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Discurso de Larry Feldman


Transcrição de "Frozen in Time: uma fascinante visão por trás dos bastidores dos casos de Michael Jackson"
Discurso de Larry Feldman


TRADUZIDO POR CAROLINE MJ. SE REPRODUZIR, COLOCAR CRÉDITOS.



Começamos a parte dois com a análise do caso de 1993 feita por Larry Feldman. Como você pode imaginar, tive que checar seriamente os fatos!
Larry Feldman: Boa noite. Eu tive o privilégio de representar os dois jovens, ambos os que alegaram terem sido molestados por Michael Jackson. Eles tinham algumas semelhanças que, mesmo estando a dez anos de diferença, valem a pena assinalar; e algumas diferenças que também valem a pena assinalar.

Tendo em mente, ambos eram civis. Em um, no primeiro caso, eu de fato participei do processo dele e passei pelas mesmas coisas que o juiz Melville falou a respeito. Lutei com as mesmas questões, e falarei a respeito quando for a hora de falar sobre isso. Em um, nós não processamos de fato porque o caso criminal veio primeiro. Mas ambos os meninos tinha isso em comum: eles tinham 13 anos de idade, eram jovens entrando na puberdade. Ambos vieram de famílias problemáticas. Ambos viviam com suas mães na época em que as supostas alegações teriam ocorrido.

Ambos vieram de casas cujas mães o permitiram passar um tempo excessivo com Michael Jackson, sozinhos. Ambas as mães permitiram que seus filhos dormissem na casa de Michael Jackson, no quarto, na cama onde Michael Jackson dormia. Ambos esses pais, mães pelo menos, receberam coisas de valor de Michael Jackson durante o tempo em que tiveram esse relacionamento com ele. Outra coisa sobre a qual acabei de pensar é que o que esses casos tinham em comum, mesmo com dez anos de diferença, que nenhum dos advogados, creio que exceto Ron Zonen, eram os originais do primeiro. No primeiro caso, o caso do primeiro menino, que foi resolvido, ele inicialmente foi representado por um advogado de nome Rothman, e depois Gloria Allred assumiu por 24 horas, 36 horas, deu uma coletiva de imprensa e acabou! (risos) Então, entrei para o caso.

E originalmente Michael Jackson, no caso um, foi defendido por Bert Fields e Howard Weitzman, e depois, Bert foi substituído e Johnnie Cochran e Carl Douglas se tornaram os advogados principais de Michael Jackson. E no caso criminal, originalmente Michael Jackson foi representado por Mark Geragos, como o juiz fez alusão, e Brothman de Nova York, e por fim foram substituídos por Tom Mesereau. Então, todos estávamos meio que lidando com questões que algumas das cartas já haviam sido usadas por nós. Mas eles se diferenciavam em vários aspectos, pelo menos pela minha visão como advogado.

O caso de 1993, na época em que eu estava no caso, foi a história principal do LA Times. O caso estava em todos os jornais da televisão local. Era a história principal. Nesse caso, o menino, só para refrescar suas memórias, foi mandado ao Children's Services através de um psiquiatra a quem ele havia relatado o abuso. O Chidren's Services, como a maioria de vocês deve saber, isso é um relato confidencial, quando alguém relata abuso sexual, psiquiatras são exigidos por lei a denunciar. E lá era pra ficar supostamente, totalmente, 100% confidencial. Alguém ficou sabendo e vazou para a imprensa, então a imprensa ficou sabendo na época em que não havia nenhum advogado envolvido. O jovem, nesse caso de 93, havia dado uma declaração inacreditavelmente detalhada sobre seu relacionamento com Michael Jackson, como começou, como a parte sexual começou. Ele detalhou muito bem o começo do relacionamento, como ele passou a ter uma atividade mais física com Michael Jackson, como começaram as carícias, como começou o sexo oral, como começou a masturbação. E ele deu essa história inteira excelentemente detalhada.

O outro menino não foi verdade. O outro menino tinha tido câncer em 4° estágio, e ele nunca tinha de fato revelado tudo sobre o relacionamento. E ele veio de uma família toda destruída, um lar destruído. Mas aquela família, no momento em que vieram a mim, nunca havia dito nada ao Children's Services, não tinha estado em terapia, não tinha chamado a polícia, não tinha chamado a promotoria. Então, o caso um já estava por aí quando nos envolvemos. No segundo caso, nada havia sido dito a ninguém. Então havia questões totalmente diferentes envolvidas em ambos os casos. No caso um, o promotor na época, Gil Garcetti, porque as alegações primárias haviam sido em Los Angeles, estava muito satisfeito em nos ver levando o caso para o lado civil, e feliz em nos ver ir em frente, liderar, ver sobre o que o caso se tratava, ter acesso a todas nossas descobertas, e depois decidir se ele queria abrir um processo no caso.

No segundo caso, foi o contrário. O promotor de Santa Barbara, que no fim pegou o caso, insistiu que o caso criminal viesse antes e que não houvesse caso civil, e que o lado civil do caso ficasse de lado, e eles certamente queriam controlar o caso e como seria tratado, e o que seria tentado, e como seria lidado com a imprensa e tudo mais. Então, havia coisas totalmente diferentes acontecendo, o tipo de decisões que tomei no primeiro caso, não tomei no segundo. O promotor sim. Como esse caso seria conduzido era escolha do promotor, enquanto no primeiro caso, tive controle total. Agora, a razão pela qual perguntei ao juiz como ele determinava o que fazer, quando tratamos no primeiro caso, foi impressionante para mim. Digo, eu já havia tido casos antes em que a mídia estava interessada, e tipicamente quando você abre um processo, a mídia talvez o reporte, e se você fosse em frente e conseguisse um veredito, você falaria por 20 segundos. Mas, nada foi como o caso de Michael Jackson na época. Não havia casos como aquele.

Lembro-me de Johnnie Cochran dizer, quando ele saiu, quando ele finalmente fez um acordo no primeiro caso, que ele nunca havia visto tanta imprensa ao redor do tribunal de Santa Bárbara em sua vida inteira, até o ano seguinte quando processaram OJ e, de repente, a imprensa no caso de Michael Jackson parecia pequena comparada à imprensa que o caso de OJ juntou. Mas foi impressionante a forma como se tinha que lidar com a imprensa.

Fizeram uma pesquisa, nunca me esquecerei disso, o Gallup Poll fez uma pesquisa sobre Michael Jackson e quantas pessoas sabiam do caso e das alegações, e 98% dos que participaram havia ouvido sobre o caso. Uns 65%, 66% das pessoas acreditavam que Michael Jackson era mesmo inocente, e 12% acreditavam que ele havia feito aquilo com o menino. Para, para um advogado, essas são questões reais com as quais você deve lidar, quer dizer, não é apenas "Esqueça! Vamos ter nosso dia no tribunal!" É algo com o qual você é confrontado porque, não importa o que os jurados dirão, os jurados que leram a respeito do caso, que estão cheios de informações, tínhamos nosso caso para trabalhar, e seria trabalhado enquanto tudo isso estava na imprensa. Então, é um fator real que um advogado deve considerar. E como eu assistia na TV, boquiaberto, pessoas que eram advogados proeminentes de verdade, no Today Show, na ABC, falando sobre o caso de Michael Jackson, e eles não tinham idéia nenhuma a respeitos dos verdadeiros fatos, do que eles estavam falando, exceto que estavam falando, e eles estavam muito felizes por estarem falando. (Risos!) E tínhamos que confrontar esse tipo de problema, e fazer isso de maneira ética.

Já no segundo caso, como os advogados estavam meio que nos bastidores, era exatamente onde eu estava, nos bastidores. Eu não estava controlando a imprensa. Suspeito que eu provavelmente sabia sobre essa ordem, mas ela não me impactou ou talvez tenha impactado na época. Sabem, eu não estava envolvido mesmo no que estava acontecendo.

