michael Jackson. Mas não é bem sim. Não apenas Gavin estava em Neverland, mas a irmã e irmão dele e o pai, no início, como Azja disse, e a mãe, no fim. Ele não ficava sozinho com Michael. Aliás, nem sempre quando os Arvizos estiveram em Neverland Michael Jackson estva presente.
O LA Times citou Michael que, mais tarde, lamentou muito ter permitido Gavin na casa dele:
"Anos atrás, eu deixei uma família visitar e passar o tempo em Neverland. Neverland é minha casa. Deixei esta família em minha casa, porque eles me disseram que o filho estava doente com câncer e precisava da minha ajuda."


LARRY FELDMAN:
Ambas as mães permitiram que seus meninos dormissem na casa de Michael Jackson, no quarto, na cama, que Michael Jackson dormia.

É cansativo ter de repetir que nunca Gavin Arvizo dormiu com Michael em uma cama, mas é preciso dizer novamente e novamente. A verdade foi afirmada por Gavin e pela mãe dele, em termos inequívocos em suas várias entrevistas realizadas em 14-27 de fevereiro de 2003 pela polícia e do Departamento de Serviços às Crianças e à Familiares de LA, que repetiu essa informação no memorando deles, em novembro do mesmo ano, que tal coisa não já aconteceu entre Michael e Gavin:
O Memorando DCFS de 26 novembro de 2003 diz:

"O inquérito conduzido pela Unidade de Caso Sensível concluiu que as alegações de negligência e abuso sexual são infundadas, tanto pela Divisão de Polícia de Los Angeles - Departamento de Wilshire. A mãe das crianças afirmou que acreditava que a mídia tinha tirado tudo de contexto. A mãe indicou que criança estava na fase 4 de câncer  e recebeu um ano de quimioterapia, além de ter o baço e um rim removido. A mãe afirma que o artista era como um pai para os filhos e parte da família dela.
Quanto às alegações de abuso sexual, a mãe afirmou que os filhos dela nunca são deixados a sós com o artista. Ela ainda afirmou que o filho dormiu no mesmo quarto que o artista, mas eles não dividiram a cama. O artista dormiria no chão.
A criança (...) foi entrevistado pelo CSW para as acusações e negou qualquer forma de abuso sexual. Ele negou que ele já tenha dormido na mesma cama como o artista. A criança (...) também negou o abuso sexual. Ambas as crianças expressam um carinho pela artista e afirmou que gostava de visitar a casa dele.
A irmã mais velha (...) que tem 16 anos, também foi entrevistada pela CSW. Ela afirmou que tinha acompanhado de seus irmãos em pernoites na casa do artista e nunca tinha visto nada sexualmente inapropriado entre seus irmãos e o artista.”


A transcrição completa do documento aqui.

O mesmo foi repetido por Michael Jackson ao "60 Minutes":
"Eu não dormi na cama com a criança. Mesmo se eu fizesse tudo bem. Eu dormia no chão. Eu dou a cama para a criança."
Portanto, se o menino, a mãe e Michael insistiram nunca aconteceu isso significa que Larry Feldman estava mentindo quando disse: "Ambas as mães permitiram que seus meninos dormissem na casa de Michael Jackson, no quarto, na cama, que Michael Jackson dormia.”
Larry Feldman lança a mentira de forma sútil. Gavin dormiu na cama que Michael dormia. Isso é verdade. Mas eles não dormiram nela ao mesmo tempo. Essa é a questão.
A verdade sobre as festa do pijama (nos Estados Unidos festa do pijama significa passar a noite na casa de amigos) foi que Michael aprendeu a lição em 1993 e teve um cuidado especial para se defender de eventuais acusações futuras possíveis. Assim, ele sempre teve outro adulto presente no quarto dele se qualquer criança estivesse lá. Na ocasião em que Gavin dormiu no quarto de Michael, também estavam lá o irmão de Gavin, Star e Frnak Cascio, assessor e amigo de Michael, que já era adulto na época.
Gavin disse no documnetário “Livin With Michael Jackson” que elle foi quem pediu para dormir no quarto de Michael. Bem, Michael não iria recusar o pedido de uma crinaç que estaav morrendo e nem deixaria que um doente dormisse no chão. Mas ele não convidou Gavin a deitar na cama com ele, ele cedeu a cama para o menino. Infelizemente, pois ele deveria ter dito não e não...


O ex-guarda de Michael, Mike LaPerruque, revelou as medidas de segurança para as pernoites para Roger Friedman, que relatou em 12 de março de 2004, o seguinte:
LaPerruque says he worked for Jackson from August 2001 until June 2003.
"Ontem eu conversei com Mike LaPerruque, um sargento aposentado do Departamento de Polícia de Los Angeles, que permanece na reserva depois de uma carreira de 22 anos ativo. LaPerruque diz que trabalhou para Jackson de agosto de 2001 até junho de 2003.
‘Eu estava com ele 24 horas por dia, 7 dias por semana.’
LaPerruque foi capaz de me dizer. ‘Eu tinha uma chave para o quarto dele em todos os momentos, e nunca foi dito para não usá-la.’
- Alguma vez você andou no quarto de Michael Jackson e o viu na cama  outra criançaalém dos filhos deles?
- "Não! Claro que não", disse LaPerruque.

Ele chamou a mãe do acusador de Jackson, de 13 anos, de "o tipo de mulher que sabia manipular as pessoas".
Quando LaPerruque ouviu as notícias em 17 de novembro sobre a invasão de Neverland e os mais recentes problemas de Jackson, ele diz que o primeiro pensamento dele foi: "Coitado. Ele não pode descançar. Ele tinha um novo álbum saindo e um monte de coisas acontecendo."
Sob juramento, ele dará testemunho de que ele teve experiência com abusadores de crianças em 22 anos como policial, e que Jackson não se encaixa no perfil.