 E se, de fato, houvesse uma condenação, talvez então eu fosse envolvido ou não. Mas era um conjunto de circunstâncias totalmente diferente. E a razão por ser tão importante é que pelo menos no Michael Jackson dois, como o chamaremos, mas em um você tinha Elizabeth Taylor na TV dizendo o quão inocente Michael Jackson era e que pena era. Você tinha Michael Jackson cancelando uma turnê mundial, esse é o Rei do Pop, e ele está cancelando uma turnê mundial. Acho que era a turnê Dangerous, porque ele estava tão irritado com o que o menininho estava fazendo. E tão frágil. Você tinha Anthony Pellicano, que não estava na cadeia na época (Risos!), mas era o porta-voz, o que nunca entenderei, que foi escolhido pelo acusado para falar sobre esse caso.

Ele era alguém que nessas coletivas de imprensa estava admitindo que Michael Jackson dormia com crianças, com menininhos. Então para o advogado de um reclamante, como eu era; geralmente, sabe, é muita munição que você tem. E a questão é: "Como usar isso de maneira efetiva?" E, por outro lado, eles alegavam que era extorsão; que o pai do garoto estava tentando extorquir dinheiro disso. Então, isso estava por aí. Na verdade, houve uma investigação criminal para saber se houve mesmo extorsão.

Geraldo, lembram-se de Geraldo? Isso é muito velho. Quando Geraldo fez um julgamento de piada onde eles estão julgando Michael Jackson, foi na época que entrei para o caso, eis que ele ganha o caso. Você não pode fazer nada para que os jurados esqueçam isso. E também, de um ponto de vista de todos nós que representamos indivíduos, você tem um garoto de 13 anos, e tendo acontecido ou não, a vida deles depende disso, e não é só pelo dinheiro. Essas crianças vão à escola, essas crianças têm amigos, meninos aos 13 anos passam por momentos difíceis em suas vidas tentando descobrir o que são, do que são, seu bem-estar sexual. O que tudo isso significa para eles. E aqui está, essas questões delicadas estão na imprensa e não demorou muito. Não sei muito sobre o segundo caso, mas claro que toda criança do lado oeste de Los Angeles sabia quem era o reclamante, mesmo que seu nome na época tenha sido guardado em segredo. Então como advogado, você tem uma grande responsabilidade além de tentar fazer o caso dar certo para o cliente, pensar nas ramificações dele. Se você realmente quer competir com o Rei do Pop, como diz no programa, se você realmente quer ficar marcado com isso, porque não importa o resultado, haverá pessoas que acreditam ser verdade não importa o veredito, e acreditam ser mentira não importa o veredito. E tudo o que você terá no final do caso civil é, talvez, dinheiro.

No primeiro caso, foi simples porque o menino estava sendo punido e não poderia sobreviver sob as circunstâncias que existiam. No segundo caso, era um menino que tinha câncer terminal e quase morreu disso. Ele tinha câncer em estágio 4, e agora essa criança tem que decidir, seus pais têm que decidir se eles devem ou não fazer algo, se eles devem ir à polícia, se devem ir à promotoria, se devem ir ao Children's Services, se devem pedir dinheiro de Michael Jackson, ou não fazer nada além de tentar um rápido acordo. Há todos esses tipos de questões com as quais essas pessoas devem lidar. E geralmente são pais que, de uma maneira ou de outra, foram cúmplices, se algo aconteceu, ao permitir que isso acontecesse. Então, eles os estão ajudando a tomar decisões que impactam essas crianças para o resto da vida. Então é uma responsabilidade impressionante ajudá-los. E se você só fizer isso confidencialmente, o que eu fiz várias vezes para pessoas em um caso contra a vara escolar, em que um professor estava molestando crianças com necessidades especiais que não podiam sequer falar. E mantivemos em segredo. Mantivemos essas crianças longe da imprensa. Não houve nada disso. Mas agora há problemas terríveis para essas crianças. E ainda se piora isso pela imprensa, e os noticiários 24 horas por dia, e então se tem um problema sério se você se importa com crianças e com os resultados.

Seth Hufstedler: Acho que podemos ir para a próxima pergunta e talvez você volte ao pódio novamente. Porque acho que agora é o momento de você e Carl falarem sobre o que ocorreu no primeiro caso.

Larry Feldman: Então, no final aquele caso foi acordado, e acho que todos sabem disso. Mas o que houve? Da minha perspectiva, achei que era simples. Acreditem ou não, em 1993 não havia nenhuma regra da Ordem dos Advogados, agora há, mas não havia nenhuma regra sobre o que advogados podiam ou não dizer à imprensa. Tom, Carl e Ron com certeza confirmarão que, a partir do momento em que você está em uma situação dessas, você precisa de uma pessoa apenas para lidar com todas as ligações que recebe da imprensa. E eles não param. Você não pode simplesmente ignorar. Você recebe centenas de ligações de um repórter que espera entrar no assunto com você, ou que você vá dar uma entrevista. Então, eu sequer sabia quais eram as regras, e comecei a pensar como iríamos fazer isso, dada toda essa publicidade. "Como vamos lidar com tudo isso?" Então olhei as regras da Ordem dos Advogados, e a Califórnia não tinha nada a respeito em 1993. Olhamos as regras da ABA e havia algumas regras gerais que você não pode prejudicar o caso com nenhuma declaração extrajudicial. Isso parece bem simples e, mesmo não tendo essa regra na Califórnia, parecia algo bem simples de se seguir. E há o caso da Côrte Suprema dos Estados Unidos que diz aos advogados que eles têm o direito de protegerem seus clientes.

É em um caso criminal que você tem esse direito. Não se pode prejudicar o caso. Mas você tem esse direito, assim como fizeram no Michael Jackson Dois, quando o promotor levantou e disse que estava acusando Michael Jackson de abuso sexual, e todas as acusações que trouxeram. A defesa tem o direito de dizer algo na imprensa para defendê-lo, então não é uma barreira de um lado só, e obviamente era isso que o juiz Melville estava tentando garantir e garantir que os dois lados, pelo menos alguns fatos, se pronunciassem.

Então sabíamos que era a vez da mídia sobre isso, e também sabíamos que naquele momento havia uma grande máquina de Relações Públicas para Michael Jackson. Ele tinha muito em jogo e muito dinheiro em jogo. E havia muitas pessoas que investiram nele saindo disso ileso. Então tivemos que imaginar como lidar com isso. E, no fim, decidimos que faríamos de uma forma que em que litigaríamos o caso de maneira dura. Que não teríamos que falar com a imprensa, que não teríamos que ir ao Today Show, mas que iniciaríamos uma estratégia que nos permitia dizer tudo o que precisássemos dizer nos documentos do tribunal que, geralmente, são arquivos públicos.

Uma das coisas que tivemos, antes de Carl e Johnnie entrarem no caso, "Se conseguirmos que Michael Jackson responda à queixa antes do garoto fazer 14 anos de idade, então teremos o direito de um julgamento em 90 dias". Esse era o atrativo para que o promotor me desse uma chance de ver se poderíamos iniciar isso ou um julgamento rápido de 120 dias. Registramos uma queixa, eles responderam à queixa por razões quaisquer e então entramos com uma moção logo para conseguir um julgamento rápido. A defesa, como todo respeito a eles, teve que se preocupar não apenas em defender Michael Jackson no tribunal civil, mas, o mais importante, eles sabiam que havia um caso criminal por trás do civil, e tiveram que defendê-lo preocupando-se com os direitos à Quinta Emenda. Conforme ele tentava lutar contra nossa moção por um julgamento rápido, litigávamos em papéis, e sempre respeitamos seus direitos sob a Quinta Emenda, mas também deixamos claro que se ele não tivesse nada a esconder, e sendo que nós tínhamos uma criança de 13 anos de idade, nós deveríamos ir e litigar isso, e isso estaria atrás de ambos. E a imprensa amou, e pegou.

Toda vez que tínhamos depoimentos de pessoas que sabiam sobre Michael em Neverland, e seu relacionamento com esse jovem, no momento que os advogados tentavam fazê-lo parar de responder uma pergunta, nós registrávamos documentos a respeito, e sobre qual era a pergunta, e por que era relevante, e aonde ela levava. A imprensa corria com os documentos e amava, e faziam declarações. Quando quisemos um exame em Michael Jackson, e tirar fotos de Michael Jackson porque o jovem havia feito alegações sobre suas partes íntimas, tivemos que descrevê-las em detalhes para mostrar por que tínhamos direito àquelas fotos. Então litigamos duramente, mas claramente dentro das regras. E quase não importou se ganhamos ou perdemos, o fato é que estávamos nos nivelando com todas essas coisas.

Houve uma moção aberta pela defesa, e não lembro se Carl estava no caso na época, para tentar amordaçar os advogados, e eu disse que amordaçar os advogados não resolve o problema. Pelo menos, com os advogados você tem a chance de ter um relato preciso sobre o que acontecia. O problema que tivemos foi, enquanto a moção estava sendo processada, havia pessoas da família Jackson dando entrevistas, dizendo, que pena que estávamos processando Michael, e o quão ruim era para Michael e etc, o que você espera que a família faça mesmo. Então, podíamos controlar os advogados e os clientes, mas não podíamos controlar todas as pessoas que tinham uma opinião. Então esse foi o rumo que tomamos. Em algum momento, Johnnie e Carl entraram para o caso.

Johnnie e eu temos uma longa história. Tive o privilégio de representá-lo muitas vezes em sua vida, e podíamos confiar um no outro com a ajuda de três juízes que fizeram um acordo muito secreto, e nós conseguimos no fim fazer um acordo no caso, e trabalhar com todos os problemas e detalhes para o benefício deles. E eles confiaram em mim, eu confiei neles, e deu para fazer o acordo. Não resolveu o problema com o promotor se eles iriam continuar com o caso. Mas estava muito claro para todos que quando você passa por uma coisa dessas, tendo 13 ou 30 ou 50 anos, o aperitivo de passar por isso de novo quando você finalmente consegue um descanso ou alguma paz, sendo um caso criminal ou civil, você não está com tanta fome pra fazer tudo de novo. E pra essa criança, que tinha que viver sua vida, e que agora estava sendo cuidado financeiramente, e você tinha um promotor que não estava fazendo nada agressivamente. Não era difícil para ele tomar uma decisão de que ele já estava saturado e não queria mais seguir em frente. Então, esse é mais ou menos o panorama daquele caso, e do que houve nele. Michael Jackson continuou a viver sua vida, e o menino também. E isso é basicamente o que aconteceu no caso civil de 1993.

Análise dos comentários de Larry Feldman:

Como Feldman ficou muito tempo falando em acordos, é necessário que leiam estas partes do “Relato do Caso Chandler” onde esclareço sobre o acordo:




1. "Ambos vieram de casas cujas mães o permitiram passar um tempo excessivo com Michael Jackson, sozinhos. Ambas as mães permitiram que seus filhos dormissem na casa de Michael Jackson, no quarto, na cama onde Michael Jackson dormia." Essa declaração feita por Feldman é apenas meia-verdade. Sim, MJ passava um tempo excessivo com Jordie e comprou presentes caros para sua mãe, June. Mas isso é porque ele os considerava amigos, enquanto sua relação com os Arvizo era estritamente negócios. MJ iniciou sua relação com os Chandlers convidando-os a Neverland no seu retorno da turnê Dangerous, enquanto os Arvizo pediram seu encontro com MJ devido ao câncer de Gavin, e se não fosse pelo câncer, eles não teriam se encontrado com MJ. Ponto. MJ convidava os Chandlers para ir com ele ao redor do mundo, enquanto os Arvizo visitaram Neverland poucas vezes, começando um pouco depois de agosto de 2000 (quando MJ começou a ligar para Gavin no hospital) e não retornando mais em setembro de 2002. MJ ficava sozinho com Jordie em inúmeras ocasiões, mas NUNCA ficou sozinho com Gavin, já que ele estava sempre com seu irmão, e mais importante, MJ estava sempre com seus seguranças e funcionários ao alcance em Neverland. O maior erro nessa declaração é a dedução de que os "dois" garotos dormiam na cama com MJ. Apesar de ele não ter dito explicitamente que Gavin dormia na cama com MJ, ele certamente o insinuou não o negando. Então vamos esclarecer isso agora: Michael Jackson não dormia na cama com Gavin! Ele e seu segurança dormiam no chão!

2. "Nesse caso, o menino, só para refrescar suas memórias, foi mandado ao Children's Services através de um psiquiatra a quem ele havia relatado o abuso. O Chidren's Services, como a maioria de vocês deve saber, isso é um relato confidencial, quando alguém relata abuso sexual, psiquiatras são exigidos por lei a denunciar. E lá era pra ficar supostamente, totalmente, 100% confidencial. Alguém ficou sabendo e vazou para a imprensa, então a imprensa ficou sabendo na época em que não havia nenhum advogado envolvido." A ideia mais errônea a respeito do caso de 1993 é que as pessoas acham que Evan Chandler ligou para a polícia para denunciar o abuso, quando na verdade ele levou Jordie para ver o psiquiatra Dr. Mathis Abrams para que ele notificasse as autoridades! Por favor, leia a parte 2 do meu artigo sobre os acordos para ver as falas exatas de Evan no dia em que ele perdeu a custódia de Jordie para June. A respeito do relato "confidencial" do Children's Services, ele foi supostamente vazado a Diane Dimond e a Steve Doran, produtor do Hard Copy. Aqui está a explicação dela sobre como obteve o relato (e, claro, não devemos levar muito a sério) na página 2 de "Be Careful Who You Love":

“Então, por que o departamento de polícia de Los Angeles tinha entrado no rancho Neverland e em um apartamento que ele possuía em Los Angeles? O que eles estavam procurando enquanto levavam inúmeras caixas com rótulos escritos ‘evidência’?
Naturalmente, repórteres de todo o mundo queriam a resposta para essas questões, mas eu, sozinha, recebi a primeira pista. As mesmas notícias do dia sobre a invasão fizeram uma fonte confidencial ligar para o meu produtor de Hard Copy, Steve Doran, e sugerir um encontro para que nós pudéssemos ver alguns documentos que prometiam clarear a história. Nós concordamos em encontrá-lo imediatamente em um pequeno restaurante italiano próximo à praia de Santa Monica.
Aqueles documentos revelaram que Michael Jackson, ídolo de milhões de jovens em todo o mundo, estava sendo acusado de ter molestado repetidamente um jovem garoto. Era quase incrível demais para se acreditar. Eu mal tinha percebido que sendo a linha de frente daquela história, eu continuaria na linha de frente da história de Jackson por anos.”

3. O jovem, nesse caso de 93, havia dado uma declaração inacreditavelmente detalhada sobre seu relacionamento com Michael Jackson, como começou, como a parte sexual começou. Ele detalhou muito bem o começo do relacionamento, como ele passou a ser uma atividade mais física com Michael Jackson, como começaram as carícias, como começou o sexo oral, como começou a masturbação. E ele deu essa história inteira excelentemente detalhada. Bem, Larry, só porque a descrição de Jordie era "inacreditavelmente detalhada", não significa que é verdade! E só por ser explícita, não significa que é verdade! A mídia geralmente a descreve como "explícita" (como se tivessem alguma relevância para validá-la!), e estou surpreso que Feldman não tenha usado esse termo aqui! Também estou surpreso que ele não tenha chamado a declaração de depoimento, sendo meramente uma declaração.

Quanto a ser explicita, não dúvido que tenha sido explicita, afinal, Jordan escreveu o filme “Robin Hood: Man in tighs”, um filme recheado de piadinhas sexuais.
  Aqui uma reportagem que fala do filme de sido escrito por Jordan e Evan:




Foi ideia dele escrever esse livro depois de ter se inspirado em "Robin Hood: Prince of Thieves" (e o próprio Evan confirmou em um vídeo).

E enquanto estamos no assunto sobre o testemunho de Jordie à polícia, lembremos que sua descrição das partes íntimas de MJ não bateu! Para mais informações, leia:

http://theuntoldsideofthestorymj.blogspot.com.br/2012/03/o-desenho-da-genitalia-de-michael-feito_22.html



4. "o promotor na época, Gil Garcetti, porque as alegações primárias haviam sido em Los Angeles, estava muito satisfeito em nos ver levando o caso para o lado civil, e feliz em nos ver ir em frente, liderar, ver sobre o que o caso se tratava, ter acesso a todas nossas descobertas, e depois decidir se ele queria abrir um processo no caso."