Ele disse que tem dois filhos e ele se sentiria confortável com qualquer um deles – um menino e uma menina – passando o tempo com Jackson.
"No entanto, a história de dormir na mesma cama composta por Larry Feldman não termina aí. Quando o Memorando do DCFS afirmando as declarações dos anteriores dos Arvizos sobre nunca dormir em uma cama (com Michael) veio à tona na imprensa, Larry Feldman fez o seu melhor para erradicar essa informação por completo.
Duas semanas após o vazamento, ele escreveu uma carta de reclamação de que isso tinha violado a lei e 'violou os direitos de privacidade' e fez uma reclamação oficial sobre o DCFS alegando danos em nome dos Arvizos que, até então, já havia mudado a história deles."
Basta imaginar que a tentativa poderia ter sido bem sucedida, a informação teria sido silenciada e nenhum de nós jamais poderia ter sabido a verdade! O texto da reivindicação diz (Larry Feldman fala de si mesmo na 3º pessoa):
“Estas investigações são confidenciais e a lei os proíbe de divulgar informações sobre as investigações ao público. Por volta de 11 de dezembro de 2003, Larry R. Feldman, advogado do requerente, protestou contra essa liberação indevida deste memorando de 26 de novembro de 2003 e pediu que o Departamento  conduzisse uma investigação imediata sobre essa divulgação ilegal e indevida.
Embora o departamento tenha alegado que estava conduzindo um inquérito deste tipo, não forneceu qualquer informação aos Requerentes sobre essa investigação pretendia, nem o Departamento teve a decência humana para pedir desculpas aos Requerentes pelo fracasso total do Departamento de manter a privacidade deles, conforme exigido por lei.
O lançamento indevido de informações do Departamento sobre os Requerentes violou os direitos de privacidade dos Requerentes, assim, ferindo e prejudicando os Requerentes em um montante a ser estabelecido.”

Aqui estão os documentos:



Concordo plenamente que a lei deve ser respeitada e partilharia, inteiramente, da ira de Larry Feldman, não fosse por uma coisa: alguns onze meses antes disso, em fevereiro do mesmo ano (2003), a muito estimada corporação legal dele TAMBÉM vazou um documento muito confidencial, que muito “violou os direitos de privacidade” de todos os envolvidos e nenhum dos associados dele, nem ele, já tiveram “a decência humana para pedir desculpas" por esse vazamento.
E nesse caso, foi uma infração muito grave, além de fortemente ferir os sentimentos das pessoas indicadas no documento, ele também quebrou o acordo de confidencialidade de 1994, no qual um dos garantidores era ninguém menos que o próprio Larry Feldman ...
É a assinatura de um menino de 13 anos de idade?
Sim, estou falando de uma certa  “declaração”  feita por um certo "J." Chandler dez anos antes, em dezembro de 1993, digitada no papel de uma empresa legal chamada "Fogel, Feldman, Ostrov, Ringler" da Califórnia , que é assinada por alguém que é suposto ser Jordan (embora a assinatura parece de um adulto para mim e não contenha a verificação por qualquer um dos advogados).
A ausência de qualquer verificação deve ser razão suficiente para que qualquer pessoa sensata suspeite que o documento seja uma farsa, mas eu aprendi com a advogada Lisa G., que a lei da Califórnia não permite que as declarações (não depoimentos!) sejam assinadas por um declarante sem nenhuma verificação do advogado em cuja presença é feita.
O advogado apenas pegou o papel da firma dele, digitou o resumo da história do declarante, tomou a assinatura dele (ou de alguém) na ausência de advogados do réu e aqui está: a declaração está pronta.
Isto, obviamente, oferece amplas oportunidades para a fraude, e não há nenhuma maneira de saber se o documento é verdadeiro, exceto a palavra Larry Feldman. E quem acredita em Feldman?
No entanto Larry Feldman manteve completo silêncio quando o escritório dele vazou tal documento em fevereiro de 2003 e isso nos deixa com uma boa alternativa de que o documento seja falso e Larry manteve o silêncio porque ele não está disposto a ter esse documento relacionado a ele ou o papel é real e Larry manteve o silêncio porque ele está violando a lei e todas as regras de decência humana (tornando-o conhecido do público após o acordo de confidencialidade o qual ele é um garantidor).
Qualquer que seja o caso com a autenticidade do papel, a declaração vazou do escritório de Larry Feldman, e ele nunca derramou uma lágrima sobre isso violar a lei "violando direitos de privacidade" e violando o acordo de confidencialidade que, efetivamente, declarou que estava retirando todos os encargos (exceto negligência) antes dele. O acordo estipula especificamente este ponto:


“O Menor, por e através de seu Guardião ad Litem,  Evan Chandler  e June Chandler, e cada um deles individualmente e em nome de cada um de seus agentes ... irrevogavelmente e incondicionalmente liberam, absolvem e para sempre desobriga as Liberações de Jackson, incluindo Jackson, ... de todas e quaisquer acusações, reclamações ... incluindo, sem limitação, todas as reivindicações que foram denunciadas ou poderia ter sido alegado na ação e as reivindicações...”
Uma cláusula idêntica está prevista para Jackson.
Menção especial é feita sobre o fato de que o acordo não é admissão de qualquer culpa:
 “Este acordo confidencial não deve ser interpretado como uma admissão por Jackson que ele agiu erradamente em relação ao Menor, Evan Chandler ou June Chandler, ou qualquer outra pessoa ou tudo, ou que o Menor, Evan Chandler ou June Chandler tenham quaisquer direitos que seja contra Jackson. Jackson nega especificamente qualquer responsabilidade, e nega quaisquer atos ilícitos cometidos contra o Menor, Evan Chandler ou June Chandler ou quaisquer outras pessoas.”
Dando a Larry Feldman o benefício da dúvida, estou pronta para supor que a “declaração” estava na posse da polícia e também poderiam ter sido eles quem vazou o documento, no entanto, eles tiveram muito de suas próprias entrevistas com Jordan e poderiam ter vazado as deles se quisessem...
Mas mesmo que tivesse sido assim, ainda seria responsabilidade direta Larry Feldman e até o dever de fazer uma declaração na imprensa de que o vazamento de tal documento foi uma violação grosseira do acordo e violava os direitos de privacidade e feria todos aqueles a quem a declaração se referia a, incluindo Jordan Chandler, em primeiro lugar.
Larry Feldman não expressou preocupação com o bem-estar de Jordan em seu discurso no seminário? Ele não justificou ter pedido que o processo civil não fosse suspenso e evitar o processo criminal como sendo necessário preservar os sentimentos de Jordan? Então, por que ele vazou a declaração dez anos após os eventos, quando “as feridas” do menino (se houvesse algum) já estariam “curadas”?
Não era dever de Larry Feldman salvaguardar os direitos de Jordan Chandler, no âmbito do acordo de confidencialidade? Por que Michael Jackson é quem teve que lembrá-lo das suas funções?
The Smoking Gun says about Michael’s statement following the release of the declaration:
O Smoking Gun disse sobre a declaração de Michael após o lançamento da declaração:

"Depois que TSG publicou pela primeira vez o documento abaixo em 06 de fevereiro de 2003, Jackson divulgou um comunicado assinalando que ‘ tem respeitado a obrigação de confidencialidade imposta a todas as partes no processo anterior, mas alguém decidiu violar a confidencialidade e usar a declaração do menino para manchar o caráter estrela.”
Ele acrescentou que, "deve-se lembrar que, no momento, a obrigação de confidencialidade foi mútua, projetado tanto para proteger o adolescente como o próprio cantor". Jackson concluiu: "Quem está vazando este material está mostrando tanto desrespeito com o menino como a determinação em atacar Michael."
Não é realmente surpreendente ver Larry Feldman reclamando sobre o vazamento do que os Arvizos realmente disseram ao Departamento Serviços às Crianças e à Familia e nunca disse uma palavra sobre o vazamento de um documento suspeito de seu escritório que violou o acordo que ele próprio assinou e era um garantidor?
Ele não deveria ter imediatamente negado essa declaração tão logo foi publicada? E ele não deveria ter sido questionado sobre isso no Seminário Frozen in Time?
Geralmente os advogados devem agir para seus clientes apenas quando eles são mantidos por eles. E quando o processo legal termina, eles não devem agir contra o ex-cliente nem contra os oponentes deles. Se o fizer – e dez anos após a liquidação – isso significa que eles têm uma agenda.
Mas o que é ainda mais surpreendente é que o vazamento foi feito exatamente no mesmo dia quando o filme de Bashir foi ao ar!
Vivendo com Michael Jackson é um documentário da televisão Granada, no qual o jornalista britânico Martin Bashir entrevistou Michael Jackson em um período de oito meses, de maio de 2002 a janeiro de 2003. Foi mostrado em primeiro lugar no Reino Unido na ITV (como um especial Hoje à Noite) em 3 de fevereiro de 2003, e nos Estados Unidos três dias depois, na ABC, introduzido por Barbara Walters.
Você notou a data dada pelo Smoking Gun?  A declaração foi publicada no dia 6 de fevereiro de 2003, que é o dia oficial da liberação do filme de Bashir em os EUA!
Que diabos esta coincidência significa na campanha de difamação contra Michael Jackson? Isso significa que:
Não era penas Bashir quem estava por trás da nova onda de acusações contra Michael Jackson e que havia outras pessoas envolvidas neste plano realmente grande?
Ao liberar a declaração de J.Chandler feita 10 anos antes, no mesmo dia que o filme iria ao ar, alguém pretendeu  realçar o efeito disso?
Alguém estava oferecendo as palavras certas para o possível novo acusador?
Larry Feldman não representava apenas os interesses do autor Chandler quando ele foi retido por ele, mas também participou da campanha de difamação contra o ex-réu, mesmo depois de o caso ter sido resolvido?
Em resumo significa que Larry Feldman também tinha o próprio  interesse, assim  como promotor Tom Sneddon?
Todos os itens acima merece muito mais atenção de nossa parte, mas temos que continuar com o discurso de Larry Feldman que continua com sugestões sinistras sobre padrão de comportamento MJ, que estão disfarçadas como uma conversa inocente sobre “semelhanças'” nos casos de Jordan e Gavin:
LARRY FELDMAN:
Ambos os pais, mães, pelo menos, receberam coisas de valor de Michael Jackson, durante o tempo que eles tiveram essa relação com Michael Jackson.
Bem, June Chandler fez receber algumas joias e “um adorável bracelete” que Michael deu a ela por algum motivo conhecido apenas aos dois, no entanto, Janet Arvizo tinha dele apenas o dinheiro para as necessidades imediatas para fazer compras na cidade, como a depilação das pernas e semelhantes.
Se esta forma de gastar dinheiro por parte de Michael é algo significativo para Larry Feldman, deixe-me lembrá-lo de que Michael Jackson deu “coisas de valor” não só para essas duas mulheres, mas para todo o mundo além delas. Ele deu um carro Mustang para Ryan White, o menino doente com AIDS, e pagou US $ 100.000 para a operação de uma criança húngara, cujo fígado foi substituído, ele doou todos os lucros da Turnê Victory para financiar o projeto Universidade Negra da Turnê Dangerous (150 milhões de dólares)  à Fundação Heal the World.
Macaulay Culkin disse no testemunho dele que Michael era muito generoso, não apenas com dinheiro, mas com qualquer coisa que lhe pertencesse, como exemplo, Macaulay disse que o irmão dele pediu a Michael uma caixinha de madeira que estava no quarto dele e Michael entregou a caixa imediatamente. Os presentes nunca tiveram razões escusas.
Isto para não mencionar as coisas pequenas como doar a compensação $ 1,5 milhão da Pepsi para o Centro de Queimados de Crianças, 43 toneladas de medicamentos, cobertores e roupas de inverno enviadas para Sarajevo e doar para a caridade 1 milhão de libras pelas fotos exclusivas de sua filho Prince, feita pela revista britânica "OK!"
Na verdade, a lista dos que receberam doações e apoio em dinheiro de Michael Jackson é tão longa que eu nunca seria capaz de terminar este post sobre o discurso de Larry Feldman, e precisamos voltar para o velho, outra vez...
Devamını oku...