Na parte 1 do meu artigo a respeito dos acordos de MJ, falei sobre o fato de que Garcetti e Sneddon poderiam ter assistido ao julgamento civil de MJ como espectadores em um jogo de futebol, anotando todas as evidências de inocência, e procurando maneiras de contorná-las. Por isso admissão de Feldman de que Garcetti estava "satisfeito" em vê-lo liderar o caso civil, porque assim ele teria acesso a todas as descobertas, e só assim ele decidiria se queria ou não abrir um processo criminal. (Descoberta são "dados ou materiais que uma parte em um procedimento legal deve revelar a outra parte antes ou durante o procedimento" ex.: evidência.) O que é impressionante para mim é que com seu acesso a todas as descobertas de Feldman, que ele e Sneddon AINDA ASSIM tentaram processar MJ depois que as fotos mostraram que a descrição de Jordie era a antítese da verdadeira descrição de MJ! Essa é uma indicação de suas naturezas vingativas, e eles deveriam ter imediatamente encerrado o caso ao receberem aquelas fotos. Mas, ao contrário, eles teimosamente deixaram o caso "aberto porém inativo", mesmo depois que dois júris populares se negaram a acusar MJ.

5. "O promotor de Santa Barbar insistiu que o caso criminal viesse antes e que não houvesse caso civil, e que o lado civil do caso ficasse de lado." e "Como esse caso seria conduzido era escolha do promotor, enquanto no segundo caso, tive controle total." Sneddon não queria que o caso fosse atacado como sendo “por dinheiro apenas” como no caso de 1993, o que de fato era. Janet Arvizo e seu primeiro advogado Bill Dickerman claramente tinham cifrões em mente quando ela se encontrou com Feldman em maio de 2003 com a esperança de conseguir outro acordo multimilionário. (Dickerman fez um acordo com Feldman de que ele ganharia uma porcentagem sobre a verba de qualquer acordo como um "bônus por orientação".) Também era interessante para Larry Feldman que assim ocorresse, pois se houvesse uma condenação no processo criminal, não haveria necessidade de discutir a culpa no processo civil, apenas exigir a indenização. Feldman sabia que a história dos Arvizos era absurda, mas resolveu apostar que o Estado conseguiria condenar Michael. No julgamento de 2005, Mesereau o confrontou com essa questão, mas claro, ele negou. Veja aqui nesete capítulo do Livro Conspiracy:

O que ele tinha a perder. Então, Janet Arvizo foi forçada a tentar uma acusação através de um julgamento criminal antes de poder tentar um grande dia de pagamento, e todos sabemos o quão certo deu pra ela! A ironia é que Janet ainda poderia ter aberto um processo civil depois do julgamento, mas que advogado são a representaria?

6. "Fizeram uma pesquisa, nunca me esquecerei disso, o Gallup Poll fez uma pesquisa sobre Michael Jackson e quantas pessoas sabiam do caso e das alegações, e 98% dos que participaram havia ouvido sobre o caso. Uns 65%, 66% das pessoas acreditavam que Michael Jackson era mesmo inocente, e 12% acreditavam que ele havia feito aquilo com o menino." Prestem atenção, porque a mídia tem maneiras muito sutis de usar estatísticas como essa para fazer Michael parecer culpado. Apesar de no exemplo de Feldman a maioria dos participantes acreditarem que MJ era inocente, essa pesquisa foi feita ANTES do acordo, e aquelas estatísticas logo mudaram depois do acordo, e a mídia tem usado esse argumento "ad populum" em cima de MJ desde então. Um argumento ad populum é um argumento enganador que conclui que “uma proposição deve ser verdadeira porque a maioria das pessoas acredita nela."

Aqui vai um grande exemplo de um argumento ad populum: imagine se alguém dissesse a Cristóvão Colombo que porque a maioria da população acredita que a Terra é plana, então ela realmente é plana, e não há utilidade nele ir em sua pequena viagem! Obviamente, Colombo quis desafiar o consenso geral e provar que o mundo estava errado. E ele alcançou seu objetivo! Aqui vai um exemplo de um artigo recente de Charles Thomson que diz como a mídia usou as estatísticas ad populum depois do fim do julgamento de MJ para tentar enfraquecer sua liberação:

"Uma pesquisa conduzida pela Gallup horas após o veredito mostrou que 54% dos americanos brancos e 48% da população em geral discordava da decisão do júri em inocentá-lo. A pesquisa também também descobriu que 62% das pessoas achavam que o status de celebridade de Jackson foi conveniente nos vereditos. 34% disseram estar "entristecidos" com o veredito e 24% se disseram "horrorizados". Em uma enquete da Fox News, 37% dos que votaram disseram que o veredito estava "errado", enquanto que 25% disseram que celebridades compram a justiça. Uma pesquisa feita pela People Weekly disse que uma assombrosa parcela de 88% dos leitores discordavam da decisão do júri."

Aqui vai um exemplo de Sneddon usando um argumento ad populum durante sua coletiva de imprensa em 18 de novembro de 2003 (http://mjtruthnow.com/2009/11/the-prosecution/), às 19:52. Um repórter perguntou a ele se MJ "comprou sua liberdade" no caso de 1993, e ele respondeu com "Acho que o público tem a sensação de que ele fez isso!" Ao usar a palavra "público", ele sugere que, já que a maioria do público acredita que MJ "comprou sua liberdade", ele realmente comprou sua liberdade. É isso aí, Sneddon! Essa é uma boa maneira se desviar de uma pergunta fácil!

Para mais exemplos de alguns dos truques que a mídia usa para espancar MJ, tais como fazer perguntas "carregadas" ou usar argumentos "ad hominem".
7. "E como eu assistia na TV, boquiaberto, pessoas que eram advogados proeminentes de verdade, no Today Show, na ABC, falando sobre o caso de Michael Jackson, e eles não tinham ideia nenhuma a respeito dos verdadeiros fatos, do que eles estavam falando, exceto que estavam falando, e eles estavam muito felizes por estarem falando." Não há muito que eu possa dizer aqui, hein? Sabemos como a mídia funciona: eles contratam especialistas para ir à TV falar e entreter seus espectadores. E foi exatamente isso que fizeram com MJ. Não há nada que possamos fazer para fazê-los parar de transmitir suas opiniões inúteis, mas há muito que podemos fazer para contestá-los!

8. "Ele era alguém que nessas coletivas de imprensa estava admitindo que Michael Jackson dormia com crianças, com menininhos. Então para o advogado de um reclamante, como eu era; geralmente, sabe, é muita munição que você tem. E a questão é: "Como usar isso de maneira efetiva?" Nessa fala, Feldman explica como, como advogado do reclamante, ele deveria usar as admissões de Pellicano contra MJ. Pellicano escolheu informar que MJ dormia na mesma cama com crianças com as quais não tinha parentesco e usar isso como um ataque preventivo para que Feldman não pudesse usar a mesma informação e distorcê-la em algo sexual ou errado. Mas, ao fazer isso, Pellicano deu a Feldman uma oportunidade de, ainda assim, condenar MJ no tribunal da opinião pública, pois Feldman poderia ter distorcido (e provavelmente o fez) de qualquer forma. E, já que o público em geral não sabia na época que Michael dividia sua cama, a reação geral foi de desconfiança. Esse é um dos resultados de seu advogado revelar sua estratégia de defesa prematuramente, como Geragos fez em 2003, quando disse que MJ tinha um álibi “irrefutável” e como resultado, Sneddon reajustou as datas em que o suposto abuso teria acontecido para contradizer o álibi de MJ.

9. "Geraldo, lembram-se de Geraldo? Isso é muito velho. Quando Geraldo fez um julgamento de piada onde eles estão julgando Michael Jackson, foi na época que entrei para o caso, eis que ele ganha o caso.” No outono de 1993, Geraldo Rivera conduziu um "julgamento de brincadeira" de MJ em seu programa de TV, onde a plateia que estava no estúdio podia votar na culpa ou inocência de MJ. Uma mãe e sua filha doente estavam no assento da testemunha e foram "interrogadas" pelo promotor. Não tenho o vídeo desse episódio, mas Ian Halperin transcreveu parte em "Unmasked", nas páginas 109-112.
 Não vou digitar o trecho todo, mas destacarei alguns postos-chave:

A mãe, Carol Nilwicki, e sua filha doente, Carol, haviam tentado comprar ingressos para um show de MJ em 1987, mas já haviam esgotado. (Que surpresa, hein?) Então, elas gravaram uma fita de vídeo implorando a MJ que ele as mandasse ingressos. Então, mandaram o vídeo para Neverland, MJ as chamou e ofereceu ingressos, e ficou amigo de toda a família! Carol fez questão de enfatizar que MJ pediu a permissão dela e do marido dela antes de falar com a filha deles. Depois, a promotoria perguntou à mãe se ela deixaria qualquer outro homem de 35 anos ficar amigo de sua filha, e ela apontou algo muito valioso que eu preciso enfatizar aqui. Ela disse o seguinte: "Você deve perceber algo. Nós fomos atrás de Michael Jackson. Ele não foi atrás de minha filha." Desnecessário dizer, a plateia votou em inocentar MJ aquela noite!

10. "e tendo acontecido ou não, a vida deles depende disso, e não é só pelo dinheiro." Não é pelo dinheiro, Feldman? Bobagem!! Se não é pelo dinheiro, então por que tanto Evan Chandler quanto Janet Arvizo procuraram pelos seus serviços? Certamente, não era pra conseguir justiça, porque se eles quisessem isso não teriam entrado em contato com você ou com qualquer outro advogado civil! Vamos ouvir diretamente de fonte segura para ver o que teve prioridade. dinheiro ou justiça. Na página 167 de "All That Glitters", está Ray Chandler descrevendo a agonizante decisão que June, Evan, e Dave Schwartz tiveram que tomar ao escolher Feldman em vez de Gloria Allred:

No fim da reunião, June e Dave, assim como Evan antes deles, não tinham dúvidas em trocar Gloria Allred por Larry Feldman. A escolha veio entre agitar uma campanha através da mídia para pressionar o promotor a conseguir o indiciamento através de um júri popular ou conduzir negociações sutis, por trás da cortinas, para um rápido e discreto e muito lucrativo acordo. Para evitar o trauma que um longo processo penal ou civil causaria a toda a família, principalmente a Jordie, havia um acéfalo.

Ah, mais uma coisa, Larry: já que você diz que "não é pelo dinheiro", então por que se negou a dar a Dave Schwartz os 4 milhões de dólares do acordo que ele pediu? Da página 167:

Conforme a reunião se aproximava, tudo o que sobrou era assinar o contrato de honorários advocatícios com Larry. Antecipando um acordo enorme, Dave presumiu que Larry receberia menos que os 25% padrão do que deixaria passar a oportunidade, então ele passou a negociar um honorário menor.

Larry educadamente explicou que seus honorários não eram fora do comum e tentou dar a Dave uma ideia da quantidade de trabalho envolvida no caso de o caso ir a julgamento. Mas Dave estava inflexível. Ele ficou grosseiro e agressivo, exigindo que Larry negociasse. Dave também ficou irritado com todos os outros advogados porque eles o disseram que se houvesse um acordo, ele não seria incluído.

Larry continuou calmo. Ele informou a Dave, mais uma vez, que por ele não ser nem pai biológico nem adotivo de Jordie, não tinha exigências legais para que pudesse ser incluído na queixa de Jordie. Mas Dave ficava mais irracional cada vez que os advogados o explicavam por que não era possível. Ele não ligou nem um pouco para as leis e continuava pedindo dinheiro. Quatro milhões de dólares, para ser preciso. A mesma quantia, de acordo com June, que ele tentou pedir emprestada a Michael.

Como você pôde ser tão ganancioso, Larry? Não é como se você fosse gastar estes 4 milhões de dólares extras de uma vez só!

E uma última coisa, Larry: obrigado por meio que ter provido uma análise inocentando ao ter dito “tendo acontecido ou não", porque, devo admitir, você defendeu mais MJ do que Carl Douglas! Chegaremos a ele na próxima parte dessas séries.

11. "haverá pessoas que acreditam ser verdade não importa o veredito, e acreditam ser mentira não importa o veredito. E tudo o que você terá no final do caso civil é, talvez, dinheiro." É por isso que eu pessoalmente acredito que abrir um processo civil era a coisa certa a se fazer, porque, mesmo que MJ certamente ganharia o julgamento civil, o veredito teria sido desprezado exatamente pela razão que Feldman disse: as pessoas que pré-julgaram MJ como culpado (que infestam completamente a mídia) diriam que sua celebridade o livrou, que a promotoria trabalhou mal no caso, etc. Então é claro que a decisão fácil dos Chandler era conseguir dinheiro através de um julgamento civil, especialmente porque eles sabiam que não podiam provar algo que nunca aconteceu!

12. "se devem pedir dinheiro de Michael Jackson, ou não fazer nada além de tentar um rápido acordo." Nessa fala, Feldman discute as opções de Janet Arvizo ao considerar como lidar com o tão falado abuso sofrido por Gavin, e claro que todos sabemos qual escolha ela fez!

Também deve ser destacado que em 25 de maio de 2004, Feldman e Janet decidiram tentar processar o Department of Children's Services depois que o laudo deles que exonerava MJ totalmente vazou logo depois de sua prisão. Por que eles esperavam quase 6 meses depois do vazamento do laudo para ameaçarem tomar providências legais? MJ foi acusado em 21 de abril de 2004, e naquele momento eles sabiam que o caso criminal iria a julgamento. E tenho certeza que eles tinham tão pouca fé em seu caso que decidiram processar DCFS como um "plano B" (já que perder o caso criminal destruiria suas chances de ganhar um caso civil.) Qualquer coisa por dinheiro, certo, Larry?

13. "se algo aconteceu...." Nossa, Larry, você não parece muito confiante na história de Jordie, não é? Mas, mais uma vez, obrigado por, pelo menos parcialmente, defender MJ, mesmo que não tenha sido intencional. Você fez mais por MJ do que Carl Douglas!

14. "então entramos com uma moção logo para conseguir um julgamento rápido." E “havia um caso criminal por trás do civil, e tiveram que defendê-lo preocupando-se com os direitos da Quinta Emenda." Foi aqui que Feldman literalmente ganhou sua extorsão em cima de MJ. Ao fazer algumas manobras legais sofisticadas, ele pôde dar passo sem precedentes de fazer o julgamento civil de Jordie ocorrer antes da disposição do caso criminal. E a razão disso ser sem precedentes é porque com que frequência casos de abuso infantil são resolvidos no tribunal civil ANTES do julgamento criminal, ou em simplesmente em um tribunal civil? Estou feliz que Feldman mais uma vez tenha defendido as ações de MJ dizendo "com todo o merecido respeito a eles" (equipe de defesa de MJ), e depois admitir que o caso criminal era muito mais importante que o caso civil. E ele confirma aquilo que escrevi em meu artigo sobre acordos: ninguém deveria ser colocado na posição de ter que testemunhar em um caso civil que pode ser usado contra ele próprio em um caso criminal! Nas páginas 160-161, o advogado Robert Shapiro aconselha Evan Chandler a respeito dos benefícios de processar MJ primeiro:

Se o júri não chegar a um veredito, claro, poderia-se tentar de novo, mas o tempo passa. O risco real é se houver liberação. Nesse caso, prevalecer em um processo civil depois se torna uma verdadeira batalha íngreme.

Agora a sua alternativa é abrir um processo civil primeiro. E a primeira coisa que faríamos seria agendar uma acusação contra Michael Jackson, colocando-o em uma posição extremamente desconfortável porque qualquer coisa que ele disser poderá ser usada contra ele em um caso criminal. E se ele utilizar a Quinta Emenda para evitar isso, [NEGRITO][SUB]isso poderia ser usado contra ele em seu caso civil. Então, imediatamente, ele estará em uma situação muito ruim.

Mas há uma terceira alternativa. Se fôssemos para o outro lado e disséssemos "Ouça, um julgamento contra Michael Jackson é um desastre, ele não pode ganhar. Porque mesmo que ele seja inocentado, quando o público ouvir o que esse menino tem a dizer, você não terá apoio, não terá contratos, você estará quase acabado". Se dissermos isso, creio que teremos o controle da situação, teremos poder.

Porém, se essa questão for longe demais e alguém começar a gritar que deve haver um júri popular ou que a promotoria não está lidando corretamente com isso, aí perdemos todo o controle. Garcetti terá que ir para um júri popular, mesmo que ele não queira. E se o júri popular retorna a denúncia de um caso, a promotoria não vence, especialmente contra um super-astro, então, estamos todos ferrados.