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Entrevista de Tom Mesereau à Iconic Magazine


Thomas Mesereau
Entrevista Exclusiva
À Iconic Magazine

 

 




















Traduzida por Daniela Ferreira para o blog The Untold Side of the Story
Fonte: Iconic Magazine, edição de 7 de junho de 2012

IM: Iconic Magazine
TM: Tom Mesereau

IC: Primeiramente, nós queríamos dizer muito obrigado a você pelo que você fez por Michael, durante o julgamento. É uma honra agradecer a você pessoalmente.
TM: Michael era uma pessoa maravilhosa, muito amoroso, muito decente, muito espiritual, um gênio musical além da comparação, e obrigado a você por seu interesse e elogios.
IM: Como vice se tornou um jurista?
TM: meu pai era um graduado da United States Military Academy em West Point e teve aulas na faculdade, embora ele não fosse um advogado, sempre sugeriu que se eu não tivesse certeza do que eu queria fazer na minha vida, eu deveria ir para faculdade de Direito. Ele considerava educação muito valiosa e ofereceu muitas oportunidades para  diferentes coisas: se políticas, negócios, direito ou um especialista em lei. Ele sempre me incentivou a considerar isso. Em, em certo momento eu pensei em ser um jornalista, e na verdade eu fiz um mestrado no LS, em Londres e comecei a faculdade de direito nos anos seguintes.  Na verdade, dois meses depois eu senti que eu senti que não queria estar na escola, assim, eu falei para o Reitor e nós concordamos que  eu deveria sair por um ano. Eu explorei opções em trabalho de correspondência estrangeira e jornalismo durante aquele ano e acabei decidindo voltar para a faculdade de direito e isso é o que aconteceu.
IM: Então, depois que você deixou a faculdade de direito, você conheceu a adorável Susan Yu. Como você a conheceu?
TM: Eu estava em um espaço sublocado, em outro prédio, dentro da firma de advocacia, ela estava com uma firma de obrigação civil, nós nos tornamos amigos e, em certo ponto, decidimos abrir nosso escritório juntos.
IM: Juntos, depois que vocês abriram o escritório e, eu tenho certeza, depois de muito sucesso, vocês foram contatados pela família Jackson. Está correto? Como eles entraram em contato com você pela primeira vez, em relação ao caso de Michael?
TM: Eu estava defendendo o ator Robert Blake, em um caso de homicídio de lato perfil, em Los Angeles; ele foi acusado de matar a esposa dele e , naquele momento, esse era o caso de maior visibilidade nos Estados Unidos. Enquanto eu o estava defendendo o Rancho foi invadido , em novembro de 2003. Eu tinha tirado dez dias de descanso para me preparar para o julgamento por homicídio de Robert Blake, em fevereiro de 2004, desligando meu celular e me afastando de tudo isso. Quando eu estava dirigindo para casa, eu liguei meu celular e dentro de um minuto ele estava tocando sem parar. Pessoas em volta de Michael Jackson, em Las Vegas, onde ele estava naquele momento, estavam desesperadamente me pedindo para voar de encontro a ele e eles disseram que ele queria que eu o defendesse. Eu disse a eles que eu não poderia servir a  dois mestres ao mesmo tempo. Seria muito antiético para mim, pegar o caso dele, quando eu estava já estava no caso de Robert Blake há quatro meses. Eu disse se Michael Jackson for acusado, isso será um caso muito maior que o caso de Robert Blake, mas eu tenho obrigações com meu cliente atual e eu não vejo como eu posso, eficientemente, trabalhar nos dois ao mesmo tempo.  Eu conhecia Randy Jackson há anos, mas eu nunca tinha encontrado Michael. As ligações continuaram vindo e eu continuei dizendo que eu e estava muito lisonjeado, mas isso não seriam, em minha opinião, profissional e ético. Eu estava no meio da seleção de um júri para o caso de Robert Blake e ele e eu tivemos uma grande desavença, o que continuará confidencial. Eu acabei me desligando do caso e em muito pouco temo, Randy Jackson me ligou e disse: “Olhe, nós sempre quisermos você, você não está disponível?” Eu acabei fazendo uma viagem secreta para a Florida para encontrar Michael pela primeira vez. Eu fiz algumas perguntas e voei de volta , tudo secretamente, e dentro de  um período muito curto de tempo, Randy disse: “Depois que você entrevistou Michael, ele disse que não quer ninguém mais.” É claro, eu disse a todos eles que o único advogado que eu insistia que fosse parte do time era Susan Yu. Ela é realmente brilhante, criativa advogada, que trouxe uma lida perspectiva para entender evidência e estratégia.  Tanto Randy quanto Michael sabiam  sobre ela e a queriam também. Havia alguns outros advogados, que estiveram com o time, eles, é claro, queriam se livrar de Mark Geragos e Bem Brafman e alguns desses advogados continuaram, mas tão logo eu fiquei preocupado e Michael ficou preocupado, Tom Mesereau e Susan Yu eram os principais advogados na defesa dele e foi assim que começou.
IM: Esta foi uma escolha muito sábia dele! Antes de seu apontamento como advogado, qual foi seu sentimento pessoal sobre o caso e qual era a sua opinião sobre o que estava acontecendo?
TM: Eu sou muito cético sobre o que a mídia diz, em geral. Eu tinha seguido à distancia o caso Chandler, em 1993 e eu certamente era um grande admirador do falecido Johnnie Cochran, que representou Michael Jackson naquele capítulo. Quando eu li sobre isso, eu fiquei muito suspeitoso por diversas razões. Claramente a mídia estava se alimentando de Michael Jackson e salivava sobre esta chocante estória. Mas isso não fazia sentido para mim, que um pai, cujo o filho foi molestado, iria abrir mão de uma investigação criminal e pedir apenas por dinheiro. Isso nunca vez sentido para mim. Quando eu estava defendendo Robert Blake, Johnnie Cochran e eu recebemos prêmios como advogados de defesa criminal em Los Angeles e ele era alguém que eu via como um exemplo e um herói. Eu amis tarde soube que ele tinha recomendado a Michael e Randy que me contratassem como advogado de defesa. Mas eu estava apenas cético sobre este grande frenesi da mídia  que estava começando a crescer em torno de Michael Jackson. Eu tenho visto o bastante da mídia para saber que ela faz com as pessoas. Meu sentimento era que isso era um aumento, uma estória  exagerada, que a mídia estava criando e eu estava muito cético.