Aqui há um artigo que inclui um comentário surpreendente de Feldman, que mostra quanta "fé" ele tinha que a história de Jordie fosse acreditável o suficiente para conseguir uma acusação contra MJ:




“O advogado de Jackson, Bert Fields, jogou uma bomba durante a audição, afirmando que um júri popular de Santa Barbara havia sido listado e foi fechado para acusar seu cliente.

‘Um júri popular já foi convocado em Santa Barbara e em breve pegarão as evidências.’ Fields disse. ‘E isso significa que teremos uma decisão de acusação muito em breve.’

Mas Fields depois voltou atrás do lado de fora do tribunal, dizendo que o promotor só havia emitido intimações para duas testemunhas, e um júri popular não havia sido incluído. Uma discussão hostil entre Weitzman, advogado criminal de Jackson, e repórteres se sucedeu quando Weitzman disse que Fields ‘cometeu um erro’ durante a audição.

Larry Feldman, advogado do garoto de 13 anos, disse à Côrte que o caso civil poderia ser atrasado se o caso criminal fosse em frente. ‘Não sei se sequer haverá uma acusação’, Feldman disse. ‘O caso pode ficar em aberto por 6 anos’.

Feldman disse que seu cliente ficaria satisfeito com os avanços da audiência de terça-feira. ‘Essa é a primeira boa notícia que ele recebeu’, disse ele.”

Então Larry, você está tentando dizer que, apesar do fato de Jordie ter dado um testemunho tão "explícito" e uma descrição "exata" do pênis de MJ, você não sabe se haverá uma acusação? Você só pode estar brincando!!

15. “E quase não importou se ganhamos ou perdemos, o fato é que estávamos nos nivelando com todas essas coisas.” Você está certo, Larry. Não importa se vocês ganharam ou perderam, porque, de qualquer forma, seus clientes Evan e Jordie Chandler não têm que se preocupar em ir para a cadeia. Jordie era menor na época, e estava sendo usado como um fantoche para ajudar seu pai a arrancar uma das extorsões mais infames do mundo, enquanto Evan prestou atenção ao conselho de Barry Rothman e conseguiu que um psicólogo reportasse o abuso para evitar ser acusado de fazer uma falsa denúncia à polícia!

16. "Johnnie e eu temos uma longa história. Tive o privilégio de representá-lo muitas vezes em sua vida, e podíamos confiar um no outro com a ajuda de três juízes que fizeram um acordo muito secreto, e nós conseguimos no fim fazer um acordo no caso, e trabalhar com todos os problemas e detalhes para o benefício deles. E eles confiaram em mim, eu confiei neles, e deu para fazer o acordo." Esse é um comentário muito assustador porque te faz pensar em quão honestos poderiam ser Johnnie Cochran e Carl Douglas se eles têm "uma longa história" com Feldman? E essa fala traz à tona um elemento crucial em negociações de acordos: o fato de que esses três juízes (um deles sendo representante legal de Jordie) tiveram um papel vital no processo. Um de nossos coadministradores escreverá um post a respeito em breve, e explicará o significado do papel que o representante legal tinha.

17. "você tinha um promotor que não estava fazendo nada agressivamente. Não era difícil para ele tomar uma decisão de que ele já estava saturado e não queria mais seguir em frente." Que raios você quer dizer com o promotor "não estava fazendo nada agressivamente"? Como você chama ir literalmente à frente do poder legislativo da Califórnia e pedir que eles retroativamente criem uma emenda na lei que os permitiria forçar Jordie testemunhas contra MJ?
Leia o artigo Officials desperate to nail Michael Jackson deste fórum:


 E a segurança com certeza não era um problema, já que Sneddon e Garcetti teriam contratado o Serviço Secreto para proteger os Chandlers se quisessem! Feldman estava jogando o jogo da culpa aqui, assim como os Chandlers fizeram ao dizer que não foi culpa deles que Jordie não ia testemunhar, quando na verdade eles não tinham nenhuma intenção de testemunhar!


  
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Seminário Frozen in Time -Discurso de Thomas Mesereau

Transcrição de "Frozen in Time: uma fascinante visão dos bastidores dos casos Michael Jackson".


Discurso de Tom Mesereau


              
Traduzido por Caroline MJ para o The Untold Side of the Story. Se reproduzir, colocar créditos.



Tom Mesereau: Primeiramente, quero agradecer a Los Angeles County Bar Association por terem me convidado, e este é um grande seminário. Nem preciso dizer que tenho uma perspectiva muito diferente do que acabaram de ouvir. Não acredito por um segundo que seja que Michael Jackson molestou nenhuma dessas pessoas, e 12 jurados em Santa Maria, Califórnia, também não. Eles o inocentaram de 10 acusações criminais e de 4 delitos. Eles não o puderam acusar de nenhum delito. Ele era inocente! Agora, a respeito da mídia, eu sei que não tenho muito tempo, mas contarei a vocês algumas coisas a respeito da minha abordagem à mídia nesse caso. Acabei sendo chamado por Randy Jackson, que eu conhecia havia anos. Randy me ligou e queria que eu me encontrasse com ele e seu irmão. Ele é um cara muito inteligente, e disse a mim: "Não gostamos do que nossos advogados estão fazendo com a mídia. Não confiamos no que está acontecendo." Aliás, ele me disse que na primeira ida à Corte, na qual ele estava presente, alguns advogados saíram correndo do prédio e o empurraram para ficarem em frente às câmeras. Ele não gostou disso, nem achava que era de interesse de seu irmão ter esse tipo de comportamento. Uma das coisas que ele disse gostar em mim e em minha parceira Susan Yu é que não achava que éramos "loucos por câmeras". Ele não achava que éramos o tipo de pessoa que basicamente colocariam seus interesses próprios por fama e dinheiro na frente de seu irmão.

E a primeira coisa que aprendi quando me encontrei com ele e com seu irmão foi isso: tome muito cuidado com a mídia. Tome muito cuidado com seu desejo de seduzir, tome muito cuidado com seu desejo de lucrar com a destruição do réu. Seja muito cuidadoso. Ficou claro para mim que jamais ganharíamos uma batalha contra a mídia.

Agora entendo que tenha havido alguma discussão sobre Mark Geragos ter estado na TV, mas vou dizer-lhes uma coisa: a mídia no mundo inteiro estava querendo pegar Michael Jackson. O dinheiro estava sob uma condenação. Berry Gordy, que fundou a Motown, me disse depois do veredito: “Você custou bilhões à mídia mundial por causa desses veredictos. Porque essas coisas de que ele seria condenado, mandado para a prisão, uma sentença - que teria sido a maior sentença na história mundial, isso era algo que eles queriam. Era grande, eram negócios. Estavam fazendo o que podiam para transformar em uma condenação.”

E ficou muito claro para mim que você nunca manipularia a mídia, ou ganharia um caso na mídia. E você nem deveria tentar. Porque acho que essa ideia de que a mídia é quem ganha os casos é gritantemente superestimada. Porque a mídia disse que Robert Blake seria condenado, OJ Simpson seria condenado, Michael Jackson seria condenado. Se você é levado a manipular a mídia, pode perder o foco onde ele é realmente importante, que é dentro do tribunal. 13 pessoas: o juiz e o júri. Eu apoiei a ordem de silêncio no caso.

Dispensei a ideia do Sr. Geragos a respeito dela. Fiz isso por muitas razões. Primeiramente, em um caso grande, se você está lidando com a mídia, eles podem acabar mesmo com a sua energia. Digo, se particularmente você tem um artista como cliente, que está acostumado a lidar com a mídia. Eles podem querer que você responda a todos estes ataques da mídia, e você pode passar 24 horas por dia fazendo isso, e pode se desviar de sua capacidade de se preparar para o que está acontecendo no tribunal, que é onde casos são ganhos e perdidos. Então, apoiei a ordem de silêncio. Não queria ter que responder aos pedidos da mídia. Não achei que tínhamos tempo para isso.