IM: Dentro de tudo que aconteceu com Michael, era difícil para ele confiar nas pessoas. Como você trabalhou em ganhar a confiança dele?
TM: A primeira coisa que eu tive que fazer foi aprender sobre a evidência e o cliente. Eu não conhecia Michael Jackson. Eu não conhecia a evidencia; A mídia já o estava condenando antes que eu tivesse a chance de olhar para qualquer coisa.  Eu estava muito impressionado pelo o que a advogado anterior dele esteve fazendo. Ele aprecia estar tão excitado por estar no caso e gostava tanto da mídia que eu não achava que ela estava ajudando a situação. Portanto, eu abordei isso com um estado mental muito neutro. Eu queria saber quem era a pessoa, o que ele gostava, de onde ele veio, o que influencia a personalidade dele, o desenvolvimento dele e a vida. Eu queria pensar objetivamente, ver o que a promotoria pensava que eles tinham e chegar a minha própria conclusão. É claro, eu tinha me encontrado com Michael Jackson, conversado com ele profundamente sobre a vida dele, a situação e sobre quem os acusadores dele eram e não demorou muito para eu concluir que ele não era capaz de fazer aquele tipo de coisa. Eu quero dizer, a noção de que Michael Jackson tinha, antes de tudo, molestado crianças e prejudicado uma criança, que tinha câncer, e maliciosamente dado álcool para entorpecer essa criança para praticar atos perversos, não fazia sentido para mim. Ele não aprecia ser o tipo de pessoa que seria ao menos capaz de imaginar esse tipo de comportamento. Se você adicionar a isso que eles o estavam acusando de ser o cabeça de uma conspiração criminosa para encarcerar uma família, sequestrar crianças e cometer extorsão criminosa, novamente, isso aprecia ser absurdo. Daí, é claro, nós começamos a encontrar informações sobre os acusadores dele eu comecei a perceber que a família tinha tentado algo similar com a Loja JC Penny e eles tinham histórico de se aproximar de celebridades como George Lopez e Chris Tucker para conseguir dinheiro. Havia muito mais sobre eles que era questionável. Depois, eu comecei a me informar mais sobre o caso Chandler, em 1993, e quão suspeito tudo isso aprecia. A promotoria apresentou evidência de que outros jovens homens tinham sido molestados, como Mcaulay Culkin e Wade Robson e nós começamos a nos aproximar deles e, é claro, eles estavam sobre tremenda pressão para não participar do julgamento, porque a mídia tinha passado a impressão para o mundo todo de que ele não tinha chance de vencer o esse julgamento. Daí, eu descobri que Chandler não queria nada com esse julgamento e ele tinha, aparentemente, voado para a Europa para ficar além da busca da promotoria e do delegado para ele testemunhar.
Eu comecei a olhar para o outro acusador que disse que nada tinha acontecido e, depois, ele e a mãe dele queriam uma enorme quantidade de dinheiro, então, a mãe dele queria vender a história dele para tabloides. Eu comecei a olhar para os inúmeros processos contra Michael Jackson, pelos empregados de Neverland e outros; e eu tive que voltar e perceber que o mundo de Michael Jackson não diferente de qualquer outro mundo, e ele era percebido como tão vulnerável, tão infantil, tão criativo e alguém que não queria entrar em um tribunal e gastar dias e semanas com advogados e deposições, questionamentos cruzados e coisas desse tipo; e, de repente, isso começou a ficar claro que isso era um esquema, era uma fraude  e a promotoria, a polícia e o delegado estavam cegos pelo próprio desejo de fama. Eles estavam vendo apenas o que eles queriam ver e ignorado o outro lado das cosias. Eu chequei a conclusão de que este homem era completamente inocente, que era incapaz de cometer esses alegados crimes e nós tínhamos que provar isso no tribunal.
IM: Você mencionou os Chandlers. Originalmente, eles concordaram em aceitar o acordo para não ir a julgamento. Como foi isso, eles estavam autorizados a testemunhas neste caso?
TM: Antes de tudo, como parte de um acordo no processo civil nos Estados Unidos, você não pode concordar em não testemunhar em um processo criminal; isso seria contra a política pública e execução, portanto, você não pode a pagar dinheiro a alguém e tê-los, formalmente, concordando que eles não irão aparecer em um paralelo caso criminal ou não cooperar com o governo e a investigação. Isso é algo que você não pode fazer na América. Portanto, houve um acordo civil, eu olhei profundamente para dentro disso e tive a impressão de que Michael tinha sido aconselhado por várias pessoas a pagar o dinheiro e encerrar o capítulo. É claro, as pessoas que o aconselharam a fazer isso não estavam assinando o cheque, ele estava. Minha impressão foi de que eles estavam dizendo a ele que esta publicidade iria prejudicar a carreira dele e que a soma pedida era minúscula comparada com o que ele podia ganhar e ele acabou convencido de que era o melhor caminho a seguir. Mesmo que ele estivesse muito relutante, parece-me que Michael foi pressionado de muitas formas diferentes, por muitas diferentes pessoas a encerrar aquele capítulo, assinar o cheque e se livrar da coisa toda. Ele se arrependeu por ter feito isso como eu tenho certeza que todos vocês sabem e eu fiz uma declaração antes do julgamento criminal dele de que foi um grande erro fazer o acordo e que isso tinha apenas aberto uma Caixa de Pandora e levou outras pessoas a pensar “Por que trabalhar se você pode processar Michael Jackson?” e eu acho que foi a principal motivação por trás desse novo julgamento.
IM: Com certeza! Houve um significante dia que a mídia apelidou de “O Dia do Pijama”. Você considera que o juiz não foi razoável, dado que Michael realmente caiu no banheiro, por exigir que Michael viesse para o tribunal do hospital?
TM: Bem, eu preferiria que ele tivesse permitido mais flexibilidade a Michael, mas, dada a situação. Eu entendo a preocupação do juiz. Você tem que voltar e, antes de tudo, olhar para o caso OJ Simpson. O juiz naquele caso, que tinha uma forte reputação de ser um excelente jurista, teve a carreira dele arruinada, porque a percepção foi de que ele deixou o caso sair do controle. Ele não queria entrar em conflito com a promotoria e os advogados de defesa; deveria ter sido um julgamento curto e acabou levando nove meses. Depois do julgamento, nenhum juiz em Los Angeles permitiu uma câmera no tribunal até poucos anos atrás. Portanto, aqui, um pequeno juiz de Santa Maria, que estava, provavelmente, um pouco traumatizado pelo que ele viu acontecer ao juiz do caso OJ Simpson, estava lidando com um caso muito maior que o caso OJ Simpson, a maior cobertura midiática na história da América, na verdade, devido a quem era Michael Jackson. Ele sabia que isso esse julgamento tinha o potencial para sair do controle, para parecer um circo e realmente arruinar a carreira dele e eu penso que ele, provavelmente, viu Michael no capô da SUV, o que foi antes de eu entrar no caso, e sentiu que algo, provavelmente iria testar a energia dele. Quando eu soube o que tinha acontecido com Michael (cair no chuveiro) eu fui até o juiz e queria que ele conversasse com os médicos no hospital, mas ele se recusou e bateu o pé e disse “Se ele não estiver aqui em certo tempo eu irei revogar a fiança e coloca-lo na cadeia pelo resto do julgamento”. Eu fiquei horrorizado com isso, portanto fui eu quem disse a Michael e o pessoal dele: “Ele não tem tempo para ir para casa, ele não tem tempo de se trocar, ele tem que vir para o tribunal agora mesmo!”.
IM: Você considera que um caso televisionado teria beneficiado Michael sabendo como a mídia a estava contra ele?
TM: Teoricamente, isso poderia ter beneficiado, porque eu não acho que mídia estava reportando o questionamento das testemunhas pela defesa. Eu percebi que alguns repórteres distorciam os testemunhos por correrem para fora da corte e anulando o questionamento pela defesa. Claramente, uma câmera no tribunal mostraria mais dramaticamente o outro lado. Contudo, eu não mudaria nada, porque nós vencemos em todas as acusações. E ele foi completamente justiçado, em minha opinião, portanto, olhando para trás, eu não mudaria nada. Nós vencemos!
IM: Certamente. Como foi a decisão de que Michael não testemunharia?
TM: Essa é uma decisão que você sempre reserve tomar, até o último segundo. Você quer ver como o julgamento está acontecendo e como você percebe que o júri está reagindo.  Michael queria testemunhar e dar o lado dele da estória, no entanto, eu sentia como se ele já tivesse testemunhado no vídeo do documentário de Bashir e nas partes cortadas que não foram incluídas no Documentário de Bashir, ele tinha dito tudo que ele precisava dizer. Também, lembre-se de que ele fisicamente e emocionalmente devastado por esta experiência; ele estava exaustado, ele não estava dormindo, nem comendo. Eu estava conversando com ele às 3 ou 4 da manhã. Ele ligaria para Susan Yu às 3 ou 4 da manhã para falar sobre coisas e ele não estava em boa posição, física e emocionalmente. Todavia, eu o teria colocado para testemunhar se ele quisesse testemunhar, se eu sentisse que era necessário, mas eu senti, naquele estágio, que nós estávamos vencendo o julgamento. Ele abordou todos os assuntos que precisava abordar naquele testemunho no vídeo tape e não era necessário testemunhar.
IM: Quando o julgamento terminou, o mundo queria ouvir de Michael, ouvir o lado de das coisas. Você sabe por que a decisão foi que Michael permanecesse completamente em silencio?
TM: Michael e a família dele deixaram o tribunal vitoriosos! E foram diretamente para Neverland. Susan Yu e eu não demos uma conferencia de imprensa, embora muitos jornalistas no mundo inteiro quisessem, mas nós sentimos que nosso lugar era com Michael e a família dele em Neverland, assim, nós fomos para lá, também. Michael e a família dele estavam muito aliviados, muito agradecidos e não havia nenhum senso de estático júbilo. Havia uma sensação de gratidão. Isso era exatamente o que Michael queria fazer. Le precisava se curar, fisicamente e emocionalmente, ele parecia simplesmente horrível no dia do veredito, eu tenho certeza que vocês se lembram disso. As bochechas dele estavam chupadas, parecia que ele não tinha dormido por semanas e tinha dificuldade para comer. Infelizmente, ele iria para casa depois de um dia em julgamento e todo mundo em Neverland tinha assistido a cobertura na TV, que era muito dirigida ao resultado que a eles mais audiência que justiça, dessa forma, ele iria para casa pra esta perturbadora discussão sobre o que a m´dia estava dizendo e o que estava acontecendo no tribunal. Ele tinha que ser perturbado por isso, mesmo com Susan Yu e eu encorajando-o sobre o caso estar indo bem. Nós não podíamos garantir o que o júri iria fazer, mas estava indo bem e nós estávamos esperançosos de que ele seria absolvido de todas as acusações. Inobstante, você está no meio do ambiente da mídia assim e você é muito desconfiado pelo sistema em geral, ele estava aterrorizado pelo que poderia acontecer aos filhos dele, a ele. Ele tinha que se curar de tudo isso.
IM: Depois do julgamento, Michael deixou Neverland e decidiu sair pelo mundo. Isso foi por sua instrução ou escolha dele mesmo?