Honestamente, eu não queria que o juiz Melville pensasse que eu fosse uma dor de cabeça. Obviamente, ele queria aquela ordem de silêncio. E o que achei foi: "Por que fazer o juiz pensar que queremos dramatizar tudo e deixar tudo muito mais difícil?" Então, apoiei a ordem de silêncio. Achei que o processo que o juiz Melville queria em ação fosse que se você quisesse fazer uma declaração porque havia algo prejudicial por aí, você apresentaria uma declaração à outra parte e a ele, e haveria uma rápida discussão.

 O juiz Melville nos deu o telefone de sua casa para que pudéssemos discutir se uma declaração deveria ser feita rapidamente ou não. Ele sempre estava disponível para falar sobre aquela questão. E, como ele disse, nunca se negou. Houve uma troca ou outra de termos às vezes, mas nada de mais. Acho que foi tudo bem. Acho que o único procedimento que ele tinha era para entrar com moções e apelações, que não fossem vistas como lascivas. Você abria seu ato processual original sob sigilo. Poder-se-ia abrir um segundo, que era uma versão redigida do primeiro, que tinha que ser preparado de acordo de acordo com certas diretrizes do juiz Melville e que foram criadas para evitar coisas lascivas. E você tinha que achar um terceiro ato processual, que era uma moção a ser lacrada.

 Era um procedimento bem único. Achei que funcionou muito bem, e elogio o juiz Melville por essa maneira incrivelmente eficiente de lidar com esse ataque da mídia. Como disse antes, eu nunca tinha tido um caso naquele município, e fizemos alguns levantamentos por telefone através de um consultor de júri para tentar determinar o que as pessoas estavam pensando e sentindo. E, mais uma vez, todos fazemos nosso trabalho quando temos que fazer, mas com todo respeito, aquele acordo foi um peso sobre minhas costas. Descobri isso porque o perfil típico de um jurado pró-promotoria indicaria que aquilo que mais incomodava um jurado era aquele acordo. O sentimento era "quem paga essa quantia de dinheiro se é inocente?"

Quando fizemos um perfil do típico jurado pró-defesa, o que mais os incomodava era a mesma coisa! "Por que pagar todo esse dinheiro se você é inocente?" Liberei um comunicado de imprensa e fiz uma declaração pública, com a permissão do juiz Melville, claro. Tive que fazer isso. Aquilo incomodava muita gente. E basicamente disse que o Sr. Jackson havia entrado naquele acordo porque seus conselheiros de negócios o disseram para fazê-lo. Não eram eles que assinariam o cheque.

Eles queriam que ele continuasse com sua vida de negócios e parasse de sair do rumo por causa desse processo legal lascivo, e que se arrependesse disso. Era algo que eu tinha que fazer porque, em minha opinião, aquilo estava nos matando. Mas ele tinha motivos para fazer aquilo. Muitas pessoas achavam que os 20 milhões de dólares não eram nada perto do que ele possuía, do que tinha, e do que poderia ganhar no futuro. Entretanto, isso incomodava muita gente. Então tive que falar a respeito.

A mídia estava constantemente tentando se envolver. Constantemente, tentando chegar a mim através de várias pessoas, vários meios. Nunca esquecerei a ligação de um idiota, que conseguiu o número do meu celular, e não sei quem era. Ele foi muito, muito direto. Ele disse: "Se você me der alguns documentos quentes, te digo quem no gabinete da promotoria está dormindo com a mídia!" Eu disse: "Não me importo com quem estejam dormindo! Há uma ordem de silêncio!" E desliguei. Mas houve tentativas constantes de tentar lucrar em cima desse caso. Linda Duetch, por quem tenho um grande respeito, que é uma grande repórter de julgamentos do Associated Press, que começou com o caso Manson, ela acompanha quase todos os grandes casos desde então. Ela me disse que foi uma experiência terrível. Disse que odiou o julgamento Jackson. Ela morava em um hotel nas redondezas. Disse que nunca havia ouvido tanta exaltação do fato de que lucrariam em cima desse caso, e isso realmente a perturbava; a extraordinária tabloidização sobre tudo o que acontecia no caso. Enfim, ao apoiar a ordem de silêncio, pude dizer a Michael e a sua família que não podia falar sobre aquilo, que teríamos que ganhar o caso na Corte e que não éramos permitidos. Foi um grande alívio para mim, poder seguir aquele rumo porque, como eu disse antes, você pode ganhar esses casos nos júris, mas não os ganha na mídia, em minha opinião. Você quer se preocupar com a mídia. Você quer colocar boas informações para fora se puder. Você quer ficar por cima se puder. Mas não se deixe levar muito por isso. Perde-se o foco. Começa a achar que é sobre você. Não é sobre você; é sobre seu cliente. E acho que lidamos muito bem com isso.

Susan Yu, minha co-conselheira e parceira de advocacia, tinha seu próprio apartamento não muito longe do tribunal. Boa distância dos hotéis. Eu tinha o meu apartamento. Nossa equipa tinha seus apartamentos. Tínhamos um duplex, que chamávamos de sala de guerra, e basicamente éramos um campo armado. Nem próximos da mídia, nem próximos dos hotéis. Minha programação era ir para a cama às 19:30, 20 horas, e acordar às 3 da manhã. Nunca era visto em um restaurante, nunca visto em um bar, ninguém conseguia tirar uma foto e tentar me colocar em uma posição comprometedora. Eu não fiz isso. Susan ia para a cama muito cedo, se levantava às 3 da manhã, sua equipe ficava acordada a noite toda, às vezes, atualizando livros de testemunhas. E era assim que vivíamos. Vivemos um tipo de existência muito disciplinada, muito reservada e focada durante o julgamento que foi de quase 5 meses. Durante o curso do caso, devo dizê-los, nunca vi tantas testemunhas darem depoimentos tão lascivos e perturbadores, nunca vi tantas testemunhas desmoronarem tão rápido sob interrogatório!

Provavelmente, nunca mais verei isso. Quer dizer, quase virou um circo. As pessoas se sentavam ali e diziam que tinha visto as coisas mais horrendas do planeta. Ficava um clima pesado no tribunal. Podia-se quase cortar o silêncio com uma faca. E sob interrogatório, elas simplesmente hesitavam. Agora, vou dar-lhes um exemplo generalizado do que estou falando. A promotoria apresentou evidências de que cinco jovens haviam sido molestados separadamente do acusador do caso. E todos os especialistas diziam: "Essa lei na Califórnia é tão dura, tão severa, não dá para sobreviver a ela. Uma vez que evidências de outro caso similar entram, você está morto, não importa o que tenha acontecido" Bem, começamos nosso caso com três desses cinco jovens que alegaram terem sido molestados, e todos disseram "ele nunca me tocou".

O quarto nunca apareceu, e se tivesse, acho estávamos bem preparados para lidar com ele. E esse é o cliente de Larry Feldman. Há muitas outras questões que entram nesse caso sobre as quais não tenho tempo para falar a respeito. Mas vamos dizer que tive muitas informações para ir atrás dele, sem mencionar o motivo do lucro. “Por que você aceita dinheiro, e não vai à polícia e abre um processo? Particularmente, se você for membro da família, você prefere receber dinheiro em vez de a polícia e promotores irem atrás de você criminalmente?” O que isso lhes diz a respeito da situação? O quinto jovem era um suposto "pastor da juventude" que alegou que Michael havia ter feito cócegas nele pelo lado de fora da calça, e que havia precisado de 5 anos de terapia para lidar com seu trauma. E, aliás, ele queria milhões de dólares, sua mãe queria, e sua mãe vendeu histórias aos tablóides. Então, são eles, as cinco pessoas que a promotoria alegou terem sido molestadas, além desse acusador.

Aliás, de novo, Ron tem uma opinião muito forte a respeito disso, e eu também. O homem era inocente! O acusador nesse caso por quem Ron tem tanta afeição, e é com certeza um privilégio dele, em minha opinião, e acho que provamos isso, havia ajudado sua mãe em uma falsa acusação de assédio sexual contra as lojas JC Penney. Ele era uma criança que havia deposto sob juramento para respaldar a alegação dela de que havia sido sexualmente atacada em um estacionamento por seguranças, e nós provamos que isso era completamente, absolutamente falso! Conseguimos a informação na delegacia. Ela não tinha um hematoma sequer no corpo, ou um fio de cabelo fora do lugar, e disse que não precisava de atenção médica.