TM: Definitivamente, isso foi escolha dele, mas foi minha recomendação, minha muito forte recomendação. Lembre-se de que o condado de Santa Barbara está ao norte de Los Angeles, onde eu tenho escritório e eu nunca tinha tentado um caso no Condado de Santa Bárbara. Santa Maria é uma cidade de blue colar classe trabalhadora muito conservadora. É um lugar de pessoas muito agradáveis, bela paisagem. É o lugar onde Michael decidiu viver; ele adorava passar o tempo lá; ele criou Neverland. No entanto, eu vivi lá durante o julgamento e eu tive um pressentimento muito bom sobre o promotor e o delegado dele; e minha sensação foi de que eles estavam devastados pela derrota, eles se sentiram humilhados diante do mundo inteiro. Quando Susan e eu os encontramos pela primeira vez, eles estavam caminhando nas nuvens, eles estavam no topo do mundo, eles sentiam que eles iriam vencer o mais o caso da história. Depois disso, eu tive a sensação de que eles estavam muito envergonhados pela derrota que eles fariam qualquer coisa para pegar Michael Jackson. Eu sentia que ele nunca viveria em paz lá, novamente. Eu direi a vocês exatamente as palavras que eu usei: “Michael, esta é uma rede de caras brancos. Eles foram humilhados. Eles nunca tiveram o governo olhando sobre os ombros deles quando isso se tornou uma questão racial, como nos estados do Sul e esses caras controlam o show e eles nunca lhe deixarão em paz. ‘O tempo de Neverland’ passou e você precisa se mudar para algo novo. Abra um capítulo melhor na sua vida.” Eu recebi ligações de pessoas em torno dele que ficaram chateadas com essa recomendação. Eles me perguntaram se eu tinha informações específicas sobre algo que iria acontecer. Eu disse “eu não preciso disso, eu apenas sei, e, pelo que eu tenho visto, este não é o lugar para ele viver, novamente”.
IM: Certamente! Ele alguma vez expressou os sentimentos dele sobre a América.
TM: Bem, depois que eu fiz essa recomendação, a próxima vez que eu soube dele, ele estava ligando para Susan Yu do Oriente Médio e todo dia Michael ligaria para Susan do Bahrain, para assistência na transição. Eu nunca abordei esse tema com ele novamente, para ser honesto com você. Eu certamente soube, exatamente com você, o quão triste ele estava com a América, nosso sistema de justiça e o jeito como ele foi tratado. Quem pode culpa-lo, é claro? Mas eu nunca diretamente abordei isso com ele.
IM: OK! Uma coisa que eu quero tocar com você, uma das alegações mais ridículas de todo o julgamento, exceto pelas acusações de abuso sexual, foi a alegação de sequestro. Isso é tão ridículo que é risível. Como os outros nunca estiveram no tribunal?
TM: Havia uma séria razão estratégica para eles fazerem isso. Antes de tudo, nós temos uma concepção no direto americano chamado “Prova Ouvi Dizer” o que é uma declaração extra-tribunal, feita por alguém que não está no tribunal para ser questionado. Em outras palavras, se alguém diz alguma coisa em Neverland, em teoria, você pode trazer isso para o tribunal, exceto se essa pessoa está definida para ser questionada. Há uma exceção para isso em um caso de conspiração, que é chamada de exceção Ouvir Dizer co-conspirador. Se uma alegação de conspiração é feita, alguém tem permissão para vir e testemunhar sobre o que aquele alegado co-cosnpirador disse; mesmo que aquele co-conspirador não esteja no tribunal para ser questionado ou testado em relação àquela alegação. Portanto, trazendo acusações de conspiração, você permite que essas pessoas testemunhem sobre o que outros co-cosnpiradores disseram ou fizeram fora do tribunal. Número dois: ao trazer acusações de conspiração e alegações de que todos estes outros indivíduos são co-conspiradores, você é capaz de assusta-los. Uma vez que eles descobrem que há a uma chance de ser acusados de conspiração criminosa, o que é uma acusação criminal muito séria, que pode levar à prisão, eles contrataram advogados e os advogados deles dizem a eles para não se envolver e aborrecer a promotoria – não ajude a defesa, salve sua própria de pele. Dessa forma, o que nos restou foi ter essas pessoas testemunhando sobre o que aquelas pessoas disseram ou fizeram. Toda vez que eles pensavam que alguém iria ajudar Michael Jackson, eles ajuizavam um documento chamando-o de co-conspirador para amedronta-lo. A terceira razão era que eles queriam fazer Michael Jackson parecer um monstro e um gênio criminoso, que não tinha problemas em sequestrar e ameaçar uma família. Eles pensaram que essas acusações extras o fariam mais condenável, e permitiria que eles o desvalorizassem mais, diante de um júri. Lembre-se de que é uma comunidade muito conservadora, onde a taxa de condenação é muito alta. Essas eram as três razões principais para eles trazerem essa acusação, eu penso e, obviamente, o tiro saiu pela culatra!
IM: Isso é absurdo, pelo que você acabada de dizer, isso parece completamente inimaginável!
TM: Nesse sentido, eles provavelmente nos ajudaram! Porque as acusações eram tão absurdas.
IM: Saindo do julgamento, como era o seu relacionamento com Michael?
TM: Quando Michael se mudou para o Oriente Médio, eu falei com ele um par de vezes, mas nós não estávamos muito em comunicação. Houve um período de nove meses, quando Susan Yu estava falando com Michael e Grace regularmente. Eu meio que ajudava Susan de tempo em tempo, quando ela o estava ajudando com a transição; tudo sobre lidar com executivos, vender animais de Neverland, você nomeie isso. Ela estava gastando muito tempo, mais que eu. Portanto, eu não estava realmente falando com muito com ele, apenas de vez em quando e, usualmente, a preocupação era relacionada a negócios. Eu não fui realmente parte da vida dele em um sentido pessoal depois do julgamento. Eu tinha o sentimento de que eu tinha feito o trabalho que eu estava lá para fazer. Eu disse a ele a primeira vez que eu o encontrei, “Michael, eu sei que você não está acostumado a ouvir isso, mas eu não estou aqui para entrar no seu império do entretenimento e financeiro! Eu estou aqui para vencer o caso criminal!”
IM: Quando você fala sobre o julgamento, você parece muito passional sobre o trabalho que você fez, especialmente por Michael. Por que isso? Você formou uma conexão com ele?
TM: Sim, eu acho que formei! Esta foi a hora mais sombria dele. Eu o conheci, provavelmente, no pior capítulo da vida dele, quando ele estava simplesmente aterrorizado, deteriorando fisicamente e psicologicamente e simplesmente morrendo de medo de perder os filhos dele. Ele não podia acreditar que ele estava nessa situação. Eu o vi como um espírito criativo, muito vulnerável e com coração maravilhoso, com um jeito humanitário muito generoso e desejo de mudar o mundo de uma forma positiva. O fato de que ele foi jogado nesta masmorra legal pelo sistema criminal americano é simplesmente repugnante. Assim, eu vi quem ele era, senti quem ele era, eu percebi a injustiça de todo o processo. Eu desenvolvi uma lealdade muito passional lá e eu não deixei isso interferir em minha objetividade; você tem que dar um passo atrás, objetivamente, e, periodicamente, ver como um caso está se desenvolvendo, como as coisas parecem, legal, e factualmente. Apesar disso, eu desenvolvi um sentimento passional por ele e um passional desgosto por essas acusações e o que a promotoria estava tentando fazer.