Ela surgiu algumas semanas depois com fotografias mostrando todos os seus hematomas. E nós tínhamos uma assistente da firma de advocacia que a representou no caso, que ficava me ligando às lágrimas. Ela se sentia devastada sobre o que fazer. Ela disse "Essa mulher me disse que isso nunca aconteceu. E estou com medo de perder o emprego." Um dos advogados da firma testemunhou, acabou abrindo mão desse privilégio, e disse que havia falado com essa mulher a respeito desses eventos. Ela disse ter sido atacada, mas nunca disse que sexualmente até o depoimento. Ele disse que foi a primeira vez que ela veio com aquela história. Ele ficou chocado!

Tenho que dizer a vocês que há outro lado, ou um júri muito conservador em Santa Maria, Califórnia, não teria inocentado Michael Jackson tão absolutamente e completamente. Veja, esse jovem, sabe, foi autorizado a dizer o que queria, e ele pode estar indo bem, mas acho que foi pego em muitas mentiras, muitas contradições. Tínhamos um vídeo em que ele e sua família dizem “isso nunca aconteceu”. Temos o áudio gravado de um investigador, onde dizia “isso nunca aconteceu”. E, de repente, as supostas datas do abuso mudaram para depois do vídeo.

Inicialmente, os promotores estavam alegando que o assédio havia começado em certa data, e quando essa evidência foi descoberta, eles colocaram as datas para depois da evidência. Quer dizer, foi como "vamos ajustar ao que temos, e assegurar que vamos em frente com esse caso", em minha opinião. Sei que vamos falar sobre a seleção do júri, mas tenho que dizer a vocês que foi uma seleção rápida. A maioria das pessoas pensa que em casos com grande divulgação, você fica por meses investigando os antecedentes de todo mundo, mas foi em um dia e meio depois de transtornos.

Deixei de lado metade de meus prazos e simplesmente participei do comitê, o que pareceu chocar algumas pessoas. Quer dizer, o objetivo não é usar seus prazos; o objetivo é conseguir a melhor comissão de jurados que puder! É para isso que você está lá. E achamos que tínhamos conseguido um que seria particularmente justo. Mas houve algumas decisões controversas que haviam sido feitas ao longo do processo. O julgamento foi agonizante. Deve ter havido 140 testemunhas ou mais testemunhando lá. O juiz Melville era um burro de carga. Estávamos lá cinco dias por semana. Raramente houve dias obscuros durante o julgamento. Eu gostava daqueles horários com pequenas pausas ao invés de apenas uma longa para o almoço. Achei que se encaixou bem com nossa capacidade de voltarmos e nos prepararmos para o próximo dia. Mas foi doído, agonizante.

 A mídia, o jeito como noticiavam o caso, era simplesmente notável! Eles ouviam um depoimento lascivo, e os repórteres corriam para fora e o noticiavam! Eles não esperavam pelo interrogatório, na maioria das vezes, ou queriam ignorá-lo. O objetivo deles era audiência e renda, o que já era de se esperar porque eles não são nada além de negócios. O objetivo deles era vê-lo destruído. Em relação a controle do cliente, esforços para o cliente, esse foi o melhor cliente que Susan e eu já lidamos.

O problema eram as pessoas em volta dele. O pobre Michael Jackson sempre atraiu um grande número de um tipo muito desonesto que tentava se aproveitar dele. Tentavam fazê-lo achar que eram amigos, e depois o enganavam. Estavam sempre se esfregando em nós, advogados sempre tentando se aproximar dele, sempre tentando criticar o que fazíamos. Às vezes, eu sentia que estava em guerra mais com a minha própria área do que com qualquer outra, porque nunca se sabia quem chegaria através de Neverland através de quem, para tentá-lo convencê-lo que as coisas estavam indo mal, e que ele precisava deles.

 Mas o que acontece com celebridades frequentemente é isso: as pessoas querem ficar em torno deles e tentam criar um motivo pelo qual sejam necessárias. O que tentam fazer é desequilibrar a celebridade, deixá-la insegura, aterrorizada, e assustada. Eles criam motivos pelas quais são necessárias, e não querem que os motivos sejam resolvidos porque senão não serão mais necessárias. Então, basicamente, estão sempre tentando manter seus argumentos fracos para manter a celebridade desequilibrada, assustada, e criar uma razão pela qual deveriam estar ali, e Michael era provavelmente o maior alvo desse tipo de coisa que já vi.

A primeira testemunha da promotoria era o Sr. Bashir. Achei que ele foi um desastre para a promotoria. Ele estava insistindo no Privilégio Jornalístico. Ele não respondia perguntas básicas que não poderiam prejudicá-lo se ele as quisesse responder, e ele simplesmente não respondia. E, basicamente, o que eu fiz foi decidir como acho que a maioria dos bons interrogadores faz, contar a minha história através de minhas perguntas. E fiz a ele perguntas longas, como “Não é verdade que Michael Jackson disse a você que jamais tocaria sexualmente em uma criança, que nunca faria aquilo, blá blá blá?” E ele insistiria no privilégio, e então eu fazia minha próxima pergunta: “Não é verdade que quando você confrontou Michael Jackson com A, B, C, D, e E, ele te disse que nunca, jamais faria algo assim?” E “Não é verdade que você disse a ele que ele é um pai maravilhoso, etc?”, e assim por diante.

Muitas pessoas com quem falei por todo o país ficaram surpresas que a promotoria pôde passar o documentário dele, mas tenho que dizer que Michael Jackson era inteligente o suficiente para ter seu próprio câmera naquelas entrevistas, e havia partes editadas que Bashir manteve fora de seu documentário que pudemos passar para o juiz Melville, porque basicamente os promotores tiveram sua chance com um bando de rumores muito seletivamente editados, e nós tínhamos nossas partes que ficaram de fora do documentário também, e ele negou cada alegação, e disse que cortaria seus pulsos antes de machucar uma criança. Acho que muito do que a promotoria tentou fazer, pudemos neutralizar simplesmente colocando sob uma perspectiva diferente.

Os promotores que ouvi hoje à noite disseram que "ele dormia com meninos, ele dormia com meninos, ele dormia com meninos". Bem, mostramos que ele dormia com mães, ele dormia com irmãs, ele dormia com todos os tipos de pessoas porque elas dormir no quarto dele, que é quase tão grande quanto esse prédio.

A promotoria queria pegá-lo da melhor maneira que podiam, e eu compreendo isso, mas acho que a pessoa que escolheram como vítima, como acusador, e particularmente a família daquela pessoa, foi realmente um desastre para eles. Eles levantaram uma acusação de conspiração de que Michael Jackson havia planejado uma conspiração criminal para sequestrar crianças, cometer extorsão, e falsamente aprisionar a família. Michael Jackson não podia nem imaginar esse tipo de comportamento, que diria orquestrá-lo. E o que aquela acusação fez a eles, eu não posso entrar nas mentes dos promotores, mas aí vai o que acho que estavam fazendo, é que permitiram que a mãe, que era de fato a chave para muito do caso, trouxesse boatos conspiratórios como exceção. Isso permitiu que eles intimidassem testemunhas que estavam em Neverland porque eles ficariam com medo de ser acusados de conspiração. Grande conspiração aqui!

A única pessoa que acusaram foi Michael Jackson. Ninguém mais foi indiciado. Ela traz testemunhos de rumores e as testemunhas que podem negar isso estão aterrorizadas, então eles arranjam advogados. Além disso, faz Michael Jackson parecer esse guru "mafioso", que ele sequer é capaz de ser. Mas a qualquer custo, o julgamento foi em frente, e houve toneladas de surpresas. Na maioria das vezes, fiz meu interrogatório de maneira longa. Alguns demoraram dias, e um deles demorou 4 dias. Decidi que havia tantos fatos em nosso favor para neutralizar essas testemunhas, particularmente esses acusadores, que eu soube que não havia como essas pessoas durarem, não havia como aguentarem os fatos. E não acho que tenham aguentado mesmo. Tínhamos um júri muito responsável que ficou fora por 7 ou 8 dias. Foi o veredicto correto. Aguardo, ansioso, as perguntas. Obrigado.


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Entrevista de William Wagner


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