IM: Você trabalhou com Aphrodite Jones, também. Você a ajudou fazer o livro dela? Como foi trabalhar com alguém que, primeiro, estava pensando o completo oposto?
TM: Eu não confiei nela no início! Eu a conheci no caso Robert Blake, ela estava cobrindo o caso. Eu notei que ela era muito agressiva! Quando eu entrei no caso de Michael Jackson, ela tentou falar comigo e eu dei a ela um olhar gelado. Ela parou, e eu não quis nada com ela, eu não estava falando com ela. Eu penso que foi cerca de uma nos após o veredito que nós esbarramos um no outro, em uma galeria em Beverly Hills. Ela me disse que ela estava repensando a forma como ela cobriu o julgamento e o que a mídia fez com Michael Jackson. Eu ainda não confiei totalmente nela, por isso eu disse “Olhe! Todo mundo pode cometer erros na vida, mas certamente esse é um grande que você comentou, e minha opinião! Mas se você quer alguns fatos, envie um rascunho para mim e eu posso dar uma olhada, eu mesmo, e decidir se eu realmente acredito em você, você é bem vinda a fazer isso.” Ela começou fazendo isso e eu tive a impressão de que ela estava embarcando em algo que iria afazer um grande serviço a Michael e à família dele aos fãs dele em todo o mundo, assim, eu a ajudei e não fui pago por isso. Eu pensei quer era a coisa certa a fazer e ela acabou sendo fiel à palavra dela.
IM: É um livro muito bom, se pelo menos Michael o tivesse lido. Como você se sentiu depois que soube que Michael tinha falecido?
TM: Bem, eu fiquei em choque! Minha primeira reação foi negação, porque durante anos eu escutei tantos falsos rumores sobre Michael. Eu esperava que isso fosse outro absurdo da mídia! Eu estava no meio de um julgamento, em Los Angeles, com Susan e nós estávamos saindo do tribunal e a namorada de Randy Jackson, naquela época, que estava nos assistindo com um aspecto de computador do nosso caso, disse que Michael tinha morrido. Eu entrei no tribunal e dois oficiais vieram a mim e disseram o mesmo. Eu liguei para meu escritório e minha secretária eletrônica estava cheia, pessoas do mundo inteiro tentando saber minha impressão sobre isso. Eu fiquei tão chocado e devastado e eu não queria acreditar nisso.
IM: Quando nós tivemos o julgamento contra Conrad Murray, você pensa que as acusações certas foram feitas contra ele?
TM: Eu penso de um prático ponto de vista. Eu posso entender porque a família e os fãs pensam que homicídio em segundo grau era mais apropriado! Era apropriado, dado o que ele vez, mas como um experiente advogado criminal, eu senti que com uma acusação de homicídio em segundo grau, dada a ausência de antecedentes criminais e os fatos do caso, o júri poderia começar a sentir empatia por ele, se eles sentissem que ele enfrentando passar a vida da prisão. Eu tinha medo de saber como eu tenho usado excesso de acusações de promotores para minha vantagem. Eu senti que a coisa mais importante era condená-lo e responsabilizado, tirar a licença médica dele, encarcera-lo e enviar a mensagem de que médicos não podem fazer aquele tipo de coisa às pessoas. Eu estava mais preocupado sobre ele ser condenado e ser responsabilizado que sobre a severidade das acusações, que podem, facilmente, ser um tiro pela culatra! Eu defendi casos nos quais as pessoas poderiam ter sido condenadas por agressões, mas eles foram acusados de tentativa de homicídio, porque a promotoria queria carregar nas acusações e assombrar essas pessoas. Eu olhava para os jurados e dizia: “Vocês sabem que não houve nenhuma tentativa de homicídio aqui! Isso é abuso de poder.” Portanto, de um prático ponto de vista, eu penso que as acusações foram corretas.
IM: Concordo! Para nós isso foi como uma montanha russa emocional e nosso time também fez manifestações e petições para revogar a licença dele. Esse era nosso principal objetivo. Ninguém nunca irá pagar o bastante pelo que ele fez!
TM: A licença foi tirada dele, ele é um criminoso condenado pelo resto dos dias dele e ele está na prisão! Portanto, isso pode não ser o número de anos que as pessoas queriam, mas ele foi responsabilizado!
IM: Você acha que a promotoria fez um bom trabalho neste caso?
TM: Sim! Eu penso que eles fizeram um excelente trabalho! Eles fizeram tudo perfeitamente. O promotor era muito agressivo, mas profissional ao mesmo tempo. Ele não estava acima do topo de forma que ele pudesse perder a credibilidade e eles simplesmente fizeram um excelente trabalho naquele dia.
IM: Nós terminaremos a entrevista com uma nota positiva. Se você tivesse a oportunidade de dar a Michael um pequeno conselho hoje, qual seria?
TM... o conselho que eu daria a ele seria para ser mais cuidadoso com as pessoas em volta de você, você confia demais! Você é muito generoso! Você é muito vulnerável com pessoas que vem a você e dizem que elas irão resolver suas dificuldades, cuidar dos sues negócios para você ser mais criativo. Você deve ter mais cuidadoso com que você confia!
IM: Esse seria um conselho muito bom, Tom! Foi simplesmente maravilhoso conversar com você e agradecer a você por passar um tempo conosco. Você se importaria se nós enviássemos a você uma cópia da revista?
TM: Eu adoraria ver isso!
IM: Obrigado, novamente, por tudo que você fez durante o julgamento e em nome de todos os nossos leitores, obrigado.
TM: Obrigado a todos vocês! Eu sou muito honrado e privilegiado por ter conversado com vocês.

Iconic Magazine agradecerá, mais uma vez, a Tom Mesereau por nos proporcionar esta esclarecedora entrevista!









